aguas do sul

"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

terça-feira, outubro 16, 2018

Lançamento de "Uma Casa É Como Uma Árvore Por Dentro"


Na próxima segunda feira dia 29 de Outubro de 2018, às 18:30, na Casa do Alentejo, Rua das Portas de Santo Antão, nº 58, Lançamento do 22º livro de Poesia de Luís Filipe Maçarico "Uma Casa é como uma Árvore por Dentro".

A apresentação será de Maria José Balancho, Professora, autora de obras sobre a didática da Língua e da Literatura e de Maria Alexandra Leandro, Formadora, doutorada em Antropologia.

A cerimónia conta com a actuação da cantora Vera Cordeniz, acompanhada pelo pianista Thiago Tortaro.
O Actor Flávio Gil fará a leitura de poemas deste volume.

Texto e fotografia de LFM

segunda-feira, outubro 15, 2018

Actualização da Bio-Bibliografia


A pedido de um Amigo Jornalista que, a propósito da próxima apresentação de um novo livro de poesia meu, necessitava de dados biográficos, para divulgar o evento, actualizei a minha Biografia, publicada neste blogue,que datava de há quatro anos.

NOTA BIOGRÁFICA E ACADÉMICA: Luís Filipe Maçarico nasceu em Évora, em 29-10-1952. Licenciado pela Universidade Nova de Lisboa - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, em Antropologia, em 26/09/1994, com “Barbeiros de Alcântara - A Identidade Masculina e Bairrista entre Estratégias de Sobrevivência e Ameaças de Extinção”.  Mestrado em Antropologia (Patrimónios e Identidades) no Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa, com “Os processos de construção de um herói do imaginário popular - o caso de Santa Camarão”. Em 2008 matriculou-se no Mestrado “Portugal Islâmico e o Mediterrâneo”, leccionado pela Universidade do Algarve, no Campo Arqueológico de Mértola, que concluiu em 2012, com 17 valores.
PERCURSO ASSOCIATIVO (VOLUNTÁRIO): Alguns dados: Dirigente da direcção do Sindicato dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Lisboa, entre 1982/1985. Secretário e vice-presidente da mesa da Assembleia-Geral do Grupo Dramático e Escolar “Os Combatentes”, entre 1997/2001 e 2017/2018) Relator do Conselho Fiscal do Grupo Dramático e Escolar “Os Combatentes” (2011/2013). Presidente do Conselho Fiscal desta colectividade em 2006. Vogal, director cultural da direcção do centenário, presidente da Mesa da Assembleia-Geral e presidente da direcção da Sociedade Musical Ordem e Progresso, entre 19997/2001. Segundo e Primeiro secretário da direcção da Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio, entre 1997/2001. Vogal efectivo da mesa da Assembleia-Geral da Casa do Alentejo entre 1999/2001. Fundador do Círculo Artístico e Cultural Artur Bual (2000). Fundador e Membro da Comissão Promotora de “A Aldraba - Associação do Espaço e Património Popular” (Novembro/2004). Presidente do Conselho Fiscal da Liga dos Amigos de Alpedrinha (2005/2006). Presidente da direcção da “Aldraba” (2005/2006) e da Mesa da Assembleia-Geral (2007/2011) Vice-Presidente da Direcção da Aldraba (2011/2018) Vice-Presidente e secretário da Mesa da AG da Liga dos Amigos de Alpedrinha (2007/2018) Fundador e membro do Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades (2007/2013) Membro do Conselho Nacional da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto (2008/2010 e 2010/2013) Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Liga dos Amigos de Alpedrinha (2010/2014). 

PUBLICAÇÕES/ASSOCIATIVISMO"Associativismo, Património e Cidadania, Edição de Autor, Lisboa, 2010. “Um Antropólogo no Associativismo”, edição Territorial, Associação de Estudos Territoriais e Análise Regional, 1998.
PUBLICAÇÕES/ POESIA: "Aquela Pequena Sabedoria de Estrelas Repartidas", Edição de autor, Lisboa, 2017; "É de Noite que me Invento", Edição de autor, Lisboa, 2015; "Ilha de Jasmim", edição do autor, Lisboa, 2013. "Geografia dos Afectos", Apenas Livros, Lisboa, 2012. "Transumância das Pequenas Coisas", Câmara Municipal de Castro Verde, 2012. “Cadernos de Areia”, edição do autor, Lisboa, 2008. “Ar Serrano”, edição Câmara Municipal do Fundão, 2006.“Caligrafia do Silêncio”, edição do autor, Lisboa, 2004;  “A Secreta Colina”, Câmara Municipal de Lisboa/ Cultura, 2001; “Lisboa, Pegadas de Luz”, Câmara Municipal de Lisboa/ Cultura, 2000; “A Celebração da Terra”, edição das C. M. de Évora e Montemor-o-Novo, Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Vila e Delegação Regional de Cultura do Alentejo, 1999; “Os Peregrinos do Luar” edição do autor, Lisboa 1998; “Lisboa, Cais das Palavras”, Câmara Municipal de Lisboa/ Cultura, 1998;  “O Sabor da Cal”, edição da Câmara Municipal de Beja, 1997; “Vagabundo da Luz”, edição Liga dos Amigos e Junta Freguesia de Alpedrinha, 1997; “Íntim(a)Idade”, Edição do autor, Lisboa, 1996; “Os Pastores do Sol”, Ed. Autor, versão trilingue, português, francês e árabe, Lisboa, 1995; 2ª ed. Escola Profissional Fundão, tradução francesa de Raja Litiwinoff e árabe do prof. Ezzeddine Mansour, 1996; 3ª ed. prefácio de Salem Omrani, Lisboa, 2001; “Lisboa, Asas de Água”, Câmara Municipal de Lisboa/ Cultura, 1994; “A Essência”, Edição Autor, Lisboa, 1993; “Mais Perto da Terra”, Edição do Autor, Lisboa, 1992; “Da Água e do vento”, Átrio, Lisboa, 1991; 

RECITAIS/POESIA - Morille, Salamanca (2015, 2017 e 2018), Vilarelhos (2018), no Festival/Encontro de Poesia Transfronteiriça, Arte de Vanguarda e Património. Fórum Romeu Correia/Almada (20152016), a convite do Grupo dos Amigos do Alentejo, Alpedrinha (desde os anos 90, no Encontro de Poetas, promovido pela Liga dos Amigos de Alpedrinha), Campo Arqueológico de Mértola, durante o Festival Islâmico (entre 2008 e 2017), Serpa, Casa do Cante (2015) Biblioteca Municipal José Saramago, Beja (2013-2017) Biblioteca Municipal de Aljustrel (2018) e em diversas colectividades de Lisboa, como a Sociedade Musical Ordem e Progresso e Grupo Dramático e Escolar "Os Combatentes", em sessões de Música e Poesia (anos 90/ 2017)
LITERATURA INFANTIL: Alguns títulos; “Flor de Sementinha”, Caixa de Crédito Agrícola de Montemor-o-Novo, 2000; “Azedal, Sarzedar e a Manhã de Abril”, Junta de Freguesia de Prazeres, 1996; 2ª edição, Comissão Instaladora do Município de Odivelas, 2001 “A Princesa Joaninha e o Lagarto Saltitão”, Junta de Freguesia de Prazeres, 1994. 

ENSAIO: Selecção de artigos e livros publicados:  "Memória Oral e Imaginário Popular em torno das Invasões Napoleónicos na vila de Alpedrinha", EBVROBRIGA, Revista do Museu Arqueológico Municipal José Monteiro, Fundão, 2018. "Não se Recolhem os Materiais da Vida, Vivem-se! Alves Redol e a vivência etnográfica preparando os romances", in Paula Godinho e António Mota Redol (coordenação), O Olhar das Ciências Sociais, Colibri, Lisboa, 2014. "Elementos para uma Imagem Contemporânea do Alentejo", "Callípole", nº 19, Câmara Municipal de Vila Viçosa, 2011. "Jóias Imperceptíveis em Portas de Lisboa Aldrabas, Batentes e Puxadores nas Casas de Catorze Personalidades da Cultura Portuguesa"; Apenas Livros, 2009.  “Aldrabas e Batentes de Porta. Uma Reflexão sobre o Património Imperceptível”, Aldraba, Associação do Espaço e Património Popular, 2009. “Portas de Évora”, Revista “A Cidade”, Câmara Municipal de Évora, 2009. “Imaginário e Patrimonialização em Murfacém”, “Anais de Almada”, Câmara Municipal de Almada, 2008; “Os Comeres dos Reis no Imaginário Popular”, “Calípole”, Câmara Municipal de Vila Viçosa, 2008; “Os Heterónimos de um Mistério: Azóias, Cubas e Morábitos no Imaginário Popular. O caso de Montemor-o-Novo”, Almansor, nº6, 2ª série, Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, 2007; “Memórias do Contrabando em Santana de Cambas - Um contributo para o seu estudo”, edição Junta de Freguesia de Santana de Cambas, 2005; “Os Morábitos na Arquitectura Religiosa do Sul”, “Calípolle”, 2006, Câmara Municipal Vila Viçosa; “Aldrabas e Batentes de Montemor-o-Novo: Um Olhar Antropológico”, Almansor, nº4, 2ª série, 2005, Câmara Municipal de Montemor-o-Novo; “A Função Antropológica da Aldraba: Da Origem Simbólica à Morte Funcional”, “Arqueologia Medieval”, nº8, Campo Arqueológico de Mértola, Afrontamento, Maio 2003; “Atmosferas do Corpo” - ensaio sobre a pintura de Mena Brito, Prefácio, 2002; ”Associativismo em Lisboa: Perspectivas para o Futuro”, “Actas do III Colóquio Temático Lisboa - Utopias na Viragem do Milénio”, Câmara Municipal de Lisboa/ Cultura, 2001, pp. 317-324; “O Alentejo, O Cante e os seus Poetas”, “Arquivo de Beja”, vol. XIII, série III, Abril 2000, pp. 13-36. “A Personalidade Poética do Alentejano”, “Arquivo de Beja”, volume X, série III, Abril 1999, pp. 111-124; 
BIOGRAFIA: “Com o Mundo nos Punhos - Elementos para uma biografia de José Santa “Camarão”, Câmara Municipal de Lisboa/Desporto, Outubro 2003;

POETAS POPULARES /HISTÓRIAS DE VIDA: "Por Feitiço, Por Magia", Câmara Municipal de Viana do Castelo (organização, pesquisa bibliográfica, análise literária e antropológica e anotação, a propósito da poesia de José Figueiras, com Laurinda Figueiras), 2012; "Marés da MInha Vida", ed. autor (introdução, recolha e selecção de poemas de Abílio Duarte, com Ana Isabel Carvalho), 2010; "Fui Camponês, Fui Caixeiro", ed. Junta de Santana de Cambas (introdução, recolha e selecção, com José Rodrigues Simão, de poemas de João Carrasco), 2007.
CONTO: "Vozes do Tempo", Edição de Autor, 2017; “Degraus”, Universitária Editora, 1999;
ANTOLOGIAS: Publicado em inúmeras antologias. Destacam-se: "Morada da Poesia Poetas celebram Manuel da Fonseca", Câmara Municipal de Castro Verde, 2011. "Gómez Naharro Antologia - Poesia vernácula musicalizada de la Península Ibérica", Asamblea de Extremadura, Mérida, 2010, página 106, com Fernando Pessoa, Nicolau Saião e Salvador Espriu. "Na Liberdade", coordenação de Jorge Velhote, Nicolau Saião e Nuno Rebocho, Garça Editores, Régua, 2004. “Cerejas Poemas de Amor de Autores Portugueses Contemporâneos” selecção de Gonçalo Salvado, editorial Tágide e Câmara Municipal do Fundão, 2004; “Vento - Sombra de Vozes/Viento - Sombra de Voces” coordenação Pedro Salvado e Juan Gonper, edição Câmara Municipal do Fundão/Celya, 2004. “Cadernos Despertar I”, edição dos autores, com Eduardo Olímpio, José Carlos Ary dos Santos, José Jorge Letria, Amadora, 1982; “O Poeta faz-se aos 10 anos”, organizada por Maria Alberta Menères, 1ª edição, Assírio & Alvim, Lisboa, 1973; 2ª. edição Plátano, 1984.
PEQUENA NOTA CURRICULARARTÍSTICA": Aprendeu com Artur Bual, a pintar com café e vinho.
Escreveu para catálogos de exposições de pintura e livros de Arte, de Artur Bual, Mena Brito, Rodrigo Dias e Margarida Barroso (Guika).


Ilustrou artigos e poemas no “Diário do Alentejo”, “Diário do Sul” e vários outros periódicos.


Livros de poesia, como “O Sabor da Cal”. “Transumância das Pequenas Coisas” e “Ilha de Jasmim”, têm desenhos de sua autoria, pintados com café.


Participou em várias exposições de Arte Postal e numa exposição da Galeria Artur Bual (Amadora), intitulada “Zero Figura”.


Tem os seus desenhos de café espalhados por Portugal.

quinta-feira, setembro 06, 2018

Castelo de Belver

Recebidos pelo jovem Filipe, os visitantes da Aldraba receberam imensa informação acerca do Castelo de Belver, que pertenceu à Ordem dos Hospitalários, complementada pela Historiadora de Arte, Dra. Edviges Alves, que abordou  lendas, mistérios e algum imaginário popular em torno, quer de Belver, quer do castelo, certamente um dos mais belos de Portugal (cuja capela possui um retábulo original).
Para saber mais acerca do Castelo de Belver e da Capela de S. Brás, consultar os links abaixo reproduzidos, do PATRIMÓNIO CULTURAL:




Luís Filipe Maçarico (texto e Fotografias)

quarta-feira, setembro 05, 2018

Museu do Sabão de Belver

O Museu do Sabão de Belver é, segundo afirmou a jovem responsável pelo mesmo, um dos seis que existem no Mundo dedicados às memórias da produção deste produto de higiene e limpeza.

Nele se pode aprender a História do Sabão no Mundo, desde o seu surgimento na antiga Mesoptãmia e Egipto, até à actualidade, e marcas como Colgate, Lever e Solvay, correspondem a personalidades ligadas ao fabrico de produtos de higiene.
Na internet lemos que William Colgate nasceu em 1783, na Inglaterra, mas emigrou para os Estados Unidos. Tornou-se o magnata do sabão.
William Lever, outro inglês, nasceu em 1853, dedicando-se igualmente à indústria do sabão…

No Museu do Sabão de Belver, podemos conhecer a importância económica do Sabão em Portugal (desde o século XIV até ao século XVIII) e localmente.
Vale a pena conhecer este Museu singular.

Luís Filipe Maçarico (texto e fotografias)


terça-feira, setembro 04, 2018

NINITA (ANA CAPUCHA) PARTIU

Ana Capucha, que em Julho de 2017 teve o grato prazer de ver apresentado, na Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira, o livro que idealizou concretizar e a cuja elaboração se predispôs, de corpo e alma, honrando o companheiro, com quem sonhou um mundo melhor, Ana Capucha deixou-nos.
Foi uma honra trabalhar com ela nesse projecto e nesse contexto conhecer Inês Valério.
A sua persistência, nessa causa (certamente como noutras) foi de grande fôlego. E venceu! 
Porém, a sua hora (demasiado cedo para partir de uma terra que desejou mais justa, livre e igualitária) chegou.
As palavras parecem inúteis nesta ocasião. Apenas sublinhar a solidariedade, devida particularmente a sua filha Inês, à filha mais velha e netos, de quem sempre ouvi falar com carinho, e com os quais sei que costumava passar férias, no sul, e a toda a família, com especial referência ao irmão (o sociólogo) Luís Capucha. 
Que o seu espírito repouse em paz!

Luís Filipe Maçarico (texto e fotografia. Ana Capucha está na primeira fila, na esquina do "corredor", no meio das cadeiras da vasta assistência, durante o lançamento do livro sobre Ildefonso Valério)



segunda-feira, setembro 03, 2018

A Porta de Belver

No caminho para o castelo de Belver, a porta com dois batentes em forma de mão ( cujas origens do modelo minimalista, remonta ao século XIX, segundo diversos livros sobre este património, editados em França) encerrou para a antiga vivência.
Que haverá por detrás da porta?
Quantas conversas estes batentes escutaram?
Que acontecerá a este património, se a casa perder fachada e interior?
Por enquanto, nas subidas e descidas ao castelo de Belver, ainda é possível observar este tesouro.

Luís F. Maçarico (texto e fotografia)

O Núcleo Museológico das Mantas e Tapeçarias de Belver


O Núcleo Museológico das Mantas e Tapeçarias de Belver constituiu a primeira boa surpresa, que o Concelho de Gavião proporcionou aos participantes do Encontro da Aldraba, que ocorreu no passado fim de semana - o primeiro de Setembro.
Recebidos por uma entusiástica responsável pelo espaço (Dra. Olga), os visitantes foram conduzidos ao passado, com vasta informação e contextualização, quiçá breves teatralizações,  de uma estória de empreendedorismo feminino, da fundação à ascensão, passando pela decadência, da Fábrica de Carpetes, Colchas, Tapetes e Linhos, fundada por Natividade Nunes da Silva, que privilegiou a produção de tecelagem artesanal, laborando seis décadas.
Na revista "Zahara", nº 30 (Novembro 2017), editada pelo centro de estudos de história local e associação palha de Abrantes, José Luís Neto, através das protagonistas (a Mestra, a filha e as operárias) conta a evolução daquela do negócio, cuja mercadoria era transportada pelo comboio e chegava a muitas localidades e compradores.

O único senão: para quem vem de Gavião, o Museu aparece logo a seguir à ponte sobre o rio, sem qualquer indicação de estacionamento, que tem de ser procurado. Houve quem estacionasse perto da estação da CP, outros, antes da travessia da ponte, no lado sul do Tejo, etc.

Texto e fotografias de Luís Filipe Maçarico