"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

quarta-feira, julho 01, 2015

O Anónimo que perde tempo a ler este blogue e a minha partilha do seu comentário no Facebook


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    Já não é a primeira vez que sou insultado, por anónimos, que a coberto da cobardia, que é o uso do pseudónimo, dão mostras da sua raiva, pela frontalidade com que abordo o laxismo, em torno do Património, todos os dias maltratado, pelos políticos de pacotilha, ou por uma parte substancial do povo, que elege espelhos. Era bem mais fácil ficar no meu canto, silencioso. Evitava estas provocações, o ódio dos que se sentem incomodados, com a minha postura consequente. Se sou associado de instituições, que se propõem salvaguardar a identidade, a memória, a tradição, ajo em consciência. Dou a cara.
    Partilho então o último comentário recebido, quando critiquei - no meu blogue - os fumadores de paragem de autocarro, as roulottes de farturas, espalhadas pela cidade, ao mesmo tempo que as carpideiras de serviço lamentam o aumento da obesidade e diabetes, a bujarda lançada pelo vereador Salgado, da CML, de acabar com Santa Apolónia. A descarga intestinal (mandei-os cagar a todos) não se fez esperar. Eis o comentário do fictício Custódio Serafim, no qual obviamente não me revejo... Ainda bem que tenho inimigos, significa que não sou um panhonha e não vim a este mundo para ver passar comboios. Se quiserem, dêem a vossa opinião.

    "E a sua conversa não é (quase) sempre escatológica, derrotista, choramingona?
    Eu sei que o comentário não vai sair, a moderação trata do corte. Mas, uma vez na vida, deixe-me lamentar a sua eterna e mais que evidenciada condição vitimista, complexada, narcisista e, paradoxalmente, agressiva e predadora, que ressuma em todos os seus posts.
    É que, desde que, há uns dois anos, o leio regularmente, todos os seus desabafos blogais, revelam de si o que acima ficou dito e ainda INVEJA! Tristemente." (Comentário de Custódio Serafim, ao artigo "Conversa Escatológica")


  • Egas Branco "Ainda bem que tenho inimigos, significa que não sou um panhonha e não vim a este mundo para ver passar comboios." Um fraterno abraço!

  • Joaquim Pinho Silenciar a voz da razao e trabalho de certo dos fracos e possivelmente demonstra¢ao dos inuteis

  • Miguel Ventura "Ainda bem que tenho inimigos, significa que não sou um panhonha e não vim a este mundo para ver passar comboios." - Luís Filipe Maçarico quote do ano digo já, pela frase inspiradora

  • Ilidio Alves Como disse o grande Ary ".....serei tudo o quiserem, mas poeta castrado ( calado ) NÃO! !!!!!"

  • Domingos Xarepe smile emoticon

  • Rosa Guerreiro Dias Depois deste insultuoso comentário, acerca dum Homem que além de se preocupar com o nosso Património e outros assuntos Sociais'' não consegue calar as injustiças, e as vai gritando ao mundo, para que todos saibam. Só me ocorre dizer ... '''Os cães ladram, e a caravana passa'''

  • Deolinda Nunes "É que, desde que, há uns dois anos, o leio regularmente..."... meu caro amigo Luís Filipe Maçarico, tendo em consideração as palavras acima, o sr. custódio além de idiota é masoquista... não gosta, mas lê regularmente... só pode ser "amor" e do "brabo" meu amigo. Aquele Abraço e "os cães ladram e a caravana passa".

  • Eugénia Paulo Enquanto pudermos,não calamos!fazes bem amigo pelo menos haja alguem a quem ainda n roubaram (a VOZ)! bj abração

  • António Pedro António Pedro Antigamente, ninguém falava por causa do regime fascista, agora vir este gajo dizer o que disse... ele é o quê? Amigo Maçarico, gosto dos teus comentários, que versam muitos temas do nosso dia-dia, e sobre o nosso país e o seu lindo património, que vereadores como o Salgado, querem ver vendidos em hasta pública para os cada vez mais donos da cidade que são as empresas de imobiliário e turismo. Abaixo com eles todos!! Não nos calarão !!!

  • Luis Carvalhido Meu caro Filipe Maçarico. Desde sempre que as palavras impelem, repelem, alertam, incomodam, maltratam os bacocos. Porquê perguntar-se-ia. Eu para não me alongar, apenas direi, é tão bom viver num rio de águas mansas. É tão bom sermos NINGUÉM. Um abraço meu querido amigo.

  • Humberto Martins As pessoas grandes... e não estou a falar do físico, incomodam muito.

  • Isabel Maria Mendes Ferreira A vida no seu péssimo querido Luís.

  • Maria Helena Evangelista A verdade incomoda muita gente...

  • Marco Valente Não dês demasiada importância aos sabujos seguidistas de pacotilha do regime, que nada produzem, nada valem, limitando-se a passar por esta vida como vegetais ou ladrando sempre ou a mostrar a dentuça a quem luta todos os dias por ideais e por um mundo/sociedade melhor. Olha: "Que a terra lhe seja leve... como a Serra de Monchique!". Vozes de burro não chegam ao Céu. Continua o teu caminho e a seres como és, que ainda tens cá bons amigos e pessoas de valor que contigo partilham a tua vida e a tua caminhada. Quanto aos restantes... meras sombras e pó, que o tempo e a memória se encarregarão de desvanecer e reduzir à sua intrínseca pequenez. Sempre na luta, contra todos esses FDP !!!! Hasta la Vitoria !!! Siempre !!! wink emoticon

  • Alexandre Flores Também já aconteceu comigo amigo Dr. Luís num blog ligado ao concelho de Almada. A verdade incomonda os incompetentes e os invejosos! Com pouco decoro e educação! A estes deve-se dar o desprezo e continuar a escrever em prol da cultura. Um grande abraço.

    Acrescento a estes comentários, o que Paula Silva escreveu, que não posso deixar de incluir nas opiniões dos Amigos, acerca da "reflexão" irada do/da leitor/a, que faz o esforço de me ler há dois anos, para  encontrar defeitos, nos quais não me revejo (terei outros, certamente):

    Fotografia do perfil de Paula Cristina Lucas da Silva Paula Silva 
    "Amigo Luís
    Nem me atrevo a comentar tal pseudocomentário... muito menos a postura de anonimato tão corajosa...
    Para quem te lê desde há dois anos (o que deve ser uma redonda aldrabada) não te conhece minimamente.

    Tu choramingão? Invejoso? Predador? Derrotista? Não conheço esse Luís.
    O Luís que eu conheço observa (muito e bem) e opina com fundamento; não é acéfalo, não é um carneiro. E se por vezes a linguagem é mais agressiva, é pela revolta que os acontecimentos provocam... já um certo senhor dizia que temos direito à indignação... então tu não te podes indignar? Era o que faltava!
    Eu conheço um Luís sensível, atento, crítico, lutador, batalhador, conquistador, cheio de obra feita e sonhos bem vivos.
    Beijos e não te deixes abalar por estas personagens tenebrosas e más... só uma pessoa mal formada / deformada, pode fazer um comentário destes."


    E chegaram mais opiniões, além de 50 Likes:



    • Henrique Santos O que dizer depois de ler atentamente o que os amigos já escreveram?.uma sensação que estamos contigo e solidários com a tua indignação,catalogar te com os adjectivos descritos dá-me vontade de rir e no fundo todos nós já passámos um pouco por estes sim....INVEJOSOS de não terem uma visão global e objectiva daquilo que nos rodeia.Neste momento agradeço-te tudo o que tens me ensinado ao longo da nossa amizade....vamos continuar a ser incomodativos é essa a nossa MISSÃO.


      • Luís Teixeira Tem calma Luís. Relaxa. Só tem "inimigos" qum incomoda. E quem se esconde em anonimatos tem um nome...

      • Joao Nascimento Por isso são anonimos, sao cobardes! a opiniao é livre mas quem anda nestas lides sabe que o livre não é bem assim, a censura cada vez está mais instalada e provoca medo. (...) Caro Luís borrifa-te nisto.
      • Joao Nascimento Ha vereadores que nem deviam ocupar certos cargos

      • Maria Do Céu Ramos Só quem não te conhece fala dessa maneira, ou então conhece e resolve destilar tudo o que de mau existe no ser humano. Pobre gente que vive de inveja, maldade e despeito! Continua, por ti e por todos os que por razões diversas, não podem, não sabem não têm capacidade intelectual para esse efeito.

      • Rosa Mar Ai a inveja, a inveja... dois anos a ler, a apontar no caderninho e a encher até rebentar. Um filme muito visto. Beijinho para ti, Luís!!!

      • Anabela Morais Tu és um génio, tudo o que possam dizer de contrário só pode ser dor de cotovelo. Beijinhos e continua tal qual és genuíno, rigoroso, verdadeiro....

        António Monteiro Só tenho a agradecer a cidadania que promovos com extrema elegância , frontalidade e assertividade. Felizmente incomodas muita gentinha.. ABRAÇO


        • Albano Furtado Ginja Força Luis continua e dizer e a escrever a verdade doa a quem doer Forte Abraço

        • Lurdes Ferreira Força, Luís! Não te deixes "amedrontar" pela diarreia mental de um insignificante verme sera(sem)fim!

        • Ana Amaro Dá-lhes Luis! A luta continua! Bjs.


          • Elsa Shams ... nós continuamos na LUZ ... (os outros estejam onde puderem estar, para eles paz e luz) !!! Para ti, beijinho

          • Maria Besuga pois, só agora vim ler isto
            enfim...
            eu que não gosto da expressão só me apetece dizer: LOL!...

            de resto, os cães ladram e a caravana passa também serve.
            mais de resto ainda, beijos a ti.
            pronto. adiante, Luís.

          • Ana Goncalves Towarzysz Ele está a falar de quem? concerteza se enganou e era um post para o chefe dele, incomoda sempre ter espinha dorsal, que, claro está ele não tem. Não ligues, beijokas.

terça-feira, junho 30, 2015

Os Jordões de Pias e as Diversas Hipóteses para a sua Origem


 
Estive em Pias (Serpa) acompanhando os Jordões, tradição única no país (com características singulares). 
Este ano, no Lar de Idosos, na sede das Ceifeiras e na associação de jovens (onde também se faz o mastro, com fogueira ritual de S. João), a tradição cumpriu-se. 
Os Camponeses de Pias, as Ceifeiras e alguns Mainantes cantaram, durante a visita aos espaços, que antigamente serviam para cumprir uma promessa. 
Neste Junho de 2015 não houve promessas. Apenas o reviver deste festejo ancestral, em que se forra uma sala da casa com verdura cheirosa, no chão (atabua) nas paredes e no tecto, transformando-a numa cabana de erva, decorando-se com a figura do S. João (e dos outros santos), duas mesas simétricas, um altar sobre a representação - com água - do rio Jordão... 

Vários textos tentaram explicar as origens. 
Fernanda Moreira, catequista, com várias licenciaturas, designadamente em Ciências Religiosas pelo Instituto Superior de Ciências Religiosas "San Agustin, Madrid, escreveu um livro - "Os 'Jordões' de Pias Um fenómeno único da religiosidade popular portuguesa", 2009.
Esta autora diz que "O Jordão é símbolo de alegria e não deve ter nada que represente o sofrimento", pelo que o Jordão que era construído pelo senhor Manuel Mendes ao ostentar um crucifixo, extravasava os testemunhos que ela consultou. Eu próprio verifiquei, junto de pienses, e durante a noite de S. João deste ano, que a festa  dos Jordões nada tem a ver com tristeza.
Fernanda Moreira encontra muitas ligações a cultos e cânticos judaicos. pelo que sugere que a origem desta celebração tenha a ver com os Hebreus, chegando a afirmar " o cristianismo surgiu da raíz do judaísmo. Jesus e os seus apóstolos eram judeus, São João Baptista era judeu". (Moreira, 2009: 81)

Ana Paula Fitas estudou este património da tradição, publicando na revista "Arquivo de Beja" o artigo "Os Jordões da Aldeia de Pias Subsídios etnossociológicos e etno-históricos para a compreensão da religiosidade popular no Baixo Alentejo."
Esta autora concluiu - face ao cenário que se lhe deparou, organizado por Manuel Mendes, de rezas e choro convulsivo de toda a assistência - que a origem remota pode encontrar-se no choro colectivo [memória dos prantos sírios das mulheres sobre a morte de Adonis], que aponta para cultos populares de raízes mediterrânicos-orientais. 
Fernanda Moreira contesta: "verificamos, pelos vários testemunhos recolhidos, que não há memória de que alguma vez existisse esse tal choro colectivo. Pelo contrário, os "Jordões" são um espaço onde se manifesta a alegria da promessa satisfeita, onde se canta e agradece a São João Baptista o milagre realizado." (Moreira, 2009: 113)

Maria Gabriela Rogado Pereira, autora de um trabalho intitulado "Os Jordões", advertindo que "é muito difícil, senão impossível, determinar com rigor a origem deste acontecimento", conta que "O povo diz que pode ter sido trazida pelos mestres de talhar o granito, oriundos de outras regiões.

O boletim Serpa Informação, sem indicar as fontes, aponta para a influência celta. E eu a pensar que estava no sul, entre pessoas, cuja fisionomia me lembra os berberes, povos do deserto. 
O/a autor/a do texto afirma que estamos em presença de manifestações oriundas da Bretanha e mistura festividades célticas, com Baal, um deus sanguinário, que a minha cultura geral, desde a História aprendida no Curso Geral do Comércio, até ao mestrado, concluído no Campo Arqueológico, passando pelas visitas à Tunísia, sempre me indicaram que era oriundo de Cartago e adorado por fenícios e cartagineses, que a ele sacrificavam crianças.

Será pura ignorância de estagiário, armado ao pingarelho, baralhado numa "investigação arrojada", surfando um site incredível ou tentativa ideológica, de reinvenção da História, através de branqueamento étnico, num tempo em que falar do passado árabe é incómodo, para jornalistas e historiadores de meia tijela? 
Com que então, os meus amigos de Pias têm antepassados na Bretanha, Escócia, Irlanda e eu a pensar que os vossos ancestrais tinham vindo do Magrebe....

Em carta enviada à Câmara Municipal de Serpa, alertei para o facto de o artigo associar o município a uma hipótese falível, pouco rigorosa, provavelmente bebida em sites pouco credíveis, sem cruzamento de textos científicos, nem referência das fontes consultadas. 
Não se encontram em Ladislau Piçarra ("A Tradição", editada pela CMSerpa), Leite de Vasconcellos ("Etnografia Portuguesa"), Ernesto Veiga de Oliveira ("Festividades Cíclicas em Portugal") ou Aurélio Lopes ("A Face do Caos") pistas para justificar as palavras de quem escreveu o artigo.
Sublinho que a minha reacção, enquanto alentejano, comunista e ateu, pretende preservar a identidade, o património, a memória, a verdade histórica, num tempo de deriva, de inversão de valores, onde a honestidade intelectual parece ser supérflua.
Por fim recomendo que todas as chefias responsáveis pela edição do "Serpa Informação" façam uma leitura exigente dos artigos, antes de serem divulgados para não se induzirem pessoas menos informadas a papaguearem origens erróneas, pois a ignorância é sempre um terreno permeável, em época de debilidades culturais, para veicular ideias extravagantes.

Luís Filipe Maçarico (texto e fotografias)

sexta-feira, junho 26, 2015

Conversa Escatológica

 
Três perguntas, três retratos de uma sociedade pacóvia.
Primeira. Porque há tanto burgesso a fumar, nas paragens de autocarro, intoxicando quem aguarda pelo transporte público? Hoje, uma senhora pouco depois de ter chegado ao abrigo, com bastante sol ainda, começou a tossir sem parar, pois um idiota de um velho fumava, como se não houvesse amanhã, dentro da paragem.
Esta atitude vai ser permitida, até quando?
Segunda: Para quê o paleio demagógico, sobre o perigo de uma população, que engorda cada vez mais, a partir dos bancos do ensino básico, quando a Câmara de Lisboa e ou as Juntas de Freguesia permitem (como é o caso na Rua Prior do Crato, perto da fronteira entre as Juntas da Estrela e de Alcântara) roulottes de farturas.
Encham a mula de frituras doces e depois não se queixem que estão obesos e diabéticos!
Terceira: O primo de Ricardo Salgado, que é vereador na Câmara Municipal de Lisboa, e a quem devemos, entre outras obras-primas o alargamento do Hospital da Luz (Grupo BES) à custa da demolição do quartel da Luz e respectivo Museu dos Bombeiros, lançou a bujarda - A estação de Santa Apolónia deveria ser desactivada, para surgir no seu lugar um Parque Verde (proposta que os papalvos e os parvos, que não saiem do mesmo lugar e passam uma vida, sentados num banco, ao pé de casa, seguramente adoram), quiçá mais uma especulação imobiliária, apresentada como um novo projecto de habitação, que faz falta à cidade, mais uma carrada de hostels e como cereja em cima do bolo, um hotel de charme, etc.
E se todas as criaturas mencionadas fossem cagar?

Luís Filipe Maçarico (Texto e fotografia)

terça-feira, junho 23, 2015

Tentativa de Privatização de uma Festa no Alto Minho


Que raio de povo é este, que só reage no futebol - e de forma desastrosa?
Que tipo de gente é esta, que se alheia da herança patrimonial, recebida dos seus antepassados e permite (ou colabora) na desaparição do que nos distingue, na arquitectura popular, nos monumentos de antanho, nos centros históricos, transformando praças nobres [com pelourinhos vetustos ou catedrais emblemáticas] em parques de estacionamento, destruíndo os materiais antigos, substituíndo - em nome da liberdade individual - a porta de madeira, pelo alumínio, que nem sequer imita a madeira, diversificando tipologias, tornando aldeias, vilas e cidades em paisagens de pechisbeque e sucata?
Que sangue corre nas veias, destes "heróis do mar/ nobre povo, Nação valente", que no Minho da pancada de criar bicho, em feiras, por dá cá aquela palha, varridas a varapau, segundo os escritores (estarei errado na geografia?), dos excessos, por causa das divisões de propriedade e da gestão da água, deixaram alguém registar uma festa comunitária, em nome de um grupo restrito?
Cito uma amiga professora, para quem "A tradição não é pertença de ninguém em particular, mas de uma comunidade."
A providência cautelar movida pelo presidente da Comissão de Festas da Senhora das Neves, em Barroselas (Viana do Castelo) tentou proibir o Núcleo Promotor do Auto da Floripes, de representar aquele texto, que é um património bicentenário da Comunidade.
A judicialização e a privatização das festas, começou a ser ensaiada por aquelas bandas. 
Mas o mais extraordinário é a mansidão do povo...[Serei incivilizado?]
Que geração é esta, que permite todas as humilhações, sem reagir e teve de ser o Tribunal a decidir (segundo a Rádio Geice), que a Comissão, no dia 5 de Agosto, representa o Auto, em exclusividade, mas que durante o resto do ano qualquer cidadão pode representá-la?
Sem querer ser acusado de defensor da violência, sempre vos digo que tenho a certeza, que em alguns locais do país, quem se atrevesse a  patrimonializar um ritual, que passou de geração para geração, através da memória oral, levava um enxerto de porrada, que ficava logo com amnésia e nunca mais pensava em apropriar-se do que pertence ao colectivo.

Luís Filipe Maçarico (texto e fotos)