"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

terça-feira, novembro 29, 2005

TRAGÉDIA GREGA COM COIRO




EL CAUDILHO-se calar é ser cobarde/e opinar é mau humor...
LOS PORKITOS- humor mau, mau, mau
EL CAUDILHO-o que será rezingar/e destilar fel e bolor?
EL TRAUMA-No me hables desa manera/que soy hermano amigo
LOS PORKITOS-amigo hermano hermano hermano
EL TRAUMA-No me hables que me paso/e me mordo en el umbigo.
(o responsável deste blog não se responsabiliza pelo diálogo destes manequins, evadidos do Museu Etnográfico da Liga dos Amigos de Alpedrinha.)
Os ditos cujos apoderaram-se deste espaço, reinvindicando um lugar que lhes está destinado noutro blog...
Caso desejem rir, queiram dirigir-se a:

segunda-feira, novembro 28, 2005

Pré-Apresentação em Alpedrinha da obra "Memórias do Contrabando em Santana de Cambas-Um Contributo Para o Seu Estudo"




Realizou-se no passado dia 26 de Novembro, numa iniciativa conjunta da Liga dos Amigos de Alpedrinha, da Junta de freguesia de Alpedrinha e da Fábrica da Igreja local, o VII Encontro de Poetas de Alpedrinha, no Salão Paroquial.

A primeira parte deste evento foi preenchida com a pré-apresentação do livro “Memórias do Contrabando em Santana de Cambas - Um Contributo para o Seu Estudo”, da autoria de Luís Filipe Maçarico. A edição é da Junta de Freguesia de Santana de Cambas, cujo presidente José Rodrigues Simão esteve presente. A obra foi apresentada por José Alberto Franco e pelo autor, com a participação de Rosa Dias, que disse um poema seu, escrito expressamente para este livro.

Francisco Miguel Barata Roxo, presidente da autarquia local, deu as boas vindas a todos, realçando a qualidade que estes encontros culturais têm apresentado e destacou a qualidade do livro que iria ser divulgado.
José Alberto Franco elogiou as vistas largas do autarca do concelho de Mértola, por se ter abalançado num projecto que é raro as Câmaras desenvolverem, quanto mais as juntas e reforçou a ideia destas iniciativas fazerem falta para nos conhecermos melhor.
José Rodrigues Simão, autarca de Santana de Cambas, agradeceu a hospitalidade beirã e sublinhou a necessidade de serem recolhidos depoimentos dos indivíduos da zona da raia, ainda vivos, que tiveram de fazer contrabando para sobreviver. Referiu ainda que a Junta de Freguesia a que preside concretizou dois objectivos de um projecto, que envolve a criação de um Museu do Contrabando, nomeadamente, um concurso de pintura sobre o contrabando e a edição do livro, cujo lançamento vai ocorrer no próximo dia 17 de Dezembro, pelas 15h30m no novo edifício da Junta de Freguesia de Santana de Cambas. Para esta iniciativa está já convidado o presidente da Junta de freguesia de Alpedrinha.

Luís Maçarico iniciou a sua intervenção declarando que “Há muito desejava partilhar com Alpedrinha este olhar que procura saber mais acerca de quem somos, das raízes, dos comportamentos, dos costumes, das tradições.”
No remate da sua alocução, o antropólogo sublinhou, a propósito do presente trabalho: “Tantas vidas, tanto sofrimento. E tudo para ter direito a respirar, sonhar, existir, sobreviver. Para alimentar e criar filhos, famílias, salvaguardando o património maior que são as pessoas, teimando em manter a identidade da fala e as artes da vida.”
A sessão teve ainda intervenções musicais, a cargo do professor Carlos Ventura e do jovem músico Walter, de Monsaraz. O evento terminou com a actuação dos poetas convidados para este sétimo encontro: Padre Manuel Igreja, Alice Peixeiro, Francisco Amaro, Luís Maçarico e Rosa Dias.
Durante a parte poética, L.M. leu dois poemas do luso-goês Adeodato Barreto, cujo centenário do nascimento ocorre no próximo dia 3 de Dezembro. Foi também lida uma mensagem e dois poemas de Paula Lucas, poetisa alpetriniense, impedida de participar, por motivos de saúde.
Estes encontros têm já um interessante historial, pois realizaram-se 7 estimulantes convívios, 2 dos quais internacionais.
Participaram ao longo deste 9 anos, 24 poetas, sendo 8 deles das Beiras, 6 do Alentejo, 5 de Espanha e 5 de Lisboa, além de 2 declamadoras da capital e uma da Beira Alta.
(fotografias de Monia Roxo)

sexta-feira, novembro 25, 2005

VII ENCONTRO DE POETAS EM ALPEDRINHA


Realiza-se no próximo dia 26 de Novembro numa iniciativa conjunta da Liga dos Amigos de Alpedrinha e da Junta de freguesia de Alpedrinha, o VII Encontro de Poetas de Alpedrinha, que decorrerá a partir das 21h no Salão Paroquial. A primeira parte deste evento será preenchida com a pré-apresentação do livro “Memória do Contrabando em Santana de Cambas - Um Contributo para o Seu Estudo”, da autoria de Luís Filipe Maçarico. A edição é da Câmara Municipal de Mértola e da Junta de Freguesia de Santana de Cambas, cujo presidente José Rodrigues Simão estará presente. A obra será apresentada por José Alberto Franco e pelo autor, com a participação de Rosa Dias, que declamará um poema que escreveu expressamente para este livro, acerca do tema.
A sessão, que terá intervenções musicais a cargo dos professores Carlos Ventura e Monia Roxo, prosseguirá com a intervenção dos poetas convidados para este sétimo encontro: Padre Manuel Igreja, Alice Peixeiro, Francisco Amaro, Luís Maçarico, Rosa Dias - todos repetentes - e Luís Jordão, estreante nestas lides, ex-autarca de Mourão, ex-presidente da Casa do Alentejo, director do “Almanaque Alentejano”.

Estes encontros têm já um historial apreciável, pois realizaram-se já 6 belos convívios, 2 dos quais internacionais, tendo participado ao longo deste 9 anos 8 poetas da Beira - Baixa, 6 do Alentejo, 5 de Espanha e 5 de Lisboa, além de 2 declamadoras da capital e 1 de Carregal do Sal.

Recapitulando, o 1ºEncontro realizou-se no Salão Paroquial em Março de 1997 e nele estiveram presentes os poetas alpetrinienses Braz Ribeiro, Elsa Chambel, Padre Manuel Igreja. Os poemas de Elsa, que tinha ganho a mais recente edição dos Jogos Florais de Alpedrinha foram na ocasião lidos pela pintora Mena Brito. Participaram ainda Jorge Rua de Carvalho e a declamadora Lucília Lucas, que apresentou o livro "O Sabor da Cal" de Luís Maçarico.

No 2º Encontro realizado a 3 de Julho de 1999 no Palácio do Picadeiro e além dos poetas residentes e de Luís Maçarico, intervieram António Figueira, Conceição Baleizão, Luís Graça e os espanhóis Fernando Diaz e Raul Vacas. A declamadora Esmeralda Veloso esteve igualmente presente neste encontro.

O 3º Encontro decorreu no Chafariz D. João V a 1 de Julho de 2000 e além de Maçarico e dos alpetrinienses, compareceram os poetas Cristina Pombinho e Pedro Albuquerque, bem como os espanhóis Joan Gonper, Fernando Gutiérrez e Juan Garochi.

O 4º Encontro aconteceu na Capela do Espírito Santo a 14 de Julho de 2001 e teve as participações dos poetas alpetrinienses a que se juntou Alice Peixeiro, e além de Luís Maçarico estiveram ainda Belmira Besuga, Francisco Amaro, os prémios de revelação da Associação Portuguesa de Escritores, Nicolau Saião e Ruy Ventura e Rosa Dias.

O V Encontro decorreu na Capela do Leão, em 14 de Novembro de 2003, com os poetas Jorge Rua de Carvalho, João Coelho, Luís Maçarico, Maria José Lascas Fernandes e Rosa Dias, além dos beirões Francisco Amaro, Alice Peixeiro, Elsa Chambel e Braz Ribeiro.
Durante este Encontro foi apresentado por Luís Maçarico o livro de poemas de João Coelho “Sementes de Verdade”

O VI Encontro, ocorreu em 27 de Novembro de 2004, no Salão Paroquial, com a presença dos poetas Cristina Pombinho, Margarida Alves, Conceição Baleizão, Rosa Dias e Luís Maçarico, que apresentou o seu último livro de poemas - “Caligrafia do Silêncio”, participando ainda neste evento a designer desta obra, Marta Barata.
Alice Peixeiro, Braz Ribeiro e Paula Lucas (cujos poemas foram lidos por Luís Maçarico e Cristina Pombinho) partilharam igualmente textos de sua autoria.

É justo sublinhar que estes encontros, sem o entusiasmo de Francisco Miguel Barata Roxo, o autarca de Alpedrinha, talvez nunca tivessem sido uma realidade de prestígio, que é lembrada por todos os que já participaram, enquanto protagonistas ou como ouvintes.
(fotografia de LFM)

sábado, novembro 19, 2005

Associados da Aldraba Reunem Com Autarcas de Aljustrel para Preparar Centenário do Nascimento de Adeodato Barreto






Durante a manhã de sábado 19 de Novembro, além da visita ao Museu de Aljustrel, dirigentes da Aldraba-Associação do Espaço e Património Popular, acompanhados por membros do Grupo de Trabalho Adeodato Barreto, reuniram com o presidente da Junta de Freguesia de Aljustrel.
Foram apresentadas várias perguntas e sugestões, com o objectivo de se concretizar uma evocação do goês de Margão, nascido há cem anos, no dia 3 de Dezembro, que exerceu o notariado na vila mineira no início da década de 30 do século passado, cativando a população operária da mina e a juventude, pelo seu altruísmo, nomeadamente na alfabetização dos homens toupeiras, na difusão do esperanto entre os mais novos, na edição de um jornal -"Círculo"- na participação associativa e na ajuda aos pobres, criando uma sopa para os desvalidos, em tempo de fome.
Poeta, pedagogo, por ter ideias avançadas para o seu tempo, foi perseguido, porque tudo o que era diferente do estabelecido era considerado comunista.
Em 8 anos, na década de 20 Adeodato completou 3 cursos superiores na Universidade de Coimbra.Correspondendo-se com Tagore e Romain Rolland, Adeodato funda com o aplauso destes, um Instituto de Cultura Indiana e preside ao Grémio Republicano proferindo conferências.
A sua obra póstuma encontra-se reunida no volume "O Livro da Vida".
Corroborando a antropóloga Sónia Frade, em tão pouco tempo fez tanto!
Kalidás Barreto, ex-sindicalista e deputado da Constituinte, é filho deste homem e a Aldraba vai em breve promover um jantar em local a indicar, para evocar a personalidade fascinante que é Adeodato Barreto, modelo de tolerância e humanismo, de encontro feliz com o Outro, estabeleceu, pela inteligência e sensibilidade, uma ponte cultural entre Oriente e Ocidente, que nestes dias de incomunicabilidade vale a pena conhecer melhor.
A Aldraba quer dar o seu contributo no sentido de difundir por mais pessoas a memória deste luso-goês exemplar...
Com autarcas, professores e descendentes dos discípulos de Adeodato.
De referir que este grupo visitou ainda Ervidel integrando-se nas festividades da VIN&CULTURA, desfrutando de vários momentos de cante, petiscos e provas do néctar dos deuses, no belo ritual pagão de celebrar Baco, entre amigos, no aconchego das adegas e das conversas.
(fotos de Luís Maçarico e Luís Ferreira)

sexta-feira, novembro 18, 2005

"Aldraba"- Os Primeiros Seis Meses de Um Projecto Partilhado em Torno do Espaço e do Património Popular*





Tendo nascido em 25 de Abril deste ano, no Ateneu Comercial de Lisboa, com a adesão de oitenta cidadãos, a Aldraba é um espaço de convívio e reflexão que tem como objectivo maior a salvaguarda de tudo o que concerne ao espaço e ao património popular, a um artefacto ou à memória do saber fazer.

Nesse sentido, em Junho, estivemos no catálogo do stand do Instituto de Formação Profissional, na FIL Artesanato, com um belíssimo artigo sobre cataventos, da autoria do meteorologista e vice-presidente da direcção, Dr. José Manuel Prista.

No início de Julho, sob o sol tórrido do Alentejo, cinquenta associados e amigos visitaram e interagiram com a realidade sócio-territorial de duas aldeias do Alqueva: aldeia da Luz e aldeia da Estrela.
Confraternizámos com a população da Estrela, que aproveitou a nossa abordagem para apresentar algumas opiniões acerca desta realidade.

No final desse mês, o presidente da Mesa da Assembleia-Geral representou-nos no júri do concurso de pintura sobre o contrabando, em Santana de Cambas, concretizando uma parceria com a autarquia local.

No começo do Outono, apresentámos em Alvaiázere, durante o III Festival do Chícharo, a exposição “Objectos do Quotidiano que Passam Despercebidos”, na sequência de uma primeira exibição em Abril, no Museu República e Resistência - Espaço Grandella, intitulada “Do Espaço à Vivência - Olhar sobre o Património Invisível”, em que eram abordados aldrabas, batentes e cataventos, em suporte fotográfico e multimédia.

No mesmo espaço esteve ainda patente outra exposição, em Outubro, “Momentos de Rua nos Pátios de Lisboa”, através da qual se homenageou Jorge Rua de Carvalho, um lisboeta, homem do fado operário, marceneiro reformado, poeta, associativista, actor amador, fundador da Aldraba, cujos bonecos (mais de 200) expostos evocam as brincadeiras de infância dos anos 20/30 e os pregões da cidade.

A par desta actividade visível, foram já alguns passos na criação de um site na Internet e desde Fevereiro é mantido um blog, que ao longo de uma centena de artigos, obteve, 51% de opiniões de não associados.

Dois grupos de trabalho foram entretanto criados, um para produzir um documentário sobre Jorge Rua de Carvalho e a sua obra e outro, com o estímulo de uma parceria com a Junta de Freguesia de Aljustrel, para homenagear o pedagogo e poeta Adeodato Barreto, cujo centenário do nascimento ocorre no dia 3 de Dezembro.

Este símbolo e expoente da cultura indo-portuguesa, fundou jornais, difundiu o esperanto, auxiliou os desfavorecidos, alfabetizou mineiros e contestou a prepotência, defendendo a conduta ética em política e a justiça social, num tempo em que exercer cidadania tinha conotações subversivas.

Temos trabalhado em colaboração com Kalidás Barreto, filho de Adeodato, e pensamos poder realizar, na primeira metade do próximo ano, uma iniciativa de interacção com a comunidade aljustrelense.

Em seis meses de existência, desenvolvemos um trabalho de sensibilização para um leque diversificado de valores e regiões, do qual nos orgulhamos, prosseguindo agora com este colóquio, que acrescenta a reflexão de cientistas sociais com possibilidade de influenciar alguns centros decisórios, cuja presença agradeço em nome da organização.

Antes de dar a palavra ao painel de convidados, gostaria de deixar um desafio aos anfitriões que nos acolhem neste simpático e emblemático local da cidade - os banhos de São Paulo.
A elegância do design e a simbologia da mão talismânica, difundida ao longo de séculos nas práticas mágico - religiosas dos povos da bacia mediterrânica, presente numa parte substancial de batentes e aldrabas, será que não merece a protecção pelo menos nos centros históricos?
Cabe-vos passar a mensagem aos autarcas e aos estudantes de artes, para redescobrirem nas práticas quotidianas o valor patrimonial destes elementos, concedendo-lhes um novo desempenho na nossa vivência identitária.

*Palavras proferidas pelo presidente da direcção da Aldraba - Associação do Espaço e Património Popular, na abertura do IV Encontro/Colóquio da Aldraba, subordinado à temática das "Aldeias da Água do Alqueva", na Ordem dos Arquitectos, em Lisboa, pelas 18h 45m do dia 17 Novembro de 2005
(fotos de Vanda Oliveira)

quarta-feira, novembro 16, 2005

Colóquio As Aldeias da Água do Alqueva


Organizado pela Aldraba, realiza-se amanhã dia 17 de Novembro, na Sede da Ordem dos Arquitectos, Travª do Carvalho, 21 (entre a Prç da Ribeira e o Lgº de S. Paulo) o colóquio "As Aldeias da Água do Alqueva"
Depois de se ter visitado as aldeias da Estrela e da Luz, duas das 18 "Aldeias da Água" e de nos termos passeado sobre o cálido plano de água da albufeira, há que encontrar um espaço de reflexão para se debaterem algumas das questões que foram percepcionadas in loco.
O colóquio terá a participação dos oradores, a nível individual, de: Maria João Georges - Arquitecta, EDIA e responsável pela mudança da antiga para a nova Aldeia da Luz, Moisés Espírito Santo - Sociólogo e catedrático da Univ. Nova de Lisboa, Isabel Guerra - Bióloga e Auditora do Ambiente do Min. Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Raul Caixinha - Sociólogo, INAG e membro da Comissão da Acompanhamento do Alqueva
A sessão será moderada pelo Vice-presidente da Direcção da Aldraba- Associação do Espaço e Património Popular, o geógrafo Fernando Chagas Duarte, seguindo-se o debate com todos os presentes.
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segunda-feira, novembro 14, 2005

Ernesto


Estiveste aqui
Diante das cordilheiras
Do paraíso
E com as aves
Aprendeste
O voo da Liberdade!

2.12.1998
Sierra Maestra, Santiago de Cuba

Luís Filipe Maçarico