"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

segunda-feira, novembro 15, 2004

Emparedado


Um dia, talvez alguém diga que produzi qualquer coisa de útil para a minha terra... A vida dá muitas voltas... Mas nessa altura já estarei como este vestígio do passado- emparedado!!!Depois de esfolado vivo por sucessivos ladrões de sonhos, que nos vampirizam, que me importa uma palavra piedosa lançada ao vento, quando a minha energia já estará inerte, perdida no pó? Valia mais uma atitude que travasse abismos e pesadelos em vida...Mas não há ninguém que nos acuda nestes tempos tão negros!!!...Só nos resta morrer ou fugir para outro planeta... (foto de Fernando Duarte) Posted by Hello

Quem não concorda é Antipatriota!


Vá, ponham mais bandeiras à janela!!! Gritem: Viva! Viva! E Viva!!! E paguem,paguem,paguem! Portagens, gasolinas, custos de vida, impostos, tudo!!!Vou taxar-vos! Vou sugar-vos! Vou esmagar-vos! Vou lixar-vos!Gritem! VIVA AZEDAL!!!E tornem a gritar:Tá-se bem! Que bom astral!!!Vá ponham os farrapos da ilusão e a pele das ideias trucidadas à janela! Lei laboral do futuro: 0% de direitos, 1000% de deveres! Reforma aos 77 anos! Arrendamento- a rua é para todos, casas só pra lobos!!! Vá ponham mais sorrisos à janela, aplaudam, votem, rezem, morram! (manual dos novos condottieri da esponjosa maioria silenciosa)  Posted by Hello

A Mão que (ainda) nos chama...


Batente em forma de mão, de uma porta de Montemor-o-Novo. A fotografia foi realizada pelo geógrafo Fernando Duarte, na Primavera de 2003. Na zona histórica desta cidade alentejana, encontram-se ainda sete centenas de exemplares destes utensílios, entre batentes, aldrabas, martelos de porta, puxadores... Vale a pena começar a olhar, com olhos de ver, para este património invisível e chamar a atenção de proprietários de imóveis, moradores e autarcas das nossas terras para travar a desaparição destes objectos, repletos de História e simbolismo, que tanto enriquecem o nosso espólio identitário. Para utilizar o título- adaptado-de um magnífico texto do dr. Santiago Macias, esta é a mão que (ainda) nos chama... Posted by Hello

sábado, novembro 13, 2004

Agora e Sempre

Parabéns, por mais um aniversário (e por tanto bálsamo diário) à autora do blog http://vemosouvimoselemos.blogspot.com

Recomendo agora e sempre!

sexta-feira, novembro 12, 2004

E As Mulheres Não Dizem Nada?

Apercebi-me há alguns dias, do absurdo de um anúncio, que apareceu nos autocarros da Carris.Trata-se de um convite ao uso dos pensos higiénicos "First". A brilhante frase publicitária que os criativos inventaram (coisa de homens certamente)foi "Sê Infiel. Usa First!"
Então e as organizações tipo MDM não dizem nada?
Eu sei que há este governo e a lei laboral do sr. Félix, a reforma mais tarde graças à assinatura do sr. Sampaio e a ameaça cada vez mais próxima de uma lei podre à nascença, a do arrendamento do sr. Arnaut.
Mas temos de saber ver, com mais profundidade os pormenores quotidianos. Não chega olhar...
Olhar para o lado não é meu hábito, quando há aberrações diante dos meus olhos.
E as mulheres não dizem nada?

Três Ao Sul


Encontro numa velha e bela adega do sul, com uma mochila transbordante de poemas. José Orta, Maria José Lascas e Luís Maçarico prepararam então as asas para o voo do sonho. Foi antes do Verão...Um dia destes é capaz de aparecer um livro do trio: dois antropólogos e uma procuradora, todos alentejanos e unidos pela terra, pelo vinho e pelo pão da Vidigueira. Posted by Hello

IL CAGONI DI CINQUÉ TRENTA

A partir de hoje apresentamos a novela que vai fazer dores de barriga aos portugueses que se atreverem a comer tâmaras com água gelada...

No serviço de Dona Andureza, funcionária pública, doméstica, solteirona e com prisão de ventre, há uma situação de upstairs e downstairs.
No rés de chão existe um arquipélago de open space,com uma sala onde Troglotof passa o tempo a ver ejacs na net, o mesmo será dizer gajas da dança do ventre nuas e respectivas consequências, que o decoro impede de relatar.
Troglotof e Andureza cruzam-se no olhar, todos os dias, quando o colega assoma ao andar onde a matrona labora.
Ela tem inveja dele, porque todas as tardes, entre as 5 e as 6 ,o tipo sobe ao primeirio andar para obrar.
Com desdém, quando o vê, comenta:
"Lá vem o Cagão das 17 e 30!"
Hoje Troglotof esteve 14 minutos em obração.
A sanita ficou cravejada de laskas castanhudas e o pivete que invadiu o corredor, a meio do qual se situa a máquina das águas de plástico, impediu os sequiosos de sairem dos seus bunkers.

Eu sei que isto é uma história de merda, mas tão verídica, sacada do quotidano, através da qual pretendo falar da situação política do planeta e do país Nau-Catrineta...não será tudo isso também merdoso?

Tendo em atenção que vivemos num mundo globalizado, alguns episódios apresentarão o título numa língua estrangeira, como o de hoje. Na verdade, "Il Cagoni di Cinqué Trenta" traz-nos à memória Veneza, spaghetti, bombons do Ambrósio...
14 minutos, queridos leitores, do mais recôndito e fedorento prazer, é uma obra de filigrana invejável para quem não consegue soltar uma bufa sem ficar com dores de cabeça.

(Após este episódio abra a janela para respirar o frondoso ar dos escapes e despeje nos orifícios do seu WC uma tampa de Fabuloso com aroma de alfazema...Voltaremos quando lhe passar essa cor amarelenta...)

Caramba! Também tenho direito à minha diarreia mental!!!