"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

segunda-feira, abril 04, 2005

José Prista e os Cataventos


Foi delicioso escutá-lo acerca destes objectos que embelezam os telhados das nossas aldeias. Revelou profundo conhecimento da matéria, expressando-se numa linguagem acessível que entusiasmou a numerosa assistência. A exposição continua aberta até sexta feira dia 8 entre as 10 e as 18h, na Estrada de Benfica, 419 (Museu República e Resistência/Espaço Grandella)
Fotografia de Margarida AlvesPosted by Hello

Apresentação Pública da Associação "Aldraba"


Conforme esta foto da Margarida Alves demonstra, a apresentação pública da "Aldraba- Associação do Espaço e Património Popular" atraiu dezenas de pessoas ao Museu República e Resistência/Espaço Grandella, na Estrada de Benfica, 419. A exposição de aldrabas e cataventos continuará aberta ao público entre as 10 e as 18h até sexta-feira dia 8. Posted by Hello

domingo, abril 03, 2005

Parabéns!



A imagem foi captada por Vanda Oliveira na Esquina da Fé no Outono de 2004.
A sorridente protagonista- Maria Amélia Sobral Bastos- é aniversariante no dia de S. Isidoro (4 de Abril) mas o grande pretexto é saudá-la por, apesar de ser aposentada, ter dado nestes anos um belo contributo à causa associativa: membro da mesa da assembleia geral da Casa do Alentejo, ex-vice-presidente do Centro de Estudos Documentais do Alentejo e elemento da Comissão Promotora da "Aldraba-Associação do Espaço e Património Popular".
Como uma mulher interessante tem sempre um parceiro brilhante, que a acompanha em todos os momentos, envolvo no abraço de parabéns o Manuel Sobral Bastos, aquele senhor de bigode e barba igualmente contente na fotografia. Também ele aliviado das trabalheiras da lufa-lufa laboral, também ele sempre activo, quando se trata de semear um ideal ou ajudar um amigo. Este casal merece destaque pelas coisas boas que vão partilhando pelos abensonhados desta Terra que têm o privilégio de os ter como companheiros de sonho.
Bem Hajam!!! Posted by Hello

País Profundo...


Nos alvores de Maio de 2004, participei num festival de Poesia Transfronteiriça, na Taberna do Fim do Século em Miranda do Douro. Os diversos participantes, depois daquela noite fantástica, animada por estudantes e professores da UTAD- Universidade de Trás os Montes e Alto Douro, polo de Miranda, deliciaram-se no dia seguinte com uma burricada com asininos lindíssimos que uma associação local pretende proteger da extinção.Eu, claro, devido ao meu peso fui a pé. Porque uma vez na Tunísia uma camela fez um pranto pelo excesso de carga que teve de transportar e a partir daí, prescindo de andar encavalitado no dorso dos bichos.
Ora nesse Maio mágico, já distante, entre a burricada e um almoço comunal em que a aldeia da Freixieira se juntou aos visitantes numa comesaina deliciosa, bem regada, houve um momento impressionante ,em que diante do Douro descansámos, contemplando a maravilha que a Natureza guardou ao longo de séculos para presentear aqueles que ainda se impressionam com o canto das aves, com o silêncio, com uma pronúncia terrosa, com paisagens de rocha e água...
Em vez de passar fins de semana diante da tv, do dvd, do computador, às voltas como baratinhas tontas nos centros comerciais, será que não valia a pena aproveitar o que ainda há de bom na Terra, a gastronomia, as pessoas, os lugares como este?Posted by Hello

sexta-feira, abril 01, 2005

"Do Espaço à Vivência: Olhares sobre o Património Invisível- Aldrabas e Cataventos


Inaugurou-se no dia 1 de Abril às 19 horas. No Museu República e Resistência, Espaço Grandella, Estrada de Benfica, 419.
Vai estar aberta ao público nos dias 4, 5, 6, 7 e 8 de Abril das 10 às 18h.
É a primeira iniciativa pública da nova associação "Aldraba-Associação do Espaço e Património Popular", da qual se tem dado o devido relevo neste blogue.
Durante semanas, José Manuel Prista e Maria Margarida Alves prepararam a mostra que podemos usufruir, sendo de sua autoria a recolha fotográfica e dos objectos que estaão expostos, bem como a concepção global, textos, legendas e montagem.
O acervo desta exposição inclui cataventos, mãos de Fátima, aldrabas e outros batentes, além de livros sobre estes utensílios, destacando-se duas telas, sendo uma de Margarida Rodrigues (GUIKA), pintora natural de Moreanes, Mértola, que fez questão de se associar a esta mostra com o belíssimo contributo do seu trabalho e outra, de colecção particular, também de uma pintora alentejana-Isabel Aldinhas, de Montemor-o-Novo.
A utensilagem exibida tem em comum o ser construída em metal (geralmente ferro), integrando a arte (mágica) dos ferreiros, servindo para proteger e alertar as comunidades para alguns perigos: a mudança do vento e consequente alteração do tempo (cataventos) ou o aparecimento de visitas indesejadas (batentes e aldrabas)...
Na inauguração da exposição falaram José Alberto Franco, acerca da novel associação, Luís Filipe Maçarico, sobre aldrabas e batentes, José Manuel Prista a propósito de cataventos e a "Canção da Aldraba"de Branquinho da Fonseca, publicada em Coimbra nos anos 20 do século passado, foi lida por LFM.
Este evento decorreu num ambiente de grande afabilidade, com um porto de honra que foi oferecido pela CML que também imprimiu o convite, tendo sido recolhidas imagens e depoimentos para um programa televisivo.
Também o jornal "Público", na sua edição nº5485, publicou no suplemento local uma destacada notícia acerca da exposição.
A Comissão Promotora da Associação calcula que participaram nesta manifestação cultural cerca de 60 pessoas
(A fotografia que serve de ilustração a esta notícia foi tirada no domingo de ramos, no chamado núcleo antigo da freguesia de Santa Maria de Olivais, sendo, curiosamente da única aldraba encontrada em 9 ruas com 72% de portas ostentando puxadores, batentes e maçanetas. Autora: Vanda Oliveira) Posted by Hello

quarta-feira, março 30, 2005

Tozeur e o poeta Aboulkacem Chebbi


O oásis de Tozeur tem cerca de 200 mil árvores, 200 nascentes de água doce , algumas a 70 graus centígrados,20 aldeias e aromas e silêncios que inspiram os poetas.
No Belvedere, colina mágica de onde se avista a cidade, o Chott El Djerid- um lago salgado em pleno deserto, Aboulkacem Chebbi contemplava a paisagem, inspirando-se para escrever os seus versos. No Museu Dar Cheraiet, o primeiro museu privado da Tunísia, cujo mentor se tornou presidente da municipalidade de Tozeur, há um espaço onde se reconstitui o quarto do vate. Chebbi tem nome de avenida em Tozeur e num Outubro já distante, no meu dia de anos, descobri um mausoléu dedicado a esta figura que morreu jovem, tornando-se no poeta nacional tunisino.
A impressão que me causou a sua cidade, os seus escritos e o espaço imbuído pelo seu espírito estremeceram o meu ser, originando o poema cujo título tem o nome do poeta e está incluído no meu livro "Os Pastores do Sol":
Aboulkacem Chebbi
Na delicada voz de água dos pássaros
escuto o teu canto de cítara encantada
oh poeta das areias sem mar
e do silêncio onde as tâmaras são de mel
A palavra é romã na tua boca
e o oásis um poema eterno.
(Fotografia do oásis de Tozeur, de minha autoria,1994)Posted by Hello

terça-feira, março 29, 2005

É Festa, É Festa, É Festa, É Festa...


Sofia, Bem Hajas por partilhares tão belo momento! Apetece cantar:

"Quando a gente ama faz qualquer loucura
Só se pensa em cama, se perde a censura
A alma desembesta, é festa, é festa, é festa, é festa...
Até quando o sol raiar"

(Simone, "Baiana de Gema" esplendorosa no Coliseu dos Recreios no dia 14 deste mês, cantando Ivan Lins e Paulo César Pinheiro. Fotografia de Sofia Baltazar) Posted by Hello