A semana passada caminhei quase todos os dias por este espaço maravilhoso, de vistas aconchegantes, sobretudo ao crepúsculo.
"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"
A EDP construiu a barragem do Tua, prometendo reconstruir a linha férrea respectiva (que no total tinha 134 quilómetros), que uns tempos antes sofreu vários descarrilamentos para justificar o seu fecho e o esquecimento de um património que motivou o trabalho esforçado há muitas décadas (desde1887) da construção de uma das mais belas linhas de comboio portuguesas, que tive o privilégio de fruir, quando era uma das atracções turísticas antes da avalanche de estrangeiros que veio conhecer este país.
O povo português parece hipnotizado. Os nossos antepassados protestavam, exigiriam a reposição, em tempos adversos à liberdade. Actualmente, o vírus do comodismo tolhe mentes e emoções. Tudo é abafado diante do televisor ou na presença de supostos elementos de modernidade evolução e progresso. Contudo é retrocesso o que constatamos, vãs promessas em troca de determinadas perdas, e nada acontece. O silêncio impera - e envergonha.
Luís Filipe Maçarico (Texto e fotografias)
Gostava de ver alguns dos meus Amigos Pintores e Escultores ali representados, exibindo as suas obras. Será que terei esse prazer algum dia?
São milhares os visitantes, contribuíndo esta exposição para aproximar a Arte de Todos...
LFM (textos e fotografias)
Do muito que se vivenciou, dos inúmeros encontros que se desenvolveram, um mojito uniu seis pessoas esmagadoramente jovens (nem que seja de espírito). Os três dias foram sorvidos com grande alegria e partilha. Nem outra coisa se espera deste evento.
Oxalá para o ano ainda seja melhor!
LFM
Está à vista de toda a gente a inutilidade destas guerras...
LFM
Decorreu durante o sábado dia 10 de Julho de 2021 o PAN mínimo de Vilarelhos, que retomou, embora de forma reduzida um evento que acompanhei entre 2018 e 2019. Essencialmente consistiu numa troca de impressões entre os organizadores e alguns dos convidados que puderam comparecer, os quais falaram na forma como enfrentaram a pandemia e que perspectivas têm para o PAN de 2022.
Após o almoço e visita à Galeria Municipal de Arte em Alfândega da Fé, junto ao Solar do Morgado realizou-se um recital de Poesia, em que os poetas e recitadores foram acompanhados pela jovem cantora local, Joana Cancela.
Antes do encerramento, os participantes jantaram e confraternizaram, realçando a qualidade da cozinha, a cargo das senhoras que sempre participam nesta verdadeira mostra de gastronomia e gentileza.
Ir a este Festival Transfronteiriço de Poesia, Arte de Vanguarda e Património em Meio Rural, que nasceu há duas décadas em Morille (Salamanca) sob a égide de Manuel Ambrósio Sanchez Sanchez, alcalde daquele município, também professor da Universidade de Salamanca e deputado provincial, tendo tido vários subdirectores do Festival, enquanto representantes e angariadores dos artistas portugueses que participaram nas várias edições, ir a este Festival, dizia, é neste tempo tão difícil, um Renascimento.
Actualmente e com agrado, Francisco Lopes e António Sá Gué são os dois subdirectores, ambos transmontanos, tendo as primeiras edições do PAN em Portugal decorrido em Carviçais (Torre de Moncorvo). Parabéns à organização, aos participantes e ao Povo deste belo concelho de trás-os-Montes.