"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

sábado, maio 22, 2021

Alcanena, Concelho Rico em Património









A pretexto da apresentação no Teatro São João, do 14º livro de Zulmira Bento, acerca do rico património de Alcanena ["Da Serra ao Rio"], com belas aguarelas que revelam locais igualmente ilustrados com poesia de exaltação da paisagem e de templos, o dia de hoje foi de viagem até à terra mágica, visitada na juventude, em excursões escolares às nascentes do Alviela (Olhos de Água).

As imagens aqui ficam para documentar alguns pormenores observados, que têm merecido daquela autora um olhar especial, das chaminés aos cataventos, passando pelo minderico.

Vale a pena conhecer os recantos de Alcanena, tão bem exaltados nos livros de zulmira Bento, cujo trabalho de toda uma vida é dedicado essencialmente à sua pertença identitária, surpreendendo o leitor que deseje conhecer melhor este território singular.

Luís Filipe Maçarico (Texto e Fotografias)



quinta-feira, maio 13, 2021

Caminhada até ao Cristo-Rei numa tarde azul

 


O Cristo Rei é um miradouro privilegiado sobre Lisboa e o Tejo, além de constituir um belo parque de oliveiras e palmeiras, por onde apetece caminhar, desde o Seminário de Almada até ao velho núcleo do Pragal. Sempre que posso, faço a caminhada e desfruto de uma paisagem única. Lisboa é bela vista de longe... Nos dias azuis, como aconteceu no início desta semana cinzenta, é um desafio que vale a pena.

LFM (apontamento escrito e fotografias)


segunda-feira, abril 26, 2021

Sons da Viagem ao Interior de Mim. O Esplendor da Arte de Eduardo Ramos

Graças à Vida (e ao Festival Islâmico de Mértola) tive a felicidade de conhecer Eduardo Ramos, cantor nascido em Penedo Gordo (Beja), vive há décadas em Silves, com carreira singular, em torno das Músicas do Al-Andaluz.

No passado domingo, 25 de Abril, Edgar Canelas, entrevistou-o, no programa "Vozes da Lusofonia", da Antena 1 (RDP), a propósito do CD "Sons da Viagem ao Interior de Mim".

Neste CD, Eduardo Ramos, além da voz, toca alaúde árabe, gambry, lira, kissange, flauta de bambu, zukra da Tunísia e Taças Tibetianas. Além de Amigo,admiro muito a qualidade e diversidade do intérprete, que há muitos anos assistiu a um concerto de Anouar Brahim, tendo decidido - com os alaúdes comprados na Tunísia - compôr, cantando poetas luso-árabes e a tradição musical das Comunidades ligadas às Religiões do Livro. Este cantautor esteve em Fez nas Músicas do Mundo e nos Museus Judaico de Belmonte, de Arqueologia e do Fado, em Lisboa, de entre as centenas de actuações no país e estrangeiro. Grande orgulho em ser teu Amigo, Eduardo!

https://www.rtp.pt/play/p276/vozes-de-lusofonia

Luís Filipe Maçarico (transcrito com adaptação a partir da minha página FB, incluíndo o link do programa, que pode ser escutado)

quinta-feira, abril 08, 2021

os dias

 


Entre gelos e lumes, dos diospiros às ameixas,/ esgotaram-se sem sentido, os dias./ Segredam-te que os sonhos morreram./ Ferem-te com a falta de esperança./Perdes demasiado tempo a riscar vocábulos/ arrastas as horas e não vislumbras/ um escasso sinal de futuro./ Sugerem que escrevas desabafos e tentes suster paredes que desabam/ esperas por sinais perdes o olhar/ no horizonte e apenas percebes que/ as rimas novas tardam em acordar...

28-3-21
Luís Filipe Maçarico
[fotografia de Cristina Pombinho]

quarta-feira, março 17, 2021

POEMA PARA A MENA BRITO


 Muita gente medita nestes tempos

em que o futuro demora a florir

Alguns celebram estevas e papoilas

renascidas - mas onde os sonhos?


Toda a gente anseia dias melhores

mas o horizonte desejado

atrasa-se na caminhada...


E de repente, um Ser Humano

de Voz Luminosa,

Pintora Singular e Corajosa

Irrompe na tarde.


Sinto a força das suas sílabas suaves

a cor da vida, telas de esperança

por pintar

- e tento respirar a Poesia, que espreita,

enquanto a Primavera avança.


Luís Filipe Maçarico (poema e fotografia)

17-3-2021

quinta-feira, março 04, 2021

MÚSICA PERDIDA

 


Nos brumosos quintais

destas horas chuvosas

onde se arrasta o inverno

o vaivém dos pássaros vadios

imprime na paisagem

a escrita de uma pauta

de música perdida...


Luís Filipe Maçarico

4-3-2021

MELANCÓLICA CALIGRAFIA

 


Vejo os melros sobre os telhados

das velhas casas, saltitando na

chuva da tarde, como se fossem

pontuação em melancólica caligrafia

derramada sobre o tristonho

caderno destes dias (sombrios)...


Luís Filipe Maçarico

4-3-2021