"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

terça-feira, maio 10, 2016

Poemas da Casa: A Janela onde o menino sonhou o mundo..




Ficou como um farol
do tempo a janela onde
o menino sonhou o mundo
e cresceu. O velho partiu
para longe. E só então
descobriu que tinha asas
novas.

Lisboa, 9-5-2016

Luís Filipe Maçarico


Tiros no Pé


Um cidadão que julgo vive em Madrid, comentou um artigo deste blogue, editado em 2012, ou seja, quatro anos depois, infelizmente desfasado da realidade de uma freguesia, que passou a chamar-se Estrela e a integrar Lapa, Prazeres e Santos-o-Velho.

Diz este senhor, sob pseudónimo: "Não sejam hipocritas, ignorantes, eu entreguei pessoalmente o garfo do Neptuno na Junta dos Prazeres, encostaram atras de uma porta e até hoje não foi reposto! ok?! "
Não faço ideia acerca de quem são os hipócritas ou os ignorantes...

Provavelmente o prestimoso e indignado cidadão, que escreve sob pseudónimo, desconhece que a sede da nova junta passou a localizar-se noutro local e que o presidente do actual mandato é outro, embora tenha vencido o mesmo partido, cujo então eleito terá recebido o tridente - "garfo", para o judicioso senhor, que do alto da sua sabedoria invectiva os ignorantes...

Desconhece este emigrante participativo que o actual presidente tem sido confrontado por vários cidadãos, entre eles eu, que já não moro lá, recebendo olhares fusilânticos - sei que a palavra não existe mas quis dar uma de intelectual, à Mia Couto...- como se tivesse a dizer algo proibido ou ofensivo.

O Presidente da Junta de Freguesia da Estrela, quando questionado acerca dos anos em que a estátua tem permanecido danificada, respondeu que o assunto estava nas mãos do Património - desconheço se no IGESPAR, ou se em gabinete semelhante, à escala municipal....

Há quem passe o tempo a dar tiros no pé, em vez de se informar. 
Desconheço (ignorante que sou acerca da vida das pessoas, que em tempo de liberdade parecem viver na clandestinidade, pois assinam as suas críticas com pseudónimo) se será o caso. 
Fica o esclarecimento. 
E a haver uma crítica, que considero até pertinente, deverão ser nomeados os  responsáveis. 
Como não sou hipócrita e considero-me informado, e dou a cara por causas, apontando quem não age, a carapuça não me serve!
Saudações.

Transcrevo o que então escrevi  (e que ninguém  consegue desmentir, pois há testemunhas do que afirmo):

Como podem constatar por estas imagens, o belo monumento, referenciado em diversos inventários e publicações, foi danificado por marginais, durante um jogo de bola. O tridente de Neptuno foi derrubado por uma bolada potente, que partiu os dedos da mão que segurava aquele instrumento ligado à mítica figura.

Quem quiser comprar residência, nesta zona, terá um grande dissabor, que é não poder descansar na sua própria casa.
 
Os danos em alguns prédios são lamentáveis: Vidros partidos, estendais derrubados, além da gritaria que se prolonga pela noite, impedindo quem trabalha e paga os seus impostos de ter paz e saúde. Há largos anos uma idosa que tinha a janela aberta foi surpreendida por uma bola que lhe caiu na sopa, tendo tido um AVC na sequência do mal estar causado pelos vândalos.
  
Luís Filipe Maçarico 

sábado, abril 30, 2016

Memórias de Alcântara e do Futuro

Há um mês atrás deixei seis décadas do meu percurso, num espaço do qual restam memórias, fotografias, textos.
E dentro do espírito determinado que forjou muita poesia, viagens, conhecimentos, partilhas, parti em vida para nova morada. Deixando um rasto de paz, limpando a casa, entregando-a com higiene e espírito positivo, qualidades que faltam a muita boa gente, que tem de se beliscar para sentir que não é zombie...
Lisboa tornou-se num cenário de filme, não num lugar para viver.
Ontem, necessitei de comprar Karela, extracto do pepino amargo dos Himalaias. Costumo ir ao Centro Dietético Saúde Pura, passe a publicidade, abastecer-me deste produto natural milgroso.
Como as mudanças (que organizei e protagonizei, sem empresas, apenas com bons amigos), molestaram a coluna, voltei à Fisioterapia.
De Alcântara a São Lázaro e dali a Campolide gastei 2 horas, no sufoco do trânsito, cada vez mais complicado, devido a tantas obras que entopem a cidade.
De entre os novos vizinhos, há um café que privilegio, após alguma procura. A sandes de pão de alfarroba ou com sementes conquistou-me. E a gentileza de quem lá trabalha.
Na tarde desta sexta voltei ao Alvarez para comer um prego, com alho e mostarda e cumprimentar o senhor Sidnei e o senhor José.
Durante muitos anos, desde jovem, no tempo distante, em que faziam Garibaldis e os irmãos Rui e Fernando animavam Alcântara, com o avô senhor Rodrigues ao balcão e eles servindo às mesas, frequentei o recinto da Rua Prior do Crato, ao ponto de ser o meu café preferido.
Hoje jantei comigo mesmo e celebrei  com tinto do Douro o estar vivo, numa rua cuja marca é a tranquilidade.
Quanto à casa, onde chovia no quarto e onde a humidade fustigava o quadro eléctrico, pergunto-me porque me acomodei tanto tempo. Afinal havia um lar acolhedor à minha espera. E este prazer de ter Amigos, na margem certa da vida, que não me deixam sentir só.

Luís Filipe Maçarico (texto e fotos)

terça-feira, abril 12, 2016

Cidadania, Precisa-se ou o Caso do (Des)Funcionamento do Registo Civil de Almada

Apesar da Câmara Municipal de Almada, ao que julgo saber, já se ter pronunciado junto do Governo acerca da falta de condições, quer para os utentes, como para os trabalhadores do Estado, que desempenham as suas funções no Registo Civil, situado na Praça São João Baptista, o funcionamento indizível daqueles serviços prossegue, com filas diárias de horas, à espera que chamem o utente que cedo recolheu senha.
Quem requerer cartão de cidadão, deverá optar por ir a Lisboa, pois o serviço alternativo, por marcação telefónica, só proporciona desenvolvimento do assunto para daqui a um mês.
É urgente rever situações destas. 
Os cidadãos que esperam, criticando, deveriam assumir os seus direitos, neste como em todos os aspectos. Mas à boa maneira portuguesa, dizem mal até serem chamados. Um vez servidos, o problema é esquecido.
Por isso o estado a que isto chegou, também é culpa de cada um que não protesta, no sentido de ajudar  a melhorar o que está mal.

Luís Filipe Maçarico

sábado, abril 09, 2016

Abril


Abril foi um momento de renovação no País, há 42 anos. De esperança. De sonhos possíveis.
Assim me sinto, na minha nova morada.
Ultrapassados os sessenta anos e tendo vivido seis décadas na mesma casa, no mesmo largo, no mesmo concelho, não é fácil decidir partir e assentar pouso noutro concelho, noutra rua, noutra casa.
Eis-me a ressuscitar, depois de um longo percurso.
Procurando reinventar-me.
Trouxe uma mochila de esperanças e sonhos.
Vim para uma terra onde reencontrei tudo o que perdi na capital.
Desço a rua e tenho a drogaria tradicional, cafés, restaurantes, uma farmácia, o meu banco, a loja dos jornais e perto ainda uma loja de frutas apetecíveis, onde vendem a minha água favorita: Monchique. Tudo ao pé. Espero que a vida me proporcione uma velhice sem mais constrangimentos e possa continuar a escrever e a respirar em paz.
Comprei o passe.
O velho largo está a quinze minutos. O mar também não está longe.
E há uma vida cultural intensa à minha espera...

Luís Filipe Maçarico


segunda-feira, março 28, 2016

Um Homem com Sorte

No meio dos infortúnios (quer meus - diminutos à escala...- quer da Humanidade) tenho de considerar que sou um homem de sorte...
Quando há perto de seis meses, iniciei um processo de mudança a minha vida, obrigado pelas circunstâncias, a cabeça não aguentou a pressão e perdi o passe dos transportes Carris/Metro/CP
Apareceu dois dias depois...

Quando este assunto caminha para o desfecho, perco o cartão Multibanco no IKEA...
Dois dias depois vou buscá-lo a Alfragide....
Grato aos funcionários da Carris e do IKEA pela simpatia e eficiência e ao Jorge e à Céu, por terem contribuído para resgatar tão importantes apoios do meu quotidiano...

Luís Filipe Maçarico (texto e imagens)

terça-feira, março 22, 2016

Resumo da minha vida desde Outubro



 



 


FAZER E DESFAZER PARA REFAZER!