
Recuso-me a escrever, segundo o acordo ortográfico, embora compreenda que os professores estão obrigados a uma espécie de vómito para dentro...
A tese que estou fazendo, será redigida, sem respeitar essa treta. Não desperdiço a liberdade, onde puder manifestar o meu apego à ideia de soltar asas.
Não me identifico com mais uma imposição, neste caso de pseudo-eruditos poderosos e de pesporrentes literatos e outros camafeus academistas, em que para variar, não houve discussão pública.
Estou farto desta pseudo democracia, que nos impingiram, que para efeitos de lana caprina, faz o frete adormecendo, enquanto finge ouvir todos... mas de uma forma obscena, nos obriga a beber o fel das decisões dos engravatados, sumos - sacerdotes da demagogia, sejam eles burocratas ou banqueiros, todos devotos da desenfreada Gula - Maior, que nos (des) governa, a caminho do abismo.
Amar a liberdade, é a respiração daqueles, que resistem ao desvairo, pois todo o voo é possível, no cérebro dos homens solidários, a começar pelo das palavras livres.
Nada na vida é decisivo. A própria morte o confirma. Por isso, avanços e recuos (como agora se vê, relativamente ao sistema capitalista, mais feroz que nunca, com as majorettes Moodies a espalharem lixo - rating sobre tudo e todos...) são uma evidência, no percurso colectivo da Humanidade.
Saibamos todos os que não se revêem nos ditâmes dos Senhores, colocar as necessárias pedrinhas na engrenagem, e o futuro será sempre degrau para o sonho, ao alcance das nossas realizações.
Porque no dia em que deixarmos de ter capacidade de sonho, deixámos de ser humanos...
Luís Filipe Maçarico (texto e fotografia)