"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

segunda-feira, maio 21, 2007

IV Festival Islâmico de Mértola: O Souk






Alguns aspectos do souk que se reinventou em Mértola, sob um sol de brasas. Não conheço outro local no nosso país onde um mercado árabe fique tão bem instalado como nesta "medina" labiríntica e ancestral que é o conjunto das ruas da zona histórica da bela vila à beira Guadiana.
Foto 1: a poetisa Rosa Dias pede a Faissal que lhe escreva em caligrafia árabe o seu nome e o do marido. Foto 2 : entrada do souk. Fotos 3 e 4: aspectos do mercado árabe. Foto 5: Os Boukedir entram no souk.
Fotos de LFM

Espectador Especial




No IV Festival Islâmico de Mértola um espectador especial destacou-se, enquanto os Boukedir (cantores, músicos e dançarinos de Marrocos) apresentava o seu número de animação. Captámos um dos vários momentos da sua postura... e no palco, um grupo de bailarinas executou a dança do ventre...

terça-feira, maio 15, 2007

Quatro Momentos de Vida na Década de Setenta





Com o regresso à vida civil, em 1975, o associativismo revelou-se uma ponte com os outros, fosse de âmbito sindical ou recreativo. A caminhada traria muitas surpresas num país renascido!
Para trás ficara a Escola Comercial Ferreira Borges e o quartel da Póvoa de Varzim...Dois momentos na vida de um jovem, que atravessou a década de 70 sonhando com a paz e um quotidiano melhor.

domingo, maio 13, 2007

Uma Fotografia dos Anos 80


Num beco de Alcântara, quando fumava Português Suave sem filtro (Anos 80) posei para alguém que quis registar a luz, o branco e o silêncio.
Costumamos partilhar os álbuns de fotografias com os amigos. É o que faço com os leitores deste blogue. Até para mostrar aos mais novos que não fui sempre gordo e que devem ter algum cuidado com a sua alimentação e forma física. Sobretudo depois dos 40...

quinta-feira, maio 10, 2007

Fascismo Nunca Mais!


No dia 25 de Abril eu estava no quartel em Nampula, tinha chegado nesse mês à Beira no dia das mentiras mas o pesadelo era verdade: a guerra era ali!
Hoje foi um dia comovente. Em Lisboa, no Teatro D. Maria II assisti à peça "A Filha Rebelde", bem acompanhado, depois de beber um copo e petiscar na Casa do Alentejo.
Olho para trás e penso: Não foi para o estado de coisas em que vivemos hoje que os militares de Abril nos abriram as portas para a Liberdade, a Democracia e o Desenvolvimento.
Nos dias que correm, os eleitos delegam nos não eleitos um poder que estes não podem ter, sob pena de subverterem tudo o que há de respeitável no exercício do Poder. Por isso, as pessoas não gostam destes políticos que as enganam, que protegem os seus boys e girls, que por seu turno arrecadam horas extraordinárias, festanças, banquetes, discursatas, em representação dos seus padrinhos...
Durante a tarde expliquei a um colega que a melhor forma de discordar do estado de coisas, não era abster-se de votar, mas votar em branco. Se os portugueses que não concordam com a forma degradante de exercer a actividade política tivessem essa atitude, os políticos bem podiam limpar as mãos à parede...
Em 1974 eu era um puto que pouco percebia destas coisas. Porém, depois de ter visto em Lisboa cartazes nas paredes de um colégio perto da igreja dos Anjos, que anunciava um Moçambique de sol mar convívio multirracial e paz e comparar com a miséria que constatei com os meus olhos numa lixeira a alguns quilómetros do quartel, senti uma repulsa enorme pelos discursos de caetano e salazar, cuja acção nefasta uns quantos, com acesso aos meios de comunicação tentam branquear.
Pena é que peças de teatro, como aquela a que assisti na bela sala Garrett, protagonizada por Ana Brandão, Vítor Norte e Lídia Franco, secundados por um excelente naipe de actores e acompanhados por um não menos notável grupo musical, não passem na televisão dita pública, ou pública significa manipulada?
Hoje, no fundo de mim gritei: FASCISMO NUNCA MAIS!!! porque posso garantir-vos que sei o que são fascistas depois de Abril. Nos governos, nas autarquias, no emprego. Sei o que são bufos depois de Abril. Porque não foi para essa gente minar a porta entreaberta da Democracia que se fez o 25 de Abril.
Apetece então dizer, em nome daquele miúdo fardado que perdeu a avó que o criara, três meses depois de chegar a África: A LUTA CONTINUA!!!

terça-feira, maio 08, 2007

Primeiros Passos


Dando os primeiros passos na companhia de minha mãe, Eulália de Almeida Vitória.

domingo, maio 06, 2007

Imagens de Évora: Sombras e Luz









No mesmo dia (30 de Abril), Évora teve sombras e luz. O azul e a treva sucederam-se. Os mistérios ficaram mais espantosos, originando estas visões. No final deste domingo, depois de um fim de semana sereno, partilho estes tesouros para vos desejar uma boa semana.