"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

segunda-feira, março 07, 2005

Abençoados


Desfolhando o jornal da diocese de Évora "A Defesa", nº 4206, de 2 de Março, deparou-se-me um curioso e simpático artigo do padre António Fernando Marques, que tomou conhecimento da existência da "Aldraba", enquanto o barbeiro lhe cortava o cabelo. Ao ler o "Diário do Sul", F.Marques irmanou-se com o espírito desta associação e nas suas palavras, onde perpassa um profundo conhecimento acerca do respeito pelo património material e imaterial, está uma espécie de benção que a "Aldraba" recebe de um cidadão que é membro da Igreja. A associação merece do padre António Fernando Marques o aplauso que partilha com todos os grupos que se preocupem com a memória e a identidade.
(fotografia dos promotores e amigos da "ALdraba-Associação do Espaço e Património Popular", aquando do 2º encontro desta associação em Viana do Alentejo, retirada do blogue http://aaldraba.blogspot.comPosted by Hello

domingo, março 06, 2005

Visões, silêncios,sedes


Guardo o breve aroma
da efémera flor
do destino. Sei que o tempo
evapora jasmim e rosa.
Os passos no oásis
ainda há pouco já são
memória. Atravesso
nuvens. Transporto
visões silêncios sedes
Um deserto de afecto
e um chá de estrelas
para acordar sem mágoa...

Luís Filipe Maçarico, Inédito, escrito em 11-1-2001, sobrevoando a Serra Nevada (fotografia de Manuel José Graça da Silva) Posted by Hello

sexta-feira, março 04, 2005

Um poema do livro"Caligrafia do Silêncio"


RITUAL

Desse longo latir
Da vida sabes tu

Para chegar aqui
Foi preciso comer merda

Não é fácil sentares-te
À mesa para arrancar
A pele...

Luís Filipe Maçarico, "Caligrafia do Silêncio", 2004

(foto do lançamento deste livro, captada por Vanda Oliveira, no Clube Desportivo Cova da Moura,25-2-2005) Posted by Hello

quinta-feira, março 03, 2005

Uma Aldraba de Bucelas


Esta bela aldraba foi inventariada e fotografada por uma equipa de trabalho espectacular, em Bucelas. O grupo banqueteou-se no "Barrete Saloio" e andou um domingo inteiro, enquanto houve luz do dia, a recolher espécimes para as V Jornadas de Cultura Saloia, por várias freguesias do concelho de Loures. Quando o trabalho é festa apetece viver em constante descoberta.(fotografia de Leonel Costa) Posted by Hello

quarta-feira, março 02, 2005

Efeitos Especiais


Esta noite, depois de ter vencido um asqueroso vírus informático que me atormentou desde domingo,passeei pelo "Picasa", que é um programa para colocar imagens no blog e olhem só o que descobri: mas isto é também uma maneira de chamar a vossa atenção para os dois posts antecedentes. Se não se importam, desçam até ao poema sobre as mulheres e comentem.
Um abraço a todos vocês, minhas e meus leitor(a)es. Posted by Hello

terça-feira, março 01, 2005

Energia Positiva


Sexta feira 25 de Fevereiro, no final do lançamento da "Caligrafia do Silêncio" no Clube Desportivo Cova da Moura.Ainda hoje usufruo da maravilhosa energia que as/os amiga(o)s e leitora(e)s me deixaram com a sua presença serena, positiva e alegre. Bem Hajam a todos os que conseguiram estar. E mau grado as doenças e impedimentos dos que não puderam estar, teria sido complicado se todos os convidados tivessem aparecido.O salão do clube estava a abarrotar e assim toda a gente saiu satisfeita. Escrita por mim esta notícia parece empolada, mas acreditem que foi o que aconteceu. Aliás, há testemunhas, que se quiserem, poderão vir aqui confirmar.De qualquer maneira este livro quebrou um enguiço de 12 anos e agora só quer estar nas mãos dos que gostam de poesia. Boa leitura então! Posted by Hello

As Mulheres


Como este é o mês das flores começarem a irromper em algumas árvores e da esperança renascer, como a mulher é a terra que fecunda a bela semente da vida, como o dia da mulher se aproxima, partilho este poema (a foto é de Eduardo Nascimento e nela estou rodeado pela poetisa Conceição Baleizão e pela pintora Isabel Aldinhas):

As mulheres
Este barro tão belo
Antigo e frágil
Trágico e firme
Esta gota de orvalho
Única
Fonte de luz
Enorme
Que rio tão azul
De palavras e silêncios
Aragem de luas e laranjais
No barco das horas.

As mulheres
Sempre ao meu lado
Sopro suave olhar eterno
Janela inquieta
Sonho sereno
Beijo da terra
Mães dos ventos
Caudal de verde
Rasgando manhãs.

As mulheres
Este cálice de aromas
Abraço quente, estimulante
Bebido com dedos de brisa
Amantes sementes loucas
Corações de mar
Areias de surpresa
Nas praias do tempo.

As mulheres
Estes versos guardados
Em caixa secreta
Preciosa palavra
Viagem sem cais
Eterno voo
Incansável maravilha.

As mulheres
Este barro sensível
Estas estrelas de fogo
Tanta água
Para tanta sede.

Luís Filipe Maçarico, "A Essência", 1993, edição de autor.
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