"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

sexta-feira, março 04, 2005

Um poema do livro"Caligrafia do Silêncio"


RITUAL

Desse longo latir
Da vida sabes tu

Para chegar aqui
Foi preciso comer merda

Não é fácil sentares-te
À mesa para arrancar
A pele...

Luís Filipe Maçarico, "Caligrafia do Silêncio", 2004

(foto do lançamento deste livro, captada por Vanda Oliveira, no Clube Desportivo Cova da Moura,25-2-2005) Posted by Hello

6 comentários:

augustoM disse...

Os meus parabéns pelo novo livro. Tinha combinado com a Teresa ir ao lançamento do teu livro, mas tive de estar toda essa semana no Norte a trabalhar. No próximo prometo que não falho, até que tinha muito gosto de te conhecer pessoalmente.
Um abraço e boa sorte para o livro. Augusto

Fernando B. disse...

Caro Luís,

Grandes verdades contêm este teu Ritual.

Parabéns pelo lançamento da tua Caligrafia do Silêncio.Penso que vives ou trabalhas perto daqui, Carnaxide. Um dia gostaria de te poder cumprimentar pessoalmente.

Um Abraço,

poetando disse...

Amigo poeta, belo lançamento!
O que mais gostei foi dos poemas recitados! até me vieram as lágrimas ao olhos...
Abraços e até ao próximo lançamento...

poetando disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Águas de Março disse...

Luis, quando houver um novo lançamento avisa-me com tempo, que eu também lá quero estar.
Beijo amigo e boa sorte para o livro.

silent_wings disse...

Olá como estás? Tive a oportunidade de estar presente no lançamento do teu livro "Caligrafia do Silêncio" e se a memória não me atraiçoa foi a terceira vez que tive o prazer de estar presente numa apresentação de um livro de concepção tua. É mais um pedaço de ti que está presente naquele livro, são mais palavras que vomitas com uma vontade indómita e muito sentida, não tivesses tu, ao que sei, subido a pulso esta longa árvore que é a vida e quiçá até passado algumas privações. As palavras contidas neste pequeno mas muito bem conseguido livro (um aplauso também para o grafismo nele contido) retratam uma realidade tão presente como no passado em que ele foi escrito e que por razões diversas foi adiado como na sua apresentação tiveste oportunidade de afirmar. Nele estive presente, numa colectividade modesta mas tão digna como qualquer outra colectividade ou mesmo Sociedade Anónima, algumas delas bem mais envergonháveis pelo profissionalismo de quem as gere, do que, em comparação, pelo esforço de sobrevivência feito pela carolice dos directores da colectividade da Cova da Moura! Até no local de apresentação da dita Caligrafia foste feliz...Espero estar presente numa proxima apresentação de qualquer coisa que seja obra tua! Se for escrita não duvido que seja deveras interessante! Até breve!
Um abraço do Silêncio