aguas do sul

"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

sábado, fevereiro 02, 2019

No Avesso do Som


Actualmente, quando a rádio não fica infestada de vomitado de futebol, [que é quase todos os dias], tento escutar música. 
Porém, as letrinhas gorgeadas pelos novatos das cançonetas, destinadas a cabeças de esferovite, constrangem-me:
"Ficas-me tão bem/ Enfeitas os meus dias", insinua a voz de um cantor jovem.
Então a mulher é como um emblema, para ostentar?

Logo um quarentão assegura (quem plagiou quem?):
"Tens qualquer coisa de filme francês/ Tu, tu ficas-me bem/ Tão bem, tão bem, tão bem, tão bem…"

Mantenho a sintonia, na esperança que a qualidade mude. 
Porém, e apesar de surgir uma música mais agradável para o ouvido, apresenta-se outra letra que é uma lástima:
 
"Falam, falam, falam/ Do teu vestido/ Uns dizem que é curto/ Outros dizem que é comprido/ Que tens cara de santa/ Mas que és um perigo/ E que eu dou ares de senhor/ Mas tenho alma de sem abrigo".

Resisto a mudar de emissora e, não sendo masoquista, levo com mais esta:
"Fazes isso tão bem/ Deixas-me ser e crescer também/ Fazes isso tão bem/ E eu não quero saber de mais ninguém" (Será a apologia de uma boa cozinheira? Ou da robot Sofia?)...

Estas "novidades" portuguesas surgem no meio de sucessivas avalanches de temas dos anos oitenta, numa antena onde era suposto ouvir-se José Afonso, Adriano Correia de Oliveira e os demais clássicos da música portuguesa, ou até expoentes jovens e veteranos, como Ricardo Ribeiro, José Mário Branco e Janita Salomé, só para citar alguns.
A par das televisões pimbas esta rádio, através da qual, durante anos me habituei a acompanhar, todas as manhãs, a irreverência luminosa do António Macedo, passou a dar a mão a "artistas" com escasso talento, que gorgeiam, entre uma play list - com trinta e quarenta anos, elaborada ao sabor do saudosismo de locutores, que possuem boa dicção mas cuja escolha musical é sofrível , parecendo evitar, como se fizessem um esconjuro, canções interventivas. Há excepções, como é óbvio, quer nos apresentadores, como nos discos divulgados. Depende de quem dirige (com dignidade) a emissão. É o caso de David Ferreira, Edgar Canelas, Jorge Afonso, João Gobern, havendo outros protagonistas, dignos de menção, marcando pela diferença programas, que nas mãos dos actuais ocupantes de manhãs e tardes ficariam no avesso do som.

Desmedida é a panóplia de textos cacarejados, na rádio da qual já fui mais fiel, que espremidos contêm um quase vazio, porque quem os escrevinhou parece desejar um público acéfalo e acrítico, que consiga  habituar-se a versos tipo "amar" rimando com "falta de ar".
E eu, que aprecio temas com qualidade, mudo para uma rádio de standards e fico a escutar Sinatra, Bublé, Aretha, Norah Jones e tantos outros, que fizeram de determinadas melodias, pela sua interpretação, referências de bom gosto.

Luís Filipe Maçarico

quinta-feira, janeiro 17, 2019

Eugénio de Andrade Evocado este Sábado, em Póvoa de Atalaia

Este sábado, celebramos, no dia do seu nascimento (1-1-1923), em Póvoa de Atalaia, o autor de "Branco no Branco". Com uma Exposição da sua correspondência com Luís Filipe Maçarico, que será inaugurada pelas 15h e depois, apresentando "O Sol é Secreto" Poetas celebram Eugénio de Andrade. Onde participam mais de cem poetas ibéricos, com coordenação de Carlos d'Abreu, Pedro Salvado e LFM.
Gratidão à Câmara Municipal do Fundão, na pessoa do Presidente Dr. Paulo Fernandes, da Vereadora da Cultura, Dra. Alcina Cerdeira, do Director do Museu, Dr. Pedro Salvado e à Dra. Teresa Domingues, pela criatividade, com que fez a leitura museográfica da documentação a expôr.

Eis os nomes de todos os que dedicaram poemas - ao homenageado - nesta antologia:

ADELAIDE MONTEIRO
AFONSO DORIDO
AÍDA ACOSTA
AIRES ANTUNES DINIZ
ALFREDO FERREIRO SALGUEIRO
ALFREDO PÉREZ ALENCART
ÁLVARO LEONARDO TEIXEIRA
ÁLVARO VALVERDE
ÁNCHEL CONTE
ANTÓNIO ORIHUELA
ANTÓNIO VALÉN
ANTÓNIO LOURENÇO MARQUES
ANTÓNIO DE OLIVEIRA LOPES
ANTÓNIO SALVADO
ANTÓNIO VILHENA
AROA ALGABA GRANERO
AUGUSTO PEDREGOSO
AURELINO COSTA
BETTY BLUE
CARLES DUARTE I MONTSERRAT
CARLOS D´ABREU
CARLOS AGANZO
CARLOS LOPES PIRES
CATARINA PULGUINHAS GASPAR
CLÁUDIO LIMA
CRISTINA POMBINHO
DANIEL DE SOUSA
DOMINGOS DA MOTA
EDUARDO AROSO
EDUARDO OLÍMPIO
ELENA DÍAZ SANTANA
ELENA ROBLE LEDO
EMILIO RIVAS CALVO
ENRIQUE VILLAGRASA
EUGENIA SANMARTÍN
FERNANDO DÍAZ SAN MIGUEL
FERNANDO DUARTE
FERNANDO FITAS
FLÁVIO GIL
FRANCISCO JOSÉ LOPES
GABRIELA ROCHA MARTINS
GISELA GRACIAS RAMOS ROSA
GONÇALO NEVES
HELENA VILLAR JANEIRO
HUGO MILHANAS MACHADO
ILIA GALÁN
ISABEL CRISTINA PIRES
IZIDRO ALVES
JESÚS FONSECA
JOÃO RASTEIRO
JOAQUIM COLÔA
JORGE CAMACHO CORDÓN
JORGE DA CUNHA
JORGE SOUTO
JOSÉ AMADOR MARTÍN
JOSÉ ANTÓNIO SANTANO
JOSÉ DIAS PIRES
JOSÉ D´ENCARNAÇÃO
JOSÉ GEMA
JOSÉ MARÍA MUÑOZ QUIRÓS
JOSÉ MIGUEL SANTOLAYA SILVA
JOSÉ QUEIROGA
JOSEP MATA-PERELLÓ
JUDITE CANHA FERNANDES
LEIRE BILBAO
LEOCÁDIA REGALO
LIVEN DEK
LUIS ENRIQUE DE LA VILLA GIL
LUIS LLORENTE
LUIS MIGUEL GÓMEZ GARRIDO
LUÍS FERREIRA
LUÍS FILIPE MAÇARICO
LUÍS FILIPE PEREIRA
MANUEL BARATA
MANUEL COSTA ALVES
MANUEL VAZ
MANUELA FLORÊNCIO
MANUELA ROSA
MANUELA AUGUSTA SILVA
MARIA BISPO
MARIA CONCEIÇÃO BALEIZÃO
MARIA DO SAMEIRO BARROSO
MARIA JOSÉ BALANCHO
MARIA JOSÉ LASCAS
MARÍA ÁNGELES PÉREZ LÓPEZ
MARKEL HERNÁNDEZ PÉREZ
MARTINHO MARQUES
MIGUEL FERNÁNDEZ
MIGUEL NASCIMENTO
MIGUEL REGO
MIGUEL ANTÓNIO AVEIRO DE SOUSA SANTOS
MONTSERRAT VILLAR GONZÁLEZ
PAULA SILVA
RAFAEL SOLER
RAÚL VACAS
RODRIGO DIAS
STEFANIA DI LEO
SUSO MOINHOS
TOMÁS ACOSTA PÍRIZ
VERO RAMÍREZ BUIGUES
VÍCTOR M. DÍEZ
XAN DO VAL KARLOTTI
XESÚS RÁBADE PAREDES
ZULMIRA BENTO
ZETHO CUNHA GONÇALVES


segunda-feira, janeiro 14, 2019

EXPOSIÇÃO EM PÓVOA DE ATALAIA NO PRÓXIMO SÁBADO 19-1-2019



No próximo sábado 19 de Janeiro, pelas 15h, na Casa da Poesia (Póvoa de Atalaia/Fundão), a Câmara Municipal do Fundão e a Junta de Freguesia local inauguram uma Exposição, baseada na correspondência que Eugénio de Andrade, nascido naquela aldeia da Beira Baixa, escreveu a Luís Filipe Maçarico.



VIVA EUGÉNIO DE ANDRADE!

domingo, janeiro 13, 2019

A Realidade e o Veneno dos Saudosistas

Sinto-me livre, por não abdicar do espírito crítico, embora viva numa Sociedade contaminada por diversas perversidades, como a existência de uma pobreza gritante, face à gulodice imperial dos detentores do Poder económico e político.
O Capitalismo influencia os povos, mantendo-os incultos e manipuláveis através de vários meios eficazes: meios de comunicação controlados, onde uma série de personagens se evidenciam, contribuíndo para a hipnose colectiva, arrecadando fortunas com banalidades.
Despojados de valores, que são apresentados como coisa demodée, os povos escolhem burgessos para os governos, que são espelhos das suas ambições individualistas, minadas pelo egoísmo e por um vedetismo bacoco, que se espraia nas Tvs com programas sem qualidade e muito aparato.
Foi neste contexto (apelidado de Democracia) que ainda assim consegui consumar cursos académicos, o que seria impossível no tempo em que reinava o sacristão de Santa Comba.
Está na moda comparar este regime, com o de então, o que para mim será sempre abusivo.
Apesar de não concordar com muita coisa que acontece (políticas de direita, amochamento em relação aos ditâmes da Europa, demagogia, injustiça, corrupção transversal, etc.) penso que no tempo da minha avó ser diabético era mais problemático, ser pobre era receber leite em pó, pão e manteiga oferecidos pelas vicentinas que então imperavam na caridade, sem direito a uma pensão de sobrevivência, trabalhando até à morte, enquanto estiver vivo, não são passíveis de comparar com os apoios de hoje, por muito fracos que sejam.
Os saudosistas, que por vezes se travestizam atrás de canudos de cientistas sociais não me merecem qualquer respeito e os seus livros, por mim, podem ficar nas montras, recuso-me a perder tempo do pouco que me resta, face ao veneno que destilam nas suas páginas, sem indicar caminhos, hipóteses de trabalho para melhorar as nossas vidas, sentadinhos nas poltronas da sua vida airada de ricos bafejados por uma incursão em ministérios, no parlamento ou nas escolas que tanto hostilizam.
Todavia, sei que a situação actual (por todo o mundo) é preocupante. Defendo outra forma de estar e governar. Pena que o meu voto seja menos forte devido à incultura e preconceito, que nasce da ignorância.
Luís Filipe Maçarico(texto e imagem)

segunda-feira, dezembro 31, 2018

Carlos Alberto Rosado: Uma Grande Perda para o Associativismo Almadense

Cordial e com um sentido de humor genuíno, Carlos Alberto Rosado praticava a fraterna partilha, que apenas as pessoas com muita categoria (escala humana) são capazes de realizar.
Costumava encontrá-lo amiúde, entre a rua onde resido e a principal artéria de Almada antiga.
Há uma semana estivemos a conversar, ao lado do João Coelho do Pragal, do Alberto Pereira Ramos e da camarada Idalina, que mora no mesmo edifício onde agora habito.
Como era seu apanágio, o Carlos gostava de nos fazer rir com o anedotário que coleccionava.
Durante a conversa, este Amigo falara da necessidade de apanharmos Sol, para reforçarmos o sistema imunitário.
Dava gosto escutá-lo.
Ontem, através do Henrique Santos li a notícia do ataque fulminante que levou o Carlos deste mundo.
Presidente da Mesa da AG da Incrível Almadense e da Associação Concelhia das Colectividades de Almada, todos nós lhe reconhecemos essa sua intervenção comunitária, como lembramos agora tantas e tantas estórias que fomos vivendo com ele. 
Carlos Rosado esteve na direcção da antiga Federação das Colectividades com o meu pai. Não admira que quando me encontrou por cá tenha dito que esperava que eu integrasse o associativismo almadense.
Na tarde do último domingo de 2018 estive no Salão de Festas da Incrível Almadense participando no velório, onde estiveram o antigo presidente da Assembleia Municipal, o vereador Matos, o Presidente da Direcção da CPCCRD, Augusto Flor, Joaquim e Nazaré Avó, Luísa Bastos e muitos outros homens e mulheres do Associativismo e da Cultura Popular desta cidade.
A certa altura, um destes amigos descreveu-o como um monumento do património das colectividades.
Por tudo o que escutei e vi, confirmei que se trata de uma enorme perda para Almada.
Obrigado Carlos Rosado pela profunda simplicidade da tua postura e pela generosidade de me teres tratado com tanta estima. 
As ruas, os clubes e o coração dos teus companheiros de sonho ficaram mais pobres.   
Luís Filipe Maçarico

sábado, dezembro 29, 2018

Irracionalidade Suburbana

Sinto que parte substancial dos cidadãos se está marimbando para regras de convivência.
Desde o levarem os seus bichos à rua, esganando-os, obrigando os pobres cães a andarem a toque de caixa, fazendo um frete, em vez de cumprirem o seu dever, deixando os "presentes" na rua, à mercê de quem passa, pisa e conspurca o seu ambiente, tudo esta gentinha concretiza, como se fosse normal a irracionalidade da sua postura.
Na velha Almada, as ruas andam repletas de dejectos de cão, mas também com os plásticos, as embalagens, os papéis, deitados à rua pelos habitantes que se comportam como ignorantes, acabados de chegar a este planeta. A constatação incomoda bastante, pois faço a reciclagem, nunca deitei para o chão qualquer desperdício ou imundície.
À poluição sonora de auto-rádios delirantes e de gases expelidos por automóveis, juntam-se os maus odores e a violência visual (graffiti hiper medíocre incluído), que não contribuem para o bem estar colectivo.
A sensação que temos ao percorrer as ruas, é que vivemos nos subúrbios mais desencantados do mundo.
Como não nos sentirmos numa espécie de exílio, em terras do fim do mundo?
Luís F. Maçarico

O Novo Normal

Uma coisa é as pessoas gostarem de animais. Agindo no sentido de salvar baleias (O Japão quer voltar a matar cetáceos) ou linces (criados em cativeiro e libertados no território, sem protecção, acabando por aparecerem mortos em estradas).
Ainda o terem cães e gatos em casa, a quem dedicam todo o cuidado e carinho que os animais domésticos merecem.
Outra é ver uma senhora desvairada, à procura do cão que adoptou, perguntando ao merceeiro se ele viu o seu "marido"...
Ou outra falar à beira de um automóvel com o que parecia ser uma criança, pegando ao colo no seu cão, repetindo insistentemente "a mãe já vem, está bem?"
Sei que a política mundial não está entregue às melhores pessoas. Que os humanos maltratam os seus semelhantes e fazem muitas malfeitorias aos seus companheiros de quatro patas.
Mas há qualquer coisa nestas breves estórias que ultrapassa o racional. Ou será que eu é que estou errado e não compreendo o "novo normal"?
Luís Filipe Maçarico

ESTRANHEZAS ou como a Língua Portuguesa é maltratada por Muitas e Desvairadas Gentes...

Neste final de ano, estive atento à forma como a nossa língua é maltratada - todos os dias,- na rádio, em jornais e até no reclame duma tasca, que anuncia um jantar de fim de ano que custa 30 euros e tem ou um prato de carne ou um de peixe, banais e mais uns extras (normais) que são a bebida, a sobremesa e qualquer coisa para celebrar a entrada no ano novo.
Mas vamos destacar algumas dessas estranhezas.
Primeiro, num semanário de cariz partidário, a notícia da contratação de duas dezenas de funcionários, na Câmara Municipal de Cuba, escreveu o articulista (correspondente local?) que houve uma sessão nos "Passos" do Concelho (em vez de Paços)...
Depois, na Antena 1, Gisela João convida os ouvintes "vou-vos cantar!" E o treinador do Braga segue a mesma fala: "Vou-vos dizer", diz ele. Talvez queiram dizer "vou cantar-vos" e "vou dizer-vos". 
Finalmente, passo pelas traseiras da Pollux de Almada (passe a publicidade) e um pouco à frente, no referido tascório, leio o menú do repasto da despedida de 2018, onde se propõe ginga caseira.
Toca a gingar, gingões do meu País, que 2019 está à vista! E sim, comemorem com ginja caseira...
Luís F. Maçarico

sábado, dezembro 22, 2018

Ataque ao Património de Lisboa


Quando esta imagem apareceu no Facebook (e tem sido reproduzida inúmeras vezes) fiquei estarrecido.
Vivi perto deste lugar, um dos Jardins da minha infância, com miradouro fabuloso sobre o Tejo: Jardim e Miradouro das Necessidades.
Tantas vezes contemplei o rio e me inspirei, acalmando ansiedades, com a Poesia, pois Lisboa foi  pertença de seis décadas.
Quem conhece este sítio, quem mora há muitos anos perto do Miradouro (já que a maior parte das Juntas de Freguesia, mesmo quando não são da cor maioritária pouco ou nada fazem) não deveria movimentar-se, protestar, criticar, em vez de se limitar a comentar, com desagrado no Facebook, como se cumprisse um dever cívico, ficando quite?
Como é possível que a Câmara Municipal de Lisboa permita aberrações como esta [um novo hospital privado]?
Para não falar do gigantesco imóvel que pretendem construir junto à Sinagoga, "esmagando-a". Ou o bloco de apartamentos, projectado para o Miradouro da Senhora do Monte, roubando também ali as vistas a quem procura na capital a magia das colinas e a beleza que se desfruta em cada uma delas. Ou ainda a interdição do Miradouro de Santa Catarina.
Citando e adaptando um velho poema meu:
"Quando a cidade não ama
O seu património, que medalha
deverá um Poeta pôr no peito
dos que a governam?"
Entretanto soube que o Palácio do Machadinho (uma das jóias da coroa) terá sido vendido, porventura para ser mais um hotel de charme ou espaço privado, como fizeram com o histórico Palácio do Barão de Quintela, onde Junot ficou alojado, no início das Invasões Napoleónicas, [ficando "a ver navios" e a "comer à grande e à francesa"] o qual se tornou em comedouro chique de sushi e outras gastronomias para turistas.
Não entendo o silêncio dos eleitos, no executivo e na assembleia, ditos consequentes. ´É que nem no "Avante" encontramos referência a estes dislates.
Se acreditasse em Deus, diria que toda a gente fez um pacto com o Diabo e o Povo que restou, nesta triste história contemporânea - tão triste - que se f...

Luís F. Maçarico