"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

domingo, novembro 04, 2018

UMA CASA ASSIM, DO TAMANHO DO DESTINO, FICA TATUADA NA PELE E NA ALMA



Na passada segunda feira 29 de Outubro, durante o lançamento de "Uma Casa É Como Uma Árvore Por Dentro" li o seguinte texto, da minha lavra, para contextualizar a aparição deste volume de Poemas (o 22º): 



Mia Couto escreveu que “O importante não é a casa onde moramos, mas onde, em nós, a casa mora” (in “Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra”)



E Manuel António Pina diz “assim chega o viajante à tardia idade/ em que se confundem ele e o caminho” (“Como se desenha uma casa”, p. 13) acrescentando: “Para trás ficam portos, ilhas, lembranças,/ cidades, estações do ano (…) a porta está fechada na palavra porta/ para sempre” (Ibidem, p. 17)



Quando elaborei “Uma Casa É Como Uma Árvore Por Dentro”, juntando poemas dispersos, escritos durante a caminhada, senti que se fechava um ciclo de vida - um longo ciclo de vida; um tempo longo de mais de seis décadas, onde a casa era o cais de chegadas e partidas.



Recordo Eugénio de Andrade: “Às vezes entra-se em casa com o outono/ preso por um fio,/ dorme-se então melhor,/ mesmo o silêncio acabou por se calar” (“O Sal da Língua”, p. 30) São ainda do Poeta de “Com Palavras Amo” estas estrofes: “No meu corpo uma casa se levanta./ sem portas, sem paredes, sem telhado” (Op. Cit. P. 89)



Tudo começou nos distantes anos 50 do século XX, quando a criança que fui, perseguia com o olhar o voo dos pássaros sobre as árvores do largo e a azáfama dos transeuntes, na ida para o trabalho ou para as compras.

Via as varinas, os saltimbancos, os vendedores de hortaliças, que chegavam nas carroças e as procissões compassadas, que convocavam multidões de devotos, desfiles da cavalaria de honra da GNR, acompanhando embaixadores e outras individualidades, rumo ao Palácio das Necessidades e a famosa Maria Rapaz descendo dos autocarros, em andamento, com cigarro ao canto da boca e pés certeiros chutando bolas feitas de meias velhas.

Via tudo isso desde o parapeito- beiral da janela, sonhando viagens, para lá do horizonte, para conhecer o Mundo.



Amadeu Ferreira, sob o pseudónimo de Fracisco Niebro, adverte “nunca esqueças o caminho para a casa/ (…) porque o caminho para casa/ é feito de memória” (“Ars Vivendi Ars Moriendi”, p. 108)



A casa foi lugar de alegrias e lágrimas, de solidão e abraços; ali despertei para a leitura e a escrita, tão estimulantes. Eugénio de Andrade confirma: “Todas as casas onde há livros e quadros e discos são bonitas”. Era linda a minha velha casa!

Um corrupio de rostos e vozes invadia esse palco de emoções e ausências. Na constante aprendizagem dos dias, na luta pela sobrevivência, a casa foi o ninho onde congeminei sonhos e projectos, renascendo das cinzas que o desencanto e a traição originam.



Muitas vezes, como Sophia de Mello Breyner Andresen indica “Em redor da chama/ Que a menor brisa doma/ E que um suspiro apaga/ A casa fica muda (…) Apenas se ouve o bater do relógio do tempo” (“Geografia”, pp. 37-39)



Pela casa amei, cantei, sorri, sentindo a Natureza renascida ao espreitar na vidraça das janelas, e entre suspiros e mágoas, vi o jardim em frente despir-se das folhas cobreadas, que antes tinham sido refulgentes, de verde.



Uma casa assim, que é do tamanho do destino, entre paredes, segredos e mistérios, fica tatuada na pele e na alma. Mesmo depois de a deixarmos. Ouçamos Pablo Neruda, em “Plenos Poderes”: “Pergunto-me, onde/ está a cidade? (…) / Agora onde estou outras vidas há/ (…) Devo encontrar em mim os ausentes,/ (…) e dalguma forma decidir/ onde plantar as árvores novamente” (Op. Cit. Pp. 111, 113,115 e 117)



Não poderia deixar de vos dizer que a habitação tornou-se num direito ameaçado.

Como se sobrevive com pensões miseráveis? Que comem aqueles que têm de dividir a magra maquia com medicamentos? E quem poderá pagar rendas subitamente elevadas, sem possuir recursos? Para onde vão viver as pessoas despejadas que não têm alternativa?



No meu caso, no quarto onde em criança a chuva caía na cama, aos 63 anos, no dia seguinte a ter apresentado o “É de Noite Que Me Invento”, choveu ao pé do ouvido, tendo acordado sobressaltado com o regresso ao passado.

Colocado na situação limite do “tem direitos adquiridos, mas os co - proprietários não vão fazer obras”, optei por deixar Lisboa e rumar à margem sul.



O final não é feliz. Há um sabor a exílio, a perda irremediável na nova morada. E de acordo com o que acontece no Planeta, continuo a tentar participar, no sentido do Futuro não ser pior. Foi Bertolt Brecht que escreveu:

“Nos velhos livros vem o que é ser sábio:/ Manter-se alheio à luta do mundo, e o curto tempo/ Passá-lo sem receio./ Também viver sem violência/ Pagar o mal com o bem/ Não satisfazer os desejos, mas esquecer/ Vale por sábio./ E tudo isso é que eu não posso:/ Em verdade, vivo em tempos escuros!” ( “Poemas e Canções”, p. 246)



Almada, 9 e 12 Outubro 2018      



Luís Filipe Maçarico (texto) Autores Vários (Fotografias)

sexta-feira, novembro 02, 2018

Maria José Balancho apresentou novo livro de Poesia (o 22º) de Luís Filipe Maçarico


No passado dia 29 de Outubro, foi lançado na Casa do Alentejo, com uma numerosa assistência, o 22º livro de Poesia de Luís Filipe Maçarico. 
Vera Inácio Cordeniz, cantora lírica, com o jovem pianista Thiago Tortaro, iniciaram a sessão, com grande agrado dos presentes. Depois, Rosa Calado, da direcção da CA saudou o público e caracterizou o perfil humano e artístico do autor aniversariante (66º aniversário). Maria José Balancho apresentou a obra (texto na íntegra a seguir), Flávio Gil, actor, poeta, associativista, disse poesia do livro, o poeta fez uma intervenção e, antes dos autógrafos, deu a palavra aos leitores, interessados em declamar versos deste novo título. Pelas reacções recebidas na ocasião e posteriormente por telefone e ou email, "Uma Casa é Como Uma Árvore Por Dentro" deixou boa energia e satisfação, pela interacção conseguida, naquela segunda feira chuvosa e fria.

“UMA CASA É COMO UMA ÁRVORE POR DENTRO”

de Luís Filipe Maçarico


Meu amigo Luís:

Atrevo-me a chamar-te amigo porque, desde que nos conhecemos, que os “nossos santos se cruzaram”, sem sabermos ainda o como ou porquê.

Aconteceu numa noite em Pias, no Alentejo, numa noite mágica e quente em que a poesia foi protagonista e as palavras, as sílabas e os sons se conjugavam em simbioses e sinestesias com a natureza do momento.

Foi tudo tão simples e tão forte (a magia das pequenas coisas): parecia que as almas se “tocavam” e se “trocavam”, num prazer quase absoluto naquela simbologia poética de uma noite de verão.

A nossa amizade começou por aí…

Em raros encontros e alguns telefonemas, percebemos que o timbre das nossas vozes e sensibilidades soava tão próximo, quase em uníssono. Nesse momento, conhecemo-nos melhor: sentimos as mesmas raízes crescendo dentro de nós e os mesmos valores a acotovelarem-se numa cumplicidade quase ancestral.

E agora apareceste, também num dia quente de verão, e colocaste nas minhas mãos o teu último livro, como se fosse um filho, para que eu o lesse e cuidasse dele.

“Uma casa é como uma árvore por dentro”

Gostei muito do título e senti-o como a síntese primeira desta obra.

A capa, de Marta Barata, a alma gémea deste livro.

Ao ler cada poema, quase sem querer, fui analisando as palavras, as imagens, as metáforas, a fonética e senti-me levada no deambular constante que imprimes à tua poesia. Perdi-me no labirinto deste vai e vem constante que todos os poemas indiciam.

Mas tudo tem uma lógica, até mesmo a Poesia, ainda que as conotações se confundam. Precisei de encontrar uma frase ou uma expressão que condensasse toda a obra, para que eu a pudesse ler como um todo. Os teus poemas, que eu lia e relia com tanto prazer, continuavam a desafiar-me.

De repente, deparei-me com o último livro de Mia Couto cujo título é “O Bebedor de Horizontes”. Voilá! Nesse momento senti que tinha chegado à essência do Poeta, à tua essência Luís. Penso ter compreendido, finalmente, a sede do teu constante partir e do teu constante chegar e ficar, permanecer.

Ficas porque é na “casa”, no ninho que te aconchegas, que meditas, que te reinventas, que recuperas forças para novas caminhadas. Partes, então, pelos ramos longos da tua árvore, levas raízes, folhas e frutos, e partes, sim, com a ânsia de quem tem sede, à procura doutros sonhos em diferentes horizontes.

A tua poesia adquire, por vezes, um movimento impaciente que desafia o tempo e o espaço, entre o ir e o voltar.

Quando regressas a casa e nela permaneces, usas palavras mais suaves, vogais fechadas, ditongos, sons nasalados, verbos no gerúndio que adoçam as frases e alongam o tempo - o tempo do pensar, do amadurecer.


NÚMERO VINTE E SEIS


Na implacável contabilidade

Das noites onde envelheço,

À janela da velha casa

Entre as brisas de Junho e

Os nevoeiros de Dezembro

Permaneço.


Esperando o quê?


Cicatrizando mágoas. Ausências,

O peso do tempo,

Escutando o vento…

À janela da velha casa

Eu venço!


Acima de tudo

Procuro o verso

Onde respira o Mundo

E permaneço.


Quando partes em deambulações por Lisboa ou agarras o verão com todos os sentidos, a tua poesia ganha a sensualidade dos locais, das experiências, das paixões, numa embriaguez Beaudelairiana (no poema Ivresse)… “Il faut être toujours ivre: de vin, de poesie ou de vertue, à votre guise, mais enivrez vous!”

Mas regressas ao ninho, sempre, onde as lembranças te assaltam, as memórias te perseguem e o passado te atormenta.

E, voltas a partir, inquieto, na perseguição dos teus sonhos, mas, curiosamente, à procura de novos ninhos, de outras casas que sentes também como tuas.


“OS HORIZONTES LARGOS DA POESIA”



Esta manhã mesmo com

Chuva e nevoeiro Beja

É a minha estrela d’alvorada.

Busco o seu espaço

Com fome de Terra.

A alma pede-me luz

A luz do meu Alentejo

A luz dos olhos dos amigos e

Os horizontes largos da poesia.

Venho beber palavras verdes

Cristais de alegria nos prados

De Fevereiro.

Esta manhã deixo tudo

Para lamber feridas

Na minha casa que é o sul.


Tens o Sul, mas vais mais além (Alpedrinha, Espanha, Norte de África), horizontes exóticos, destinos culturais diferentes… cordialidades diferentes, amizades desejadas - “Inchalah!”


O último poema,

“Uma casa é como uma árvore por dentro”, revela a genialidade de um grande poeta: a síntese total de uma narrativa que tu vives por dentro e por fora, a auto-exposição despudorada que só os poetas consentem, a certeza de um eterno movimento - permanecer, partir, voltar, permanecer.


“UMA CASA É COMO UMA ÁRVORE POR DENTRO”


Uma casa é como

Uma árvore por dentro

Crescemos e somos raízes

Emaranhadas pelas paredes,

E das varandas abertas

Chegam, desde a infância

O ar o vento o sol

Que são a seiva dos dias.

Uma casa é como um

Melro que resiste cantando

Na gaiola onde sonha

Voos infindáveis. Por isso as

Casas serão sempre portas de

Partidas e chegadas

Imaginadas no beiral

Ao parapeito

Da infância e realizadas

Ao longo da vida.

Cada casa é uma veia

Que alimenta

O poema prestes a

Nascer. Respiração de

Pássaros prontos para

Viajar…


Gostei muito, amigo Luís! És um grande poeta. E volta sempre a casa com a alegre convicção de que tudo o que vemos, pensamos e sentimos, é Poesia…

- um pingo de chuva a escorrer sobre uma flor

- o céu cheio de estrelas numa noite de verão

- o riso de um velho que nos conta uma história

- uma fotografia

- uma história de amor ou de amizade

- uma paisagem que apetece olhar muitas vezes

- o sorriso ou o choro de uma criança


Poesia é, talvez, um pássaro que se solta de um texto em prosa e leva nas asas as palavras mais bonitas.


Maria José Balancho - 29 de Outubro 2018, Casa do Alentejo
Fotografias de Mário Sousa.

sábado, outubro 20, 2018

Uma Comunicação Social Sensacionalista, sem rigor e boçal

Cansa-me ler certos disparates, que enchem cada vez mais as páginas dos nossos jornais.
Os escrevinhadores falam de Portugal como um país na crista da onda dos recordes.
E dizem que Setembro de 2018 foi o mais quente em cem anos.
E da tempestade Leslie asseguram que terá sido a pior, desde 1842.
Os estragos foram enormes, mas a verdade é que não morreu ninguém no território português.
Que dizer então (tenho memória de ter lido revistas da época) do ciclone de 1941 que matou centenas de pessoas, segundo relatos da época?
Procurem saber mais senhores escribas deste século que deveria ser avançado e está repleto de recuos em tudo. Os povos estão cada vez mais ignorantes. A comunicação social tem alguma culpa na desinformação...esta questão dos ciclones é apenas um exemplo da desbragada  manipulação e estupidez que assola televisões, rádios e jornais.
Cada vez menos acredito no jornalismo actual: sensacionalista, sem rigor, boçal.
Que Futuro nos espera, perante esta situação?

LFM

terça-feira, outubro 16, 2018

Lançamento de "Uma Casa É Como Uma Árvore Por Dentro"


Na próxima segunda feira dia 29 de Outubro de 2018, às 18:30, na Casa do Alentejo, Rua das Portas de Santo Antão, nº 58, Lançamento do 22º livro de Poesia de Luís Filipe Maçarico "Uma Casa é como uma Árvore por Dentro".

A apresentação será de Maria José Balancho, Professora, autora de obras sobre a didática da Língua e da Literatura e de Maria Alexandra Leandro, Formadora, doutorada em Antropologia.

A cerimónia conta com a actuação da cantora Vera Cordeniz, acompanhada pelo pianista Thiago Tortaro.
O Actor Flávio Gil fará a leitura de poemas deste volume.

Texto e fotografia de LFM

segunda-feira, outubro 15, 2018

Actualização da Bio-Bibliografia


A pedido de um Amigo Jornalista que, a propósito da próxima apresentação de um novo livro de poesia meu, necessitava de dados biográficos, para divulgar o evento, actualizei a minha Biografia, publicada neste blogue,que datava de há quatro anos.

NOTA BIOGRÁFICA E ACADÉMICA: Luís Filipe Maçarico nasceu em Évora, em 29-10-1952. Licenciado pela Universidade Nova de Lisboa - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, em Antropologia, em 26/09/1994, com “Barbeiros de Alcântara - A Identidade Masculina e Bairrista entre Estratégias de Sobrevivência e Ameaças de Extinção”.  Mestrado em Antropologia (Patrimónios e Identidades) no Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa, com “Os processos de construção de um herói do imaginário popular - o caso de Santa Camarão”. Em 2008 matriculou-se no Mestrado “Portugal Islâmico e o Mediterrâneo”, leccionado pela Universidade do Algarve, no Campo Arqueológico de Mértola, que concluiu em 2012, com 17 valores.
PERCURSO ASSOCIATIVO (VOLUNTÁRIO): Alguns dados: Dirigente da direcção do Sindicato dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Lisboa, entre 1982/1985. Secretário e vice-presidente da mesa da Assembleia-Geral do Grupo Dramático e Escolar “Os Combatentes”, entre 1997/2001 e 2017/2018) Relator do Conselho Fiscal do Grupo Dramático e Escolar “Os Combatentes” (2011/2013). Presidente do Conselho Fiscal desta colectividade em 2006. Vogal, director cultural da direcção do centenário, presidente da Mesa da Assembleia-Geral e presidente da direcção da Sociedade Musical Ordem e Progresso, entre 19997/2001. Segundo e Primeiro secretário da direcção da Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio, entre 1997/2001. Vogal efectivo da mesa da Assembleia-Geral da Casa do Alentejo entre 1999/2001. Fundador do Círculo Artístico e Cultural Artur Bual (2000). Fundador e Membro da Comissão Promotora de “A Aldraba - Associação do Espaço e Património Popular” (Novembro/2004). Presidente do Conselho Fiscal da Liga dos Amigos de Alpedrinha (2005/2006). Presidente da direcção da “Aldraba” (2005/2006) e da Mesa da Assembleia-Geral (2007/2011) Vice-Presidente da Direcção da Aldraba (2011/2018) Vice-Presidente e secretário da Mesa da AG da Liga dos Amigos de Alpedrinha (2007/2018) Fundador e membro do Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades (2007/2013) Membro do Conselho Nacional da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto (2008/2010 e 2010/2013) Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Liga dos Amigos de Alpedrinha (2010/2014). 

PUBLICAÇÕES/ASSOCIATIVISMO"Associativismo, Património e Cidadania, Edição de Autor, Lisboa, 2010. “Um Antropólogo no Associativismo”, edição Territorial, Associação de Estudos Territoriais e Análise Regional, 1998.
PUBLICAÇÕES/ POESIA: "Aquela Pequena Sabedoria de Estrelas Repartidas", Edição de autor, Lisboa, 2017; "É de Noite que me Invento", Edição de autor, Lisboa, 2015; "Ilha de Jasmim", edição do autor, Lisboa, 2013. "Geografia dos Afectos", Apenas Livros, Lisboa, 2012. "Transumância das Pequenas Coisas", Câmara Municipal de Castro Verde, 2012. “Cadernos de Areia”, edição do autor, Lisboa, 2008. “Ar Serrano”, edição Câmara Municipal do Fundão, 2006.“Caligrafia do Silêncio”, edição do autor, Lisboa, 2004;  “A Secreta Colina”, Câmara Municipal de Lisboa/ Cultura, 2001; “Lisboa, Pegadas de Luz”, Câmara Municipal de Lisboa/ Cultura, 2000; “A Celebração da Terra”, edição das C. M. de Évora e Montemor-o-Novo, Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Vila e Delegação Regional de Cultura do Alentejo, 1999; “Os Peregrinos do Luar” edição do autor, Lisboa 1998; “Lisboa, Cais das Palavras”, Câmara Municipal de Lisboa/ Cultura, 1998;  “O Sabor da Cal”, edição da Câmara Municipal de Beja, 1997; “Vagabundo da Luz”, edição Liga dos Amigos e Junta Freguesia de Alpedrinha, 1997; “Íntim(a)Idade”, Edição do autor, Lisboa, 1996; “Os Pastores do Sol”, Ed. Autor, versão trilingue, português, francês e árabe, Lisboa, 1995; 2ª ed. Escola Profissional Fundão, tradução francesa de Raja Litiwinoff e árabe do prof. Ezzeddine Mansour, 1996; 3ª ed. prefácio de Salem Omrani, Lisboa, 2001; “Lisboa, Asas de Água”, Câmara Municipal de Lisboa/ Cultura, 1994; “A Essência”, Edição Autor, Lisboa, 1993; “Mais Perto da Terra”, Edição do Autor, Lisboa, 1992; “Da Água e do vento”, Átrio, Lisboa, 1991; 

RECITAIS/POESIA - Morille, Salamanca (2015, 2017 e 2018), Vilarelhos (2018), no Festival/Encontro de Poesia Transfronteiriça, Arte de Vanguarda e Património. Fórum Romeu Correia/Almada (20152016), a convite do Grupo dos Amigos do Alentejo, Alpedrinha (desde os anos 90, no Encontro de Poetas, promovido pela Liga dos Amigos de Alpedrinha), Campo Arqueológico de Mértola, durante o Festival Islâmico (entre 2008 e 2017), Serpa, Casa do Cante (2015) Biblioteca Municipal José Saramago, Beja (2013-2017) Biblioteca Municipal de Aljustrel (2018) e em diversas colectividades de Lisboa, como a Sociedade Musical Ordem e Progresso e Grupo Dramático e Escolar "Os Combatentes", em sessões de Música e Poesia (anos 90/ 2017)
LITERATURA INFANTIL: Alguns títulos; “Flor de Sementinha”, Caixa de Crédito Agrícola de Montemor-o-Novo, 2000; “Azedal, Sarzedar e a Manhã de Abril”, Junta de Freguesia de Prazeres, 1996; 2ª edição, Comissão Instaladora do Município de Odivelas, 2001 “A Princesa Joaninha e o Lagarto Saltitão”, Junta de Freguesia de Prazeres, 1994. 

ENSAIO: Selecção de artigos e livros publicados:  "Memória Oral e Imaginário Popular em torno das Invasões Napoleónicos na vila de Alpedrinha", EBVROBRIGA, Revista do Museu Arqueológico Municipal José Monteiro, Fundão, 2018. "Não se Recolhem os Materiais da Vida, Vivem-se! Alves Redol e a vivência etnográfica preparando os romances", in Paula Godinho e António Mota Redol (coordenação), O Olhar das Ciências Sociais, Colibri, Lisboa, 2014. "Elementos para uma Imagem Contemporânea do Alentejo", "Callípole", nº 19, Câmara Municipal de Vila Viçosa, 2011. "Jóias Imperceptíveis em Portas de Lisboa Aldrabas, Batentes e Puxadores nas Casas de Catorze Personalidades da Cultura Portuguesa"; Apenas Livros, 2009.  “Aldrabas e Batentes de Porta. Uma Reflexão sobre o Património Imperceptível”, Aldraba, Associação do Espaço e Património Popular, 2009. “Portas de Évora”, Revista “A Cidade”, Câmara Municipal de Évora, 2009. “Imaginário e Patrimonialização em Murfacém”, “Anais de Almada”, Câmara Municipal de Almada, 2008; “Os Comeres dos Reis no Imaginário Popular”, “Calípole”, Câmara Municipal de Vila Viçosa, 2008; “Os Heterónimos de um Mistério: Azóias, Cubas e Morábitos no Imaginário Popular. O caso de Montemor-o-Novo”, Almansor, nº6, 2ª série, Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, 2007; “Memórias do Contrabando em Santana de Cambas - Um contributo para o seu estudo”, edição Junta de Freguesia de Santana de Cambas, 2005; “Os Morábitos na Arquitectura Religiosa do Sul”, “Calípolle”, 2006, Câmara Municipal Vila Viçosa; “Aldrabas e Batentes de Montemor-o-Novo: Um Olhar Antropológico”, Almansor, nº4, 2ª série, 2005, Câmara Municipal de Montemor-o-Novo; “A Função Antropológica da Aldraba: Da Origem Simbólica à Morte Funcional”, “Arqueologia Medieval”, nº8, Campo Arqueológico de Mértola, Afrontamento, Maio 2003; “Atmosferas do Corpo” - ensaio sobre a pintura de Mena Brito, Prefácio, 2002; ”Associativismo em Lisboa: Perspectivas para o Futuro”, “Actas do III Colóquio Temático Lisboa - Utopias na Viragem do Milénio”, Câmara Municipal de Lisboa/ Cultura, 2001, pp. 317-324; “O Alentejo, O Cante e os seus Poetas”, “Arquivo de Beja”, vol. XIII, série III, Abril 2000, pp. 13-36. “A Personalidade Poética do Alentejano”, “Arquivo de Beja”, volume X, série III, Abril 1999, pp. 111-124; 
BIOGRAFIA: “Com o Mundo nos Punhos - Elementos para uma biografia de José Santa “Camarão”, Câmara Municipal de Lisboa/Desporto, Outubro 2003;

POETAS POPULARES /HISTÓRIAS DE VIDA: "Por Feitiço, Por Magia", Câmara Municipal de Viana do Castelo (organização, pesquisa bibliográfica, análise literária e antropológica e anotação, a propósito da poesia de José Figueiras, com Laurinda Figueiras), 2012; "Marés da MInha Vida", ed. autor (introdução, recolha e selecção de poemas de Abílio Duarte, com Ana Isabel Carvalho), 2010; "Fui Camponês, Fui Caixeiro", ed. Junta de Santana de Cambas (introdução, recolha e selecção, com José Rodrigues Simão, de poemas de João Carrasco), 2007.
CONTO: "Vozes do Tempo", Edição de Autor, 2017; “Degraus”, Universitária Editora, 1999;
ANTOLOGIAS: Publicado em inúmeras antologias. Destacam-se: "Morada da Poesia Poetas celebram Manuel da Fonseca", Câmara Municipal de Castro Verde, 2011. "Gómez Naharro Antologia - Poesia vernácula musicalizada de la Península Ibérica", Asamblea de Extremadura, Mérida, 2010, página 106, com Fernando Pessoa, Nicolau Saião e Salvador Espriu. "Na Liberdade", coordenação de Jorge Velhote, Nicolau Saião e Nuno Rebocho, Garça Editores, Régua, 2004. “Cerejas Poemas de Amor de Autores Portugueses Contemporâneos” selecção de Gonçalo Salvado, editorial Tágide e Câmara Municipal do Fundão, 2004; “Vento - Sombra de Vozes/Viento - Sombra de Voces” coordenação Pedro Salvado e Juan Gonper, edição Câmara Municipal do Fundão/Celya, 2004. “Cadernos Despertar I”, edição dos autores, com Eduardo Olímpio, José Carlos Ary dos Santos, José Jorge Letria, Amadora, 1982; “O Poeta faz-se aos 10 anos”, organizada por Maria Alberta Menères, 1ª edição, Assírio & Alvim, Lisboa, 1973; 2ª. edição Plátano, 1984.
PEQUENA NOTA CURRICULARARTÍSTICA": Aprendeu com Artur Bual, a pintar com café e vinho.
Escreveu para catálogos de exposições de pintura e livros de Arte, de Artur Bual, Mena Brito, Rodrigo Dias e Margarida Barroso (Guika).


Ilustrou artigos e poemas no “Diário do Alentejo”, “Diário do Sul” e vários outros periódicos.


Livros de poesia, como “O Sabor da Cal”. “Transumância das Pequenas Coisas” e “Ilha de Jasmim”, têm desenhos de sua autoria, pintados com café.


Participou em várias exposições de Arte Postal e numa exposição da Galeria Artur Bual (Amadora), intitulada “Zero Figura”.


Tem os seus desenhos de café espalhados por Portugal.

quinta-feira, setembro 06, 2018

Castelo de Belver

Recebidos pelo jovem Filipe, os visitantes da Aldraba receberam imensa informação acerca do Castelo de Belver, que pertenceu à Ordem dos Hospitalários, complementada pela Historiadora de Arte, Dra. Edviges Alves, que abordou  lendas, mistérios e algum imaginário popular em torno, quer de Belver, quer do castelo, certamente um dos mais belos de Portugal (cuja capela possui um retábulo original).
Para saber mais acerca do Castelo de Belver e da Capela de S. Brás, consultar os links abaixo reproduzidos, do PATRIMÓNIO CULTURAL:




Luís Filipe Maçarico (texto e Fotografias)