"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

sábado, abril 11, 2009

O Nosso Tempo










"Quero essa mão a tocar em mim"

O tempo sobra
o tempo escasseia
porém
o tempo somos nós
sem saber o que fazer
com menos tempo
ou tempo a mais.
Quando chegará o tempo
de te ver e sorrir à vida?
Tempo de sentir o teu abraço
tempo de saber que me desejas
e te provar como te quero.
O tempo de não perder mais tempo
sonhando com o tempo
que tarda em chegar.
O tempo que fomos,
onde acreditei que havia tempo
para nós, apagado pela chuva
pelo vento, por esta ausência
que dói...
Prometeste um dia
"Vamos ter o nosso tempo"
E os dias passam
vertiginosos.
Só o silêncio é verdade
e esta solidão de não ter
os teus lábios
na pele do poema,
nem poder acariciar-te
para sentires
o "arrepio de suavidade"
que imaginas.
Porque tardas, meu tempo
com mãos e sexo,
para saciar esta sede de tempo?

Lisboa, 11 de Abril de 2009, 15:41

Luís Filipe Maçarico (poema e imagens)

Nota: As fotografias foram recolhidas em Alhandra, Lisboa, Vagueira, Vagos, Aveiro, Castro Verde e Mértola.

3 comentários:

Mar Arável disse...

A minha Veneza

seja bem-vindo ao meu mar

girassol disse...

"O Tempo urge
O Tempo foge
O Tempo corre - escorre!...
(...)
Mercê do Tempo em que demoro
A ânsia de saber o Tempo
Tempo passado
(..)
Testo
Atesto o Tempo
(...)"

Jingã
Belmi

Pedro disse...

É verdade que às vezes o tempo tarda em aparecer. Mas tipo de "tempos" como este parece que têm medo der ser felizes...
Será que as pessoas tem medo de serem felizes?