"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

sábado, março 17, 2007

Dois Poemas Antigos




Sorver as palavras
colher a invisível brisa
cantar a seiva das manhãs
amar a vida toda
e nunca envelhecer.
1984

humer les paroles
cueillir l'invisible bise
chanter la seìve des matins
aimer la vie entière
et jamais vieillir.
1984

Certas palavras
custam a violência
do silêncio.

Pago a conta
Não quero deixar
de ser livre.
2-10-1984

Certains mots
coûtent la violence
du silence

Je paye ma note
Je ne veux cesser
d'être libre.
2-10-1984

Fotos (granito de Alpedrinha e Castelo Novo/serra da Gardunha) e poemas de:
Luís Filipe Maçarico

2 comentários:

Fernando Manuel Oliveira Pinto disse...

Será que os teus poemas antigos têm a frescura dos teus poemas mais recentes? Eu digo que sim!...

A serra que exploras com o olhar, com os outros sentidos,
amigo Luís,
é singular!

Abraço, FM

Pete disse...

Fotos bastante bonitas. A liberdade é algo muito lindo que devemos preservar.

Um Abraço e boa semana.