"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

domingo, abril 01, 2007

Poemas Escritos em Jerba





FLOR DA TARDE

Na pequena duna
A flor do silêncio
dormita. Diminuta
flor da tarde
de mar. Na pequena
duna ao sol de
tamareiras a poesia
floresce...

Jerba, 28-10-2002

ACONTECEM


o sol embala todos os lugares

da ilha com lábios de lume
a buganvília cortada não
poderá florir mas os sorrisos
e o afã dos pardais ainda
acontecem.

Jerba, 23-3-2006

CONSTELAÇÕES

São constelações, as palavras
do afecto na Ilha de Ulisses...
Que importa o mar agitado
se os lábios se abrem
para um sorriso?

Jerba, 12-6-2004

A MÚSICA

Irrompe do silêncio. Pode ser assobio
de pastor conduzindo o rebanho
ou pegada de pescador na areia
preparando os remos.
Rasga o ar se for asa
e por vezes é aquele sorriso
que nos espera para mergulharmos
dentro da luz
de cal
da casa.

Jerba, 17-6-2004
Luís Filipe Maçarico (poemas) Jorge Cabral (fotos)

3 comentários:

paula silva disse...

Fotos espectaculares, com poemas tão genuínos, é uma delícia para o olhar, para o sentir, para voar e sonhar!
Bem Hajas Luis pela partilha mágica destes momentos.

a.castro disse...

Lugares para o Encontro e bem bonitos! Sendo de Gaia, conheço bem as Portas de Santo Antão, o Coliseu e bons restaurantes (adoro mariscos)!

Fernando Manuel Oliveira Pinto disse...

«Rasga o ar se for asa»

Lindo, lindo, lindo...

Abraço,
FM