"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

domingo, abril 08, 2007

Évora na Voz dos Mestres e no Meu Olhar



















"Évora é, em todo o País, a terra de mais evocadores ambientes e de mais poéticos recantos-aquela de onde se evola enfim um mais forte perfume do passado.(...) Continuamos a passar, e há sempre torres que se erguem, muralhas que nos esmagam, encruzilhadas que nos tornam perplexos, fachadas que avançam ou recolhem, desníveis, torcícolos, nichos, arquetas, alpendres, balcões, trechos de aguarela, manchas de luz, buracos negros". Raúl Proença, Guia de Portugal, citado por Túlio Espanca em "Évora Guia", Comissão Municipal de Turismo de Évora, páginas 9-11, 1949.
"Os eborenses de todas as actividades profissionais podem orgulhar-se dos antepassados que souberam na sua vivência e raízes ancestrais equiparar-se aos mentores da cultura e da arte, então representados pelos monarcas e príncipes, fidalgos, prelados, priores e outros homens do saber, os quais, vivendo na cidade milenária, a souberam enobrecer com a riqueza monumental e o tipicismo da sua malha urbana." Túlio Espanca, "Évora Encontro com a Cidade", 2ª edição, Câmara Municipal de Évora, 1997, página 7.
"O melhor do Alentejo é uma liberdade que escolheu a ordem, o equilíbrio. Estas formas puras, sóbrias de linha e de cor (...) são a expressão de um espírito terreno cioso de limpidez, capaz da suprema elegância de ser simples. Povertà é talvez a palavra ajustada a uma estética alheia ao excesso, ao desmedido, ao espectacular." Eugénio de Andrade,"Alentejo", "Uma grande, imensa fidelidade",Câmara Municipal de Beja, 1997, páginas 13-14.
"Évora olha os horizontes do alto do seu zimbório espelhado, povoa as casas de lembranças vivas e gloriosas, e, sequiosa apenas do eterno, risonha e aconchegada, enfrenta as agressões do transitório com a força da beleza e a amplidão do espírito." "Alentejo Relógio de Sol", Miguel Torga sobre fotografias de Eduardo Gageiro, Associação de Municípios de Beja, Évora e da Fundação Calouste Gulbenkian, 1988.
Selecção de textos e fotografias de LFM ( 1-azulejo em pátio particular; 2-terraço, 3-chafariz da Avenida dos Combatentes da Grande Guerra; 4,5,6 e 7-azulejos da estação ferroviária; 8-janela manuelina do pátio do Salema; 9-martelo de porta de portão da Rua Diogo Cão; 10-portão com batentes, da Catedral; 11,12,13,14,15,16,17,18-templo de Diana)
AGRADECIMENTO ESPECIAL a Maria Amélia Sobral Bastos, Manuel Sobral Bastos e Nuno Miguel Sobral Bastos, além das donas Lisette e Irene, companhias fundamentais destes dias de repouso e conhecimento;
DEDICATÓRIA ESPECIAL na pessoa de José Filipe, emigrado nos States, a todos os alentejanos que vivem fora da pátria transtagana.

4 comentários:

marialascas disse...

Évora onde as pessoas não nos fazem falta por tanta ser a sua beleza. Beleza construida por pessoas com honra dignidade e coragem.
Foi a primeira cidade que conheci, quando Montemor só era vila...

Fernando Manuel Oliveira Pinto disse...

Muito bela e refrescante esta tua cascata de imagens, Luís. Gostei muito das do templo, registadas com tempo e com bom tempo!

Abraço,
FM

isabel mendes ferreira disse...

Évora pelo teu olhar...doce. atento.



sempre generoso.



olá Amigo. de todas as horas. mesmo as invisiveis.



beijo-TE.

Pete disse...

Passei lá uma vez mas muito de passagem e não deu para ver quase nada a não ser ao longe as ruínas do Templo de Diana. Évora pareceu-me ser uma cidade calma e é de lugares assim que eu gosto. Voltarei lá um dia para apreciar o restante desse lugar magnífico.

Um Abraço e boa semana.