"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

sexta-feira, abril 06, 2007

O DILI DE ÉVORA










Évora é uma forma de sentir.
Neste regresso à Terra-Mãe descobri um espaço, cuja história pode ser lida na página 12 do boletim número 2 da Aldraba
Maria Amélia Sobral Bastos é a autora do artigo "Os Afectos Também são Património"do qual se transcrevem alguns excertos:
"Nos idos de cinquenta do século passado, vivia em Évora um senhor - Agnelo Ferreira, velhote, muito empreendedor e com um coração do tamanho da planície alentejana.
(...) Em 1952/53, esse senhor de olhos cor de mar e cabelo branco comprou um terreno fora de portas (...) nos bairros novos (...) Desenhou e dirigiu a feitura de um prédio, que talvez possamos dizer que foi o antepassado dos supermercados. (...) Esse prédio tinha uma padaria e pastelaria, uma mercearia, um talho, que tinha na cave câmara frigorífica, salsicharia (de fabrico caseiro, à moda do Alentejo), mas que também fazia salsichas com especiarias que vinham de França, sala de lavagem de tripas, sala de encher, fumeiro, sala de desmancho de reses e sala de fabrico de banha. Havia ainda um café e restaurante e uma taberna com as suas petisqueiras. (...) Toda a parte das lojas e dependências na cave estavam ligadas, podendo-se ter acesso a qualquer delas.(...) Este prédio era sem dúvida o antepassado dos supermercados."
Fotografias de LFM

2 comentários:

Fernando Manuel Oliveira Pinto disse...

Também gosto muito de Évora, da luz que a envolve...

Laura Garcez disse...

Lindas imagens de Évora. Se me dás licença, vou copiar duas e dá-las a uma amiga dos States.