"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

terça-feira, fevereiro 28, 2006

ATÉ JÁ, OLAVO!



Estimado companheiro Olavo:

O seu exemplo associativo e humano, de indivíduo discreto, mas com uma qualidade de entreajuda e de harmonia no colectivo, que o distingue, estimula-me a ser momentaneamente egoísta, para lamentar a sua ausência durante os quatro anos que começam dia 1.

Aliás, não me sentiria bem comigo mesmo, se não destacasse nesta hora:

- a adesão, o incentivo e a confiança prestada, logo no encontro de Montemor-o-Novo, a esta jovem associação, ainda na sua proto-história;

- a sua postura na fundação, em que aceitou integrar o Grupo de Trabalho Adeodato;

- o papel desempenhado nesse Grupo, com pesquisa, contributos bibliográficos, deslocações a Coimbra, Casa de Goa, Casa do Alentejo e contactos que enriqueceram o nosso conhecimento de Aljustrel, de Kaliás Barreto e de seu pai Adeodato Barreto.

- o companheirismo demonstrado na forma como coordenou o Grupo nos últimos tempos, com uma disponibilidade notável em termos da recolha de materiais a expôr e do catálogo.

- a partilha quotidiana na direcção, a partir do momento em que foi cooptado, com uma presença que nos engrandeceu, enquanto associação de gente com sentimentos e ideais.

Creia, meu camarada - permita este tratamento - que me sinto envaidecido por ter podido trabalhar consigo e orgulhoso por o ter proposto para a direcção, pois faz-nos falta, pela sua serenidade e sabedoria.

E saiba que só lhe perdoo esta "deserção", porque estou convicto que em Macau a Aldraba irá ter a sua primeira delegação e que será até esses mágicos confins do Oriente que certamente uma próxima direcção encaminhará, com o seu apoio, um encontro da nossa associação.

Contamos consigo!

Até já, Olavo! Você vai ficar cá e lá, porque está no nosso coração também...

Grandabraço do

Luís

2 comentários:

Fernando Manuel O. Pinto disse...

Também posso ir para Macau? Adorava conhecer as aldrabas do Oriente! Como serão?...

Fernando B. disse...

Estimado Amigo,

Quando li o título deste texto receei o pior. Afinal é uma ausência a prazo de um Amigo a quem o Luís prestou uma comovedora homenagem.

Um Abraço,