"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

quinta-feira, agosto 30, 2007

PRAÇA DA ARMADA, NÚMERO VINTE E SEIS


Na implacável contabilidade
das noites onde envelheço,
À janela da velha casa
Entre as brisas de Junho e
os nevoeiros de Dezembro
Permaneço.

Esperando o quê?

Cicatrizando mágoas, ausências,
O peso do tempo,
Escutando o vento...
À janela da velha casa
Eu venço!

Acima de tudo
Procuro o verso
Onde respira o Mundo...
E permaneço.

2-1-2002; 30-3-2002

LUÍS FILIPE MAÇARICO
Fotografia de ROSÁRIO FERNANDES

5 comentários:

Fernando Pinto disse...

No mundo há sempre algo que nos olha...

Abraço,
FMOP

Ana disse...

Olhando para o mundo, vemos aquilo que somos, sentimos a vida, permanecemos no tempo e ele em nós...permanecemos... vemos a agitação do dia a dia, contemplamos amanheceres e por de sois, sentimo-nos tão acompanhados, mas tão sós...é a vida a passar por nós!

bjs

Ana

maria augusta disse...

Apenas seis dias e já a vida passou por nós e retirou mais valias ao mundo.
No teu poema, amigo, recordamos Pavarotti.

Bichodeconta disse...

Aqui ando eu, bichodeconta, deambulando, como quem procura algo essencial..Sempre que o visito encontro um pouco do que procuro..Um abraço, Ell

pradena disse...

É engraçado, nasci nesse mesmo edificio, 26, 3ºdrt, e é um sitio e edificio, com umas vistas impressionantes e um bairro muito castiço, só é pena que os anos o tenham degradado tanto socialmente, mas nao perdeu a beleza, fica a esperança de dias melhores, ¿porque nao?. Bem haja, cumprimentos ;)