"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

sábado, novembro 12, 2011

O Fluxo e a Mentira


No Público de hoje, secção Local, página 28, o Vereador da Mobilidade da CML, a propósito da portagem urbana (que divide com duas rotundas uma via, obrigando os condutores a pagarem 40 cts para ultrapassarem o obstáculo, através da entrada e saída num parque de estacionamento paralelo ao obstáculo, que acaba por ser a alternativa imposta) "justificou aquela decisão com o facto de ter deixado de ser possível manter o actual fluxo de circulação num local que poderia gerar conflito com o atravessamento de peões entre as estações fluvial, ferroviária e de metro"...

Se aquela justificação fosse verdade, extinguia-se a praça de táxis, junto à estação dos barcos, os distribuidores dos restaurantes, as carrinhas da EMEL e tantos outros veículos circulantes, não poderiam rodar ali e, em vez do alcatrão recentemente colocado, dos parques de estacionamento por todo o lado - PAGOS - com constantes multas e respectivos bloqueamentos, a cargo dos diligentes e todo poderosos fiscais da EMEL desapareceriam, para dar lugar a idílicos jardins, onde este vereador e quejandos iriam patinar ou pregar às libelinhas...

A mentira é tão grande, que só desejo que políticos (e acólitos) desta estirpe, como este, eleito vereador do grupo de independentes na lista de Helena Roseta, que deve ter carrinho pago por todos nós, motorista, bom ordenado e outras benesses, fora os assessores, como aquele pesporrente, que apareceu num vídeo, a mandar os automobilistas circular na pouco frequentada Avenida 24 de Julho, que também não deve ganhar assim tão pouco para se dar ao luxo de arrotar postas de pescada, tenham o destino marcado.

Lembrando o locutor do ex-Rádio Clube Português, Paulo Fernando, "este disco é intocável, mas não é inquebrável"...ou seja, lixo com estes figurões (e não são poucos), que se apoiam na mentira para fazer política!
A propósito: E que dizem as Oposições, cujo silêncio é tão ensurdecedor?

LFM

2 comentários:

oasis dossonhos disse...

Sou frontal. Educado, todavia. Embora abomine os moralistas e esta democracia de fachada, sei que a liberdade tem limites, e esses respeito-os, apesar das práticas diárias de muita gente que manda, atentarem contra os direitos e a dignidade do povo, exigindo apenas deveres, trucidando até o direito a respirar, a mim só me podem apontar o uso acutilante da palavra. Que creio ser meu dever, enquanto cidadão.

Elvira Carvalho disse...

Admiro a sua frontalidade já lho disse. E a coragem. Meu pai sempre me disse que a minha liberdade terminava onde começava a dos meus irmãos. Era de bom tempo o meu saudoso pai, mas estava enganado. Porque se isso fosse verdade, o governo não tinha liberdade para nos tirar o pão.
Um abraço e bom fim de semana