"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

domingo, novembro 13, 2011

O Fado em Vozes dos Balcãs

Enquanto uns emproados, (que arrecadam balúrdios, na estranja, fingindo dar aqui uns chutos na bola, ostentando a camisola deste desgraçado protectorado), vomitarem impropérios, cuspindo vulgaridades, como se fossem imortais, espero que a Bósnia derrote a sempre arrogante, mas insignificante, selecção portuguesa de futebol, sugadouro de uma parte dos nossos sacrifícios e alvo de condecorações, da criatura que ocupa uma cadeira, ali para os lados de Belém.

A ver se de uma vez por todas, o defunto Madail, qual Berlusconi do futebol luso, ainda estrebuchante, implorando que os tugas encham o estádio da Luz, nos deixa em paz e se apelos, como aquele que escutei, para os adeptos infernizarem os jogadores bósnios, deixam de ser regulares, de tão anormais que são...
Ou seja, o futebol sempre a servir, para a descarga da infelicidade quotidiana dos povos, qual escape, para as malfeitorias governamentais, o que dá muito jeito ao poder, que até distingue a troupe do pontapé na bola, como se fossem heróis, para entreterem o pagode...

Pois na Bósnia, em 1976 nasceu um cantor, que integrado num grupo de fado, dinamizado por vários artistas da Sérvia, interpreta fados que Amália e Mariza espalharam pelo Mundo, com a qualidade que podem testemunhar vendo o vídeo que partilho...

Quando será que os povos terão direito a não ser usados como mercadoria, ou arma de arremesso, para os desígnios da baixa política do capitalismo?
Quando será que o património cultural dos povos se poderá fruir, sem fronteiras ou diferenças rácicas ou económicas?

Para aqueles que sabem ler estas linhas e entendê-las, apresento-vos BOJAN KNEZEVIC e NEMANYA SEKIZ.

O primeiro, estudou canto numa escola superior de música, foi vencedor de vários festivais de música e em programas de televisão. Actuou em várias salas de Belgrado e Kotor, entre outras cidades do Adriático.
Aqui, encontramo-lo a cantar o nosso poeta José Carlos Ary dos Santos.

O segundo, já cantou em Lisboa, em casas de Fado e percebe-se, pelo repertório, que admira Mariza.
Como chegou ao Fado, interpretando com tanta alma, talvez a amizade com Luís Guerreiro, guitarrista de Mariza, possa ser a chave desta aproximação à alma portuguesa.

Ora vejam e oiçam!
http://www.youtube.com/watch?v=IuUAgFoUHK8&feature=related



http://www.youtube.com/watch?v=RIZB83RHmds


1 comentário:

elvira carvalho disse...

Excelente amigo. Mais uma vez obrigada por me ter chamado a atenção para esta voz.
Um abraço