
"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"
quarta-feira, abril 26, 2006
26 DE ABRIL: RECOMEÇAR, RECOMEÇAR SEMPRE!

terça-feira, abril 25, 2006
25 de Abril Sempre!

A Avó Queria Sobreviver
e calava-se.
A Pide
"Não fales alto que as paredes têm ouvidos!"
Os Dias Novos
Deixavam-lhe possuir a hipótese de pedir aos santos as manhãs que custavam a nascer.
Nunca Esquecerás
outro tempo, dizia.
Ditadura, repito.
A avó era uma mulher de rosto marcado na eterna caminhada pare evitar a fome...
in Maçarico. Luís Filipe, "Degraus",Universitária Editora, Lisboa 1999, página 44
segunda-feira, abril 24, 2006
ABRIL



Olho para trás e o balanço das coisas construídas parece-me satisfatório. Podia morrer agora...
(fotos de AC, CC e JH)
sábado, abril 22, 2006
400-Homenagem à Marcha de Alcântara




Há alguns meses fui convidado a participar numa reunião preparatória da marcha. Tarde de sábado cinzento. Luís Santos, Ruben Gomes, Susana Santos, com os já referidos Mário Rui, Francisco José, Maria de Lurdes e com a opinião avisada e actuante de João Calvário e Teresa Campos, partilhavam luz, colorido e muito entusiasmo nas suas palavras. Gente de bairro, que ama a sua marcha, que se entrega horas, dias, semanas, meses, anos, a sonhar e a concretizar o tema e toda a envolvência: pesquisa, textos, canções, arcos, figurinos, tecidos, trajes, danças, música, cenografia. Com emoção e inteligência!
É um trabalho exaustivo o destes cidadãos, que reflectem, discutem, decidem o que e como fazer. E fazem sempre com muito carinho, com muita qualidade. São magníficos, sou eu que o digo, cada vez mais parco em elogios, face a um país de comodistas e hipnotizados por futebóis e pelos sucedâneos de telenovelas e big brothers.
Conheci a maior parte deles ali, naquele momento mágico, em que de repente, de um saco saíram tecidos e pinturas espantosas. Depois de escutarmos mestre João Calvário, um homem culto e sábio, que tentava idealizar arcos vistosos, Teresa Campos dissertou acerca da textura das roupas dos marchantes, numa dinâmica feérica.
Desde há alguns anos que colaboro com eles, e agradeço-lhes por serem um dos meus motivos de satisfação enquanto morador de um bairro lisboeta repartido por duas freguesias.
No Verão espero voltar a vê-los no largo onde fui criança e por vezes ainda acredito que o mundo pode ser melhor.
(fotos de Francisco José Ferreira; texto de LFM)
sexta-feira, abril 14, 2006
Tunis, a Cosmopolita- 2ª Parte





As outras quatro referem-se a diversos aspectos (inclusivé ao metro de superfície) da Avenida Habib Bourguiba, assim chamada em homenagem ao homem que há 50 anos levou a Tunísia à independência.
Bourguiba conseguiu estabelecer neste país do Norte de África a separação entre Estado e Religião (a Tunísia é uma República laica, muito embora a maior parte da sua população seja árabe e muçulmana).
Promoveu leis mais avançadas que as da própria França, nos anos 50-60, nomeadamente o planeamento familiar e a interrupção voluntária da gravidez. Além do divórcio que a mulher tem direito a pedir, se se verificar que existe justificação para tal. No governo tem assento um elemento feminino que acompanha os assuntos da família e da mulher.
A Tunísia é um país com cerca de 10 milhões de habitantes e com uma superfície de 163.610 km2 (quase dois Portugais).
98% da população é árabe, 1,2% é berbere e 0,6% outros (franceses, italianos, alemães,etc.)
Há 1% de cristãos e 1% de judeus.
Tunis, a Cosmopolita- 1ª Parte







Mas a cidade - para quem gosta de cidades - tem diversos aliciantes. Para aqueles que apreciam encontrar uma ambiência arquitectónica familiar aos olhos, com marca europeia, possível de rever em Paris ou Barcelona, aqui ficam algumas imagens:
Fotos 1 e 2- Avenida Habib Bourguiba, perto da Medina e da Igreja de S. Vicente de Paula, construída em estilo neobizantino em 1882.
Fotos 3 e 4- Avenida Habib Bourguiba- passeio central para peões, arborizado, na tradição romântica dos passeios públicos do século XIX. Nos anos 90 do século passado este espaço estava pejado de quiosques com floristas, que foram afastados para o final da avenida, junto à estação do TGM - o comboio para Sidi Bou Saïd, que me faz lembrar a linha do estoril, pois vai para lá Marsa, uma estância de férias, balnear e frequentada pela burguesia local, passando por Cartago, a mítica, onde se situam embaixadas e residências de ricos, bem como o palácio presidencial, fortemente guardado.
Foto 5- Hotel Majestic.
Fotos 6 e 7- Teatro Municipal.
(texto e fotos de LFM)
terça-feira, abril 11, 2006
VI Encontro da Aldraba em Aljustrel - Parte II





Incluiu a inauguração de uma exposição, resultado de 10 meses de pesquisa e reflexão de um grupo de trabalho que se formou logo no dia da fundação da Associação.
A exposição estará patente até ao fim do mês na Biblioteca Municipal de Aljustrel e conta com documentos e objectos cedidos para o efeito pelo Arquivo da Universidade de Coimbra e pela família de Adeodato.
Seguiu-se no auditório municipal, na presença de duas centenas de pessoas, com muitos jovens, uma sessão solene evocativa, com intervenções do presidente da Câmara, José Godinho, do presidente da Junta de freguesia de Aljustrel, do presidente da direcção da Aldraba e de Kalidás Barreto.
Encerraram a sessão um grupo de metais da Sociedade Filarmónica, dirigentes da Aldraba que disseram poemas de Adeodato e os grupos de cante do MDM e do Sindicato dos Mineiros.
Aqui fica um excerto da intervenção do presidente da direcção da Aldraba:
Adeodato viveu intensamente os seus dias. Dias irrepetíveis de profunda aplicação escolar, de exaltante produção filosófica e poética, esgrimindo pensamentos, e de um incansável labor, enquanto notário e artista, homem livre e cidadão interventivo.
Semeador de jornais, pedagogo, esperantista, solidário, sonhador da harmonia na diversidade, Adeodato desafiou o “status” dos acomodados, dos medíocres, que em todas as épocas tentam travar o progresso.
No passado mês de Novembro estivemos presentes na Casa de Goa, aquando da bela homenagem que ali foi prestada, na presença do saudoso Orlando Costa.
Assinalámos o dia do nascimento, com ilustres convidados, em 5 de Dezembro na Casa do Alentejo, num jantar-convívio.
Oito dias depois, nas solenidades que a nível nacional sublinharam a importância deste vulto da cultura luso-indiana, quisemos participar em Coimbra, ao lado da família, e hoje, em Aljustrel, terra muito especial tão ligada à memória de Adeodato Barreto, este trabalho atinge o seu auge com o fôlego do estímulo de gente fraterna.
Vamos fazer um ano no próximo dia 25 de Abril.
A Aldraba persegue o exemplo de homens como Adeodato Barreto. Trabalhamos sem alardes nem embustes. (...)
VIVA ADEODATO BARRETO!