"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

terça-feira, janeiro 15, 2008

Um Poema de José Filipe Rodrigues: As Pontes Que Ardem ao Entardecer


Conheci-o através de amigos comuns, o Manuel e a Maria Amélia, e Évora é a grande ponte entre o Filipe que está na América e este Filipe que permanece em Lisboa.
Regularmente, como as ondas do mar, os poemas dele visitam-me. Hoje, partilho convosco estas palavras cheias de sentido poético e que são um bálsamo de esperança num universo de malfeitorias. É o sentimento de um coração português a palpitar por esse mundo e mundo.
As pontes que ardem ao entardecer

deixam-nos muito distantes

do outro lado, da outra margem,

e de muitos ideais e sentidos

para viver e já vividos.

Do lado de cá, nesta margem,

ainda existem caminhos e viagens

por percorrer e desbravar.

As pontes que ardem ao entardecer

nunca foram nem serão o fim,

porque na margem do lado de cá

ainda há quem cuide do jardim

e invente as flores que não há.
Poema e imagem: José Filipe Rodrigues

3 comentários:

isabel mendes ferreira disse...

obrigada....Luis.



generoso.


obrigada por nos "ofereceres" este olhar.

límpido.



beijo.Te.

Fátima disse...

Luis... finalmente ontem à noite passei por cá :) Ainda não com aquele tempo que mais esta tua entrega merece, mas o suficiente para perceber que vou estar por aqui contigo uns belos bocados - este espaço tem características de ponto de partida, desperta sentidos e memórias. Obrigada :)

Deixo-te uma pequenina retribuição... a música que me ecoou na alma quando li este poema... e não foi só pelo título. Ouve:
http://www.youtube.com/watch?v=CypY02Xt0x8

Beijo, até já.

Bichodeconta disse...

Sempre enternecedor este espaço que há alguns dias não visitava.. O poema está magnifico.É sempre bom passar por aqui, ler-te.. Um abraço, ell