"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

domingo, dezembro 17, 2006

Poema de José Filipe Rodrigues, com desenho intitulado "Meu Pai "de seu filho Jonathan Rodrigues


meu filho

quando chamares pelo meu nome

não o vais encontrar nas páginas mitológicas

que os poetas inventam e revelam.

de grandioso só vais descobrir o meu amor por ti

o que nenhum deus, poema ou paisagem

consegue encarnar ou descrever

na sua plenitude.

JFR

Uma Rosa de Saúde para a Paula


Querida Amiga: Desejo-te dias melhores num futuro que não tarde. E que os teus melhores sonhos se realizem sem sobressaltos. Se há hipótese de sermos felizes neste mundo, tu mereces e já é tempo de saboreares aromas e sabores do paraíso. O melhor para ti, é o que te desejo, amiga que és para toda a vida. Bem Hajas por tudo o que és e fazes! Natal és tu a sorrir.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Luandino Vieira: A Sabedoria


Extractos de uma entrevista de Luandino Vieira a Alexandra Lucas Coelho, publicada no"Mil Folhas" suplemento de 15 de Dezembro de 2006 do "Público":
"Fui sempre escrevendo. Pelo menos fui sempre armazenando. Como fui vendo sempre a realidade em termos de literatura, o que é defeito meu, porque muitas vezes subestimo, outras vezes subestimo as pessoas, e os senntimentos das pessoas. É sempre uma alienação, uma fuga - protejo-me de que seja uma falta de respeito (...)
Autonomia, sim. Faz parte do meu carácter. Sempre tive que me virar sozinho. Acabei por ficar mais solitário do que gosto de ser...Não percebe pela conversa que não gosto de ser solitário? Acabo por conversar muito, mas depois retraio-me, meto-me na minha concha (...)
Não acredito em nenhum (regime). Um regime é uma coisa perfeitamente transitória. Os homens desenvolvem formas de se auto-governarem conforme as necessidades. São sempre circunstancialismos que determinam isso. Hoje, o mundo tem esse modelo, a democracia. E viu-se por exemplo o que deu tentarem impor a democracia no Iraque."

sábado, dezembro 09, 2006

AUSENTE


A esta hora em Alpedrinha, prepara-se a divulgação do último livro de Jorge Rua de Carvalho, que me comprometi a apresentar pelas 18 horas nos Antigos Paços do Concelho.
Escrevo de Lisboa, da casa onde habito, lamentando não poder estar presente, por motivos de saúde.
Logo à noite no Teatro Clube local sobe à cena a revista "Isto é Que Vai Uma Crise" representada pelo elenco do Grupo Dramático e Escolar "Os Combatentes" que viajou numa excursão que o meu estado de espírito me impediu de partilhar.
Alpedrinha e "Os Combatentes" não têm culpa nenhuma deste meu mal estar, tenho andado a tomar medicamentos para impedir que a ansiedade destrua o que se construiu ao longo de uma vida.
Estou doente, não sei até quando.
Só mais uma palavra: Peço que não me deem as Boas Festas, preferia estar morto a ter de assistir à pressão e prepotência quotidiana, ao constante esticar da corda sensível, no trabalho e nos relacionamentos ditos de amizade.
Deixei de conseguir aguentar.
Não sei quando volto.
Foto: 1988, doente com hepatite

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Cortelha, um Lugar para o Encontro










Conheci a Cortelha em Janeiro, dias antes de um manto branco cobrir a serra do Caldeirão e desde logo, pelo ar fresco mas sadio dos lugares secretos, resguardados das confusões do mundo dito civilizado, senti que ali seria um lugar bom para sonhar. Sonhei um encontro, para desvendar a vida de um povo que percorre os dias que passam entre Dezembros e Agostos.
Conheci-os agora. Primeiro eram dois nomes, a partir de uma conversa de um restaurante acolhedor, o "Solar dos Presuntos", onde a Sandra nos serve iguarias com sabores da tradição espalhando os seus quadros pelas paredes do recinto, e a vontade de compartir com mais amigos a beleza de um lugar assim, distante da confusão, protegido por árvores sobreviventes, abraçado por águas cristalinas da serra e ventos embaladores.
Desvendei a sabedoria dos idosos que mostraram como se vive, através de jovens luminosos que dançam o tempo dos avós para lhes darem saúde, alegria, satisfação, sorrisos - o melhor remédio- convivência.
Percebi que gente muito nova recolhe os tesouros que aprende e partilha.
Ficarei eternamente adorador daquele lugar onde vivi um dos dias mais maravilhosos da minha vida, entre pessoas simples mas imensamente importante porque faz da existência um lugar para o encontro.
Texto: LFM Fotos: Mário Rui Sousa.

terça-feira, novembro 28, 2006

A ALDRABA EM LOULÉ DIAS 1 E 2 DE DEZEMBRO







A Aldraba-Associação do Espaço e Património Popular enviou aos seus 116 associados e divulgou no seu blogue http://aaldraba.blogspot.com e no site www.aldraba.org.pt o programa do encontro de Outono que vai decorrer em Loulé.
Prometem uma jornada memorável no Barrocal:
"Vamos desta vez até terras algarvias, depois de a ALDRABA ter já visitado ou realizado actividades em localidades dos distritos de Beja, Évora, Castelo Branco, Leiria, Lisboa e Santarém.Convidamos os associados (e seus familiares e amigos) a participarem neste 7º Encontro, que vai ter lugar no concelho de Loulé, entre a sede do concelho e as freguesias de Querença e de Salir, com o seguinte programa:
Sexta-feira, 1 de Dezembro
12h :Recepção aos participantes na Casa do Povo de Querença
12.30h : Almoço de feijoada com carne de porco preto, oferecida pela Junta de Freguesia de Querença
14.30h : Percurso pedestre pelo barrocal, observando alfarrobeiras seculares, o bufo e a águia de Bonelli, o moinho ti Casinha, a Ribeira das Mercês, a Fonte Filipe, os Montes do Almarjão, a calçada da Amendoeira, e caminhos antigos.
16.30h : Convívio com a população, de novo na Casa do Povo de Querença, que incluirá intervenções de alguns notáveis locais, como a D. Filipa Faísca (artesã de bonecas e poetisa de raiz tradicional), a D. Albertina (poemas), o Sr. Tonico (cesteiro), a prima Alice e outras senhoras (a fazer uma empreita).
Deslocação até Loulé, com jantar livre e dormida em Loulé
Sábado, 2 de Dezembro
10h : Visita ao Museu de Arqueologia de Loulé, seguida de visita ao centro histórico da cidade e ao Núcleo de Frutos Secos, com apresentação da doçaria com frutos secos pela Drª Conceição Amador.
13h : Almoço na Casa dos Presuntos (localidade de Cortelha),cujo menu completo importará em 12€.
15h : Passeio pedestre até a um moinho típico, organizado pela Associação dos Amigos da Cortelha. 16h : Convívio com o Grupo Etnográfico da Serra do Caldeirão.
18h : Fim do Encontro
As deslocações dos participantes até Loulé, dentro do concelho e no regresso far-se-ão nos meios de transporte próprios dos associados e dos seus amigos. Quem deseje participar e não tenha meios próprios de deslocação, deve indicá-lo para que tentemos encontrar alguma boleia.As inscrições para a participação neste 7º Encontro devem ser-nos transmitidas pelos telefones 967187654(L.F.Maçarico), 963708481(J.A.Franco) ou 966474189(Margarida Alves), ou ainda através de mensagem electrónica para aldraba@gmail.com.
Saudações associativas.
Texto:JAF/LFM; Fotos:LFM

domingo, novembro 26, 2006

VIII Encontro de Poetas em Alpedrinha










No passado dia 18 de Novembro, realizou-se em Alpedrinha, no Salão Paroquial, o VIII Encontro de Poetas, iniciativa que criou um público fiel para quem a poesia é pretexto para convívio com a poesia do Mundo.
Já por ali passaram jovens poetas de Espanha, alguns prémios revelação da Associação Portuguesa de Escritores, poetas beirões, poetas de Lisboa, poetas do Alentejo... a maior parte com obra publicada e conceituada.
Desta vez, estrearam-se três poetas que têm divulgado os seus versos em periódicos e na Internet. Um destes dias, tenho a certeza, vamos lê-los em livro...
Paula Cristina Lucas da Silva, filha da terra conquistou os conterrâneos com o esplendor da arte que tão bem domina. O professor Jorge Souto e a actriz Nádia Nogueira, encantaram pelas palavras que partilharam: plenas de mundivivência e ternura pela vida.
O Padre Manuel Igreja, o provedor Dr. António Ribeiro (e sua esposa Dona Pilar), António Simões, poeta de Beringel lido pela ex-aluna São Baleizão, Luís Maçarico, o Engº José Alberto Franco com João Cabral de Melo Neto ("Morte e Vida Severina") e o Dr. João Mendes Rosa, director do Museu de Arqueologia do Fundão, que apresentou poemas de Núria Benito ("Creencias") foram os restantes intervenientes.
Esta iniciativa foi criada e é acarinhada há uma década por Francisco Miguel Barata Roxo, de quem partiu igualmente a ideia de editar uma revista de poesia "Petrínea", da qual foram publicados dois números.
Fotos de Mário Sousa