"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

sábado, dezembro 09, 2006

AUSENTE


A esta hora em Alpedrinha, prepara-se a divulgação do último livro de Jorge Rua de Carvalho, que me comprometi a apresentar pelas 18 horas nos Antigos Paços do Concelho.
Escrevo de Lisboa, da casa onde habito, lamentando não poder estar presente, por motivos de saúde.
Logo à noite no Teatro Clube local sobe à cena a revista "Isto é Que Vai Uma Crise" representada pelo elenco do Grupo Dramático e Escolar "Os Combatentes" que viajou numa excursão que o meu estado de espírito me impediu de partilhar.
Alpedrinha e "Os Combatentes" não têm culpa nenhuma deste meu mal estar, tenho andado a tomar medicamentos para impedir que a ansiedade destrua o que se construiu ao longo de uma vida.
Estou doente, não sei até quando.
Só mais uma palavra: Peço que não me deem as Boas Festas, preferia estar morto a ter de assistir à pressão e prepotência quotidiana, ao constante esticar da corda sensível, no trabalho e nos relacionamentos ditos de amizade.
Deixei de conseguir aguentar.
Não sei quando volto.
Foto: 1988, doente com hepatite

8 comentários:

Anónimo disse...

Há momentos assim, em que precisamos parar senão rebentamos as costuras do corpo, destapa-se a cabeça e explodem por lá os miolos.
Há momentos em que já não aguentamos nem com mais uma pena, nem mais uma palavra.
Há momentos em que temos que dar a prioridade a nós próprios, estar só connosco, respirar o ar sem medo e sem pressa.
Eu também já os vivi e de certo modo ainda os estou a viver. Por isso eu compreendo o que passaste até chegar ao ponto de dizeres Ausente. Agora está dito não contes o tempo, nem regresses por causa de outrém. Regressa quando for o teu momento. Nós esperamos, e sabemos que o teu regresso é certo. Beijos de nós as duas, abraços de nós os quatro.

Eduardo Castro Serra disse...

Amigão
Como é óbvio, sentimos falta da tua presença física. Foram apontadas justificações para a tua ausência, todavia, fico preocupado contigo.
"Isto é Que Vai Uma Crise" Teve a resposta que Apedrinha costuma dar às coisas de valor: Casa cheia.
O teu espírito esteve sempre presente.
Aquele abraço, sempre.

petratinea disse...

Olá Luis, és daquelas pessoas que não se nota a ausência fisica, seja em que circunstâncias for, estiveste lá sim, em qualquer diálogo, tu vinhas sempre á conversa, os amigos esses sentiram a tua falta mas não a tua ausência, tens obra Luis, já fazes parte do cotidiano de muitos, por exemplo do meu, como disse o Eduardo, os amigos sentiram-te em espírito, grande abraço e um dia destes vejo-te por aí.

MRS

Fernando Jorge Pires disse...

Amigo Luis:
Quero apenas desejar-lhe as rápidas melhoras e espero que dentro em breve possa vir ter connosco a Alpedrinha. Como sabe, temos de ver os presépios na rua do centro histórico. Conto consigo.
1 abraço e espero que recupere depressa.

augustoM disse...

Luís, do corpo trata o médico, mas do espírito se não formos nós nada nos acode. Como pode um homem forte de espírito e de causas, se atraiçoar a si mesmo, deixando-se enredar nas garras das medusas fedorentas. Onde está o homem que sempre julguei maior, pelo tamanho do coração. Não posso acreditar no que li, fecha os olhos inspira fundo e vê-te no teu Margrebe, lembra os cheiros, os odores e os ruidos e com um pouco mais de esforço, os paladares. Vaguei por lá até o cá ficar no esquecimento.
Ânimo homem, não constas no rol dos vencidos, por que teimas em sê-lo. Acorda do pesadelo e vai à luta que guerreio és tu.
As tuas melhores, e mesmo que não queiras, Boas Festas, com um grande abraço. Augusto

Alexandre Pirata disse...

Amigo Luís que de maçarico pouco tem!
Foi com preocupação que li o teu "ausente". Penso que te conheço o suficiente para perceber que se suou o "estoiro", é porque a coisa é séria.
Nestes momentos de profunda agonia, quando a mágoa do espírito é mais forte, só um retiro como a tua Jerba, te pode recompôr.
Encontra uma Jerba por perto.
Luís gostava que me indicasses, o meio mais espedito para comprar o livro que foi editado há um ano "Memórias do contrabando em Santana de Cambas", para oferecer pelo Natal, a um ex-contrabandista com 96 anos que vive em Montemor.
Com os votos de uma rápida recuperação, um grande abraço,
Alexandre Pirata.

rosamaria disse...

Amigo Luis desde o Alentejo vai o meu abraço amigo e votos de que passes um natal muito feliz,cheio de saúde paz e amor...beijos

rosamaria disse...

Amigo Luis desde o Alentejo vai o meu abraço amigo e votos de que passes um natal muito feliz,cheio de saúde paz e amor...beijos