"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

quinta-feira, maio 09, 2013

Co-Adopção

Há uma mentalidade arcaica, trauliteira, que em tudo se revela medíocre e preconceituosa, causando infelicidade aos outros.
Falo dos que preferem escolher os tiranos, que temos de suportar, perdendo a dignidade e o direito ao pão, à saúde, à educação, aos bens essenciais.
Esses mesmos cidadãos, parte maioritária dos que votam, também se manifestam noutras decisões importantes.
Basta ver os comentários retrógrados, insultuosos, que predominam nas notícias de jornais sobre a proximidade da votação na co- adopção.
Advogados juntam-se a esta postura e um dos mais mediáticos defende que uma criança deve ter pai e mãe e nunca dois pais ou duas mães em que um deles assume o papel que nos casais considerados normais cabe à cara-metade.
O problema é que estes moralistas homofóbicos, primeiro, desconhecem resultados, não acompanham a felicidade que meninos ou meninas possam ter, que na família dita normal, na realidade disfuncional, lhes estava vedada, por tratamentos criticáveis, pois não é por se ter pai e mãe que se é mais feliz. Nem é justo que cresçam em instituições, ou sofram toda a sorte de infelicidades, para que a família se mantenha custe o que custar.
A Assembleia da República vai votar uma proposta que pode alterar as injustiças e trazer paz às crianças (e aos novos pais) que merecem viver sem sobressaltos.
Espero que toda a esquerda vote a favor da co-parentalidade.
A Sociedade também se muda nestes pormenores que são fundamentais.
A participação de cada um de nós ao lado dos Amigos que precisam de um estímulo, de uma cumplicidade, é nesta hora decisiva.
Conheço um caso de uma criança feliz que tem dois pais.
Voto a favor do amor que dedicam àquela criança, de sorriso feliz, ternamente cuidado, como se fosse sangue do seu sangue.
Lembro-me de um menino da minha infância, que tinha pai, mãe e avó todos alcoólicos. Um dia, uma rata de cano de esgoto comeu o nariz ao menino e não é história imaginada.
Porque se opõem e o que pretendem os senhores de gravata e discurso altivo? Impedir os outros de viverem de acordo com a sua vontade, coartar a liberdade de crianças e adultos terem direito a um mundo mais fraterno?
Como não posso ignorar a realidade que me rodeia, porque sou sensível e humano e fiquei tocado pela bela  história de renascimento de três vidas, não falando nos avós, deixo o meu testemunho e, embora não tenha direito a voto, fica assinado pelo meu punho que sou a favor da co-adopção.
Luís Filipe Maçarico (texto e fotografia)

7 comentários:

Ema Maria Câmara disse...

Concordo absolutamente!

Ema Maria Câmara disse...

Concordo plenamente!

Ema Maria Câmara disse...

Concordo plenamente!

SB disse...

Subscrevo!

SB disse...

Subscrevo inteiramente!

Ezul disse...

Não podia estar mais de acordo e defenderei sempre o direito à co-adopção. O preconceito faz as pessoas cegas. O que torna as pessoas tão preconceituosas e insensíveis à felicidade dos outros? O medo de que o seu mundo de convicções comece a ruir? Tristes!!!

elvira carvalho disse...

Subscrevo na totalidade amigo. Afinal a sociedade não está sempre a dizer que o que interessa é a felicidade da criança? Então porque vedar-lhe esse direito? É melhor que andem perdidas na rua?
Um abraço e tudo de bom para si.