"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

terça-feira, maio 11, 2010

SETE


Não bastava roubarem-nos o direito à reforma em tempo saudável e ao fim de tantos anos de trabalho. Destruíndo sonhos...
Não bastava os salários congelados quando as actualizações são baixíssimas...
Não bastava o insulto da corrupção que tanto tem degradado a confiança nos políticos alternadeiros...
Não bastava o vómito de repetidos, dolorosos sacrifícios, para ainda termos de suportar a fantochada à volta do Papa. Quanto dinheiro se gasta? Quanto trabalho em época de aperto se desperdiça?
Não contem comigo para apoiar Papas, Selecções, Ministragem, Alegres (o tal que apenas queria manjedoura) ou Nobres (porque saiu este senhor da sua fachada humanista, se afinal quer poleiro como os outros? Claro, para ajudar Cavaco a ganhar uma vez mais!) tudo farinha do mesmo saco: entreténs da populaça, para desviar os cérebros do essencial - desemprego, pobreza, malfeitorias sucessivas.
Não contem comigo para gostar deste Portugal, não me peçam bandeiras à janela. Tenho vergonha do excesso de merda que me rodeia.
É preciso que haja não uma, mas Sete Revoluções.
Acorda, Portugal!
Texto e foto (manif. do 25 de Abril 2009) de Luís Filipe Maçarico

5 comentários:

elvira carvalho disse...

Absolutamente de acordo.Ouvi um analista dizer que esta vinda do Papa a Portugal vai custar ao estado qualquer coisa como 77 milhões de euros. Para um país em crise é obra...
Um abraço

Agulheta disse...

Amigo Luís.Sabe adorei ler todo que escreveu,estou inteiramente de acordo.E como diz a elvira é obra o dinheiro que se gasta,já nem falo do estado,mas até da própria Igreja que sabe se quiser da miséria em que algumas pessoas vivem! Depois o Zé povo é que vai pagar,é mesmo farinha do mesmo saco.
Abraço Lisa

mariabesuga disse...

"...papas... gosto das de abóbora, das de milho, das de sarrabulho... as outras são como o que me lembro das de linhaça... só para emplastros na barriga das pernas como diria o meu pai...

Por falar em emplastros... ah!... pois não sei porque é que fui falar de emplastros numa conversa de papas mas subconscientemente lá há-de ter alguma razão de ter acontecido."

Trouxe aqui parte de um comentário que já havia deixado noutro blogue acerca do mesmo assunto.

Também não estou para ser tolerante apesar de nos virem dar na cara com tolerância de ponto. Até parece que estão a dar uma grande coisa. Mas é o suficiente para alguns se sentirem lisongeados e agradecidos...

BeijAbraço Luís meu Amigo de palavra certa e pensamento e coração no lugar da razão.

Sérgio O. Sá disse...

Sete revoluções? É pouco!
No entanto, uma só chegaria, se fosse verdadeira.
Abraço

Mar Arável disse...

Assino o teu texto

Abraço