
"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
Intervalo-II

domingo, fevereiro 05, 2006
Com Ternura e Verve...

Ao almoço, no início da tarde de 21 de Janeiro no Texugo, em Peniche, ela estava assim.
Qual não foi o meu espanto, quando constatei, uns dias depois, que ela escrevera: "estou sem paciência para blogar".
Para quem não saiba, o Vemos, Ouvimos e Lemos foi o modelo e ela é a madrinha destas "Águas do Sul", no já distante Agosto de 2004...
Estou à espera que voltes à blogosfera, com ternura e verve contra a merdura dos vermes!!!...
(fotografia LFM)
Um Poema de Ana Machado

Recebi há vários meses um mail da antropóloga Ana Durão Machado, autora de um belíssimo estudo sobre um grupo de Cante Alentejano existente no Feijó :"Os Amigos do Alentejo ("Há Cante no Feijó")
Diz a Ana, que escreveu este texto "Inspirada na escrita criativa do primeiro curso, depois de ver muitos postais de
"De todos os cantos do mundo chegam notícias de paisagens, pessoas e lugares.
Chegam promessas de viagens sonhadas que não pude realizar.
Chegam ecos de aventuras imaginadas.
Chegam imagens de cidades grandes, cheias de cor, luz e folia,
banhadas por rios coloridos e curvilíneos,
Chegam postais de praias desertas,
Onde gostava de me banhar e contemplar amanheceres mágicos.
De todos os cantos do mundo chegam mensagens de fé e reflexão,
De templos, igrejas, sinagogas e mesquitas,
Onde o nome de Deus se multiplica em contínuas orações e nunca é vão.
Chegam informações científicas de rituais sagrados e milenares,
De povos que se besuntam com a terra e inscrevem no corpo códigos e sinais,
De festas e de romarias, de Carnavais em terras quentes.
De todos os cantos do mundo,
Chegam novidades de aventuras, assaltos e sobressaltos,
De destemidos que escalam montanhas,
E de audazes valentes que atravessam as areias do deserto".
"Também eu quero conhecer o mundo!!!!! Está na hora de partir e de o alcançar."
(fotografia de LFM: porta da Casa do Alentejo)
sábado, fevereiro 04, 2006
Um Morábito em Aljustrel?



Como tenho deixado escrito, e no caso mais recente, em Janeiro, aquando de uma visita a Peniche, em que me deparei com um monumento destes, ensanduíchado por construções diversas, pode tratar-se de uma ermida, erguida a um santo homem do islão (sidi), que terá vivido no local, e seria um eremita, a quem os habitantes em redor iriam pedir conselhos, pois lhe reconheceriam uma postura de exemplar sabedoria.
Todavia, pode tratar-se apenas de uma reprodução, da arquitectura mudéjar (a arte assim chamada refere-se a construções executadas por mouros submetidos ao cristianismo, que não perderam as suas raízes culturais), que se estrutura em forma de cubo, com cúpula...
Mais uma vez, os arqueólogos podem pronunciar-se acerca do tema, que considero apaixonante.
(fotografias de LFM)
quinta-feira, fevereiro 02, 2006
Fernando Duarte
O Fernando desde muito novo tenta absorver de cada dia a essência. É perfeccionista, não gosta das coisas feitas em cima do joelho.
Estive com ele em Cacia, numa noite de risos, com a Paula, as três Cristinas. Belas lembranças de uma caminhada feliz pela Torreira, no parque de campismo do Porto. Em Alpedrinha.
Conhecemos melhor o Alentejo.
Fundámos associações e o João, sempre ao nosso lado, questionando, seguindo as pegadas dos pais...
O Fernando é daqueles amigos que são verdadeiramente irmãos. Tantos sábados e domingos a saborear as belas iguarias com que a Paula nos presenteia.
Tanta descoberta de patrimónios, a três...a quatro...
O Fernando não brinca em serviço e é o grande obreiro, com o Fernando Amaral e com o Duarte pai, do documentário que a Aldraba está a fazer sobre Jorge Rua de Carvalho.


Recordo que na véspera de uma viagem para Cabo Verde adoeci e o Fernando ficou triste.
Mas pudemos estar há um ano juntos no sonho da formação de uma associação com um espírito fraterno, verdadeiramente novo, onde ele tem entusiasticamente participado.
Escrevi estas linhas só para dizer que o Fernando, como a Paula e o João são uma parte importante da minha família, e que um dia destes quero festejar o facto de andarmos por cá, às vezes em ruas tortas, por caminhos apertados, mas com vontade de partilhar sonhos e tornar o ar mais respirável com as nossas gargalhadas.
Abração.
Luís
(fotografias LFM: o Fernando Duarte a filmar o documentário, com o Jorge Rua perto)
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
Silva Amaro: A Porta da Poesia


Natural de Juncal do Campo (Castelo Branco), Silva Amaro vive no Fundão há 32 anos. Através do seu livro "A Porta" lança um olhar inquieto e irónico sobre a realidade, que importa conhecer. Atente-se no poema da página 43:
a violência e o sexo
da tv é o nexo
a carga policial
é mezinha social
o nobel é nacional
a amália virtual
a ponte era aérea
no chão da tragédia
kosovo e timor
não são guerras d'amor
as torres gemeram
os deuses estremeceram
não se veste um fraque
para ir ao iraque
no calor da rua
arde a verdura
fabricamos princesas
num mundo às avessas.
(fotografia de Mónia Roxo e capa do livro de Diamantino Gonçalves)
