"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

segunda-feira, maio 01, 2006

Aldraba é Sinónimo de Trabalho de Equipa e Nome de Site


Em 2005, no dia da Liberdade, nascia a Aldraba. Sonho ousado para quem não tinha sede, mas mesmo assim fizeram-se estatutos, debatidos ao longo de cinco meses de reflexão de uma Comissão Promotora que reunia em casa de dois futuros vice-presidentes da direcção eleita em Assembleia Geral fundadora, que aprovou os estatutos e o programa de actividades.


Decorreu um ano. O fôlego desta jovem associação está patente nos resultados: mais de 100 associados, parcerias com diversas autarquias, seis encontros (Montemor-o-Novo, Viana do Alentejo, Alqueva I - visita à barragem e interacção com populações das aldeias da Luz (Mourão) e da Estrela (Moura), Alqueva II - debate na Ordem dos Arquitectos sobre as aldeias da Água, com Isabel Guerra, Raúl Caixinha e Maria João George, Coruche e Aljustrel).

Mas não é tudo...Houve também 3 exposições: Aldrabas e Cataventos, Momentos de Rua nos Pátios de Lisboa, Centenário de Adeodato Barreto. Fizemos duas assembleias muito participadas, mantivemos um blogue que vai a caminho do ano e meio de existência, criámos dois e-mails, um no hotmail, outro no gmail, mas não parámos de sonhar. É por isso que desde há alguns meses decidimos realizar um filme sobre a vida e a obra de Mestre Jorge Rua de Carvalho, homem do associativismo, do teatro de amadores, da poesia popular, do fado operário e do reencontro com a memória dos pregões de Lisboa e das brincadeiras de infância dos anos 20-30.

Fizemos parte do júri do concurso de pintura sobre o contrabando em Santana de Cambas e fizemo-nos representar na apresentação do livro sobre o mesmo tema que foi realizada na nova sede da Junta de freguesia local, numa inesquecível jornada de memórias e fraternidade transfronteiriça. No pré-lançamento desta obra em Alpedrinha também estivemos presentes.

Na Aldraba não há um presidente iluminado, há uma equipa que interage, que produz todo este trabalho, o qual efectivamente é colectivo e o nosso prestígio advém desse compromisso de cada um com o todo que são os associados.
Temos uma postura que recusa a de certas agremiações cujo objectivo primordial é" ensinar o povo a respirar".
Por isso chegámos aqui: o nosso boletim é motivo de satisfação e aplauso, bem como o site que nos propusémos criar e agora é uma realidade.

http://www.aldraba.org.pt/

A todos os que transformaram o sonho em realidade, do cidadão anónimo ao companheiro que se destacou na Sociedade pelo seu desempenho a bem do colectivo, é chegado o momento de demonstrar reconhecimento e orgulho, por termos semeado, justamente neste blogue, a inquietação que gerou um dos mais belos ideais realizados em vida.
Obrigado, companheiros de sonhos!





























sábado, abril 29, 2006

Comemoração do Primeiro Aniversário da Aldraba
























Após um almoço no restaurante "Estrela do Dia" que reuniu perto de cinquenta pessoas, entre associados e amigos, decorreu entre as 15 e as 20 horas, na sede do Grupo Dramático e Escolar "Os Combatentes" a festa comemorativa do Primeiro Aniversário da "Aldraba".
Participaram: um grupo de Jazz, que interpretou temática europeia, a poetisa Rosa Dias, sempre inexcedível, Maria Eugénia Gomes que disse com graciosa intensidade Sophia de Melo Breyner e Mia Couto, Mariana Torrinha que interpretou duas canções, uma com adufe e outra com acompanhamento de violoncelo, Maria Conceição Baleizão, com a marca profunda do Alentejo na respiração do seu universo poético, Kalidás Barreto que divulgou um comovente poema inédito, exemplar, de seu pai Adeodato Barreto, Manuel Silva (Mané) que explicou o seu projecto de um livro sobre o bairro da Musgueira, visto do lado de dentro, Cristina Pombinho, Paula Lucas da Silva, ambas professoras de filosofia, as duas de uma escrita belíssima, sobre o Amor e sobre a Terra, o poeta Fernando Pinto Ribeiro, poeta maior autor de poemas dispersos em antologias e que urge ver editado em livro, Carmen Filomena foi excelente a partilhar Sidónio Muralha, associado da simpática colectividade da Rua do Possolo que este ano completa 100 anos, Maria Amélia Sobral Bastos disse com muita envolvência Luís Jordão, presente na sala, Margarida Alves fez a assistência vibrar com a obra de Manuel da Fonseca, Jorge Rua de Carvalho empolgou as dezenas de pessoas que assistiram ao evento com poesia muito sentida e muito bem dita. José Alberto Franco disse Domingos Carvalho e Luís Maçarico partilhou José do Carmo Francisco e João Coelho, todos eles ausentes por motivos de saúde, familiares e institucionais.
A variedade de poetas, estilos musicais e, porque não dizê-lo, a diversidade de culturas patentes nessas intervenções, culminou com a actuação do Grupo Etnográfico Amigos do Alentejo, que tiveram uma brilhante intervenção, terminando a longa sessão num espaço muito bonito da colectividade onde se saboreou um simpático beberete oferecido pela Junta de Freguesia de Prazeres. Actuaram ainda nesse local o poeta e pintor Luís Ferreira, homem fraterno que uma contribuição estimulante, os jovens Nádia Nogueira e João Gonçalo Freitas que disseram Ary dos Santos e Miguel Torga e Elsa de Noronha, intérprete ímpar de poetas africanos.
Estão de parabéns as três entidades envolvidas neste acontecimento inesquecível, bem como todos aqueles que há um ano atrás decidiram criar a Aldraba-Associação do espaço e Património Popular, que neste momento conta com cento e cinco associados, o último dos quais é Kalidás Barreto.
(texto e fotos de LFM)