


"Mértola, O Último Porto do Mediterrâneo" obra monumental, dividida em três volumes, é o resultado de duas décadas de trabalho estimulante no terreno, escavando um chão repleto de tesouros e de respostas para perguntas pertinentes, respostas essas que certamente também passaram pela observação e interpelação da peculiar forma de estar do povo.
Consequência de imensa pesquisa, inúmeras reflexões, intensos registos, este livro foi apresentado pelo vereador da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, pelo presidente da Câmara Municipal de Mértola, pelo orientador do arqueólogo, pelo director do Campo Arqueológico de Mértola e pelo autor, que de uma forma muito envolvente passou em revista o percurso que originou este documento fundamental para o conhecimento da bela terra do Baixo-Alentejo.
Terminou o investigador - que é, desde Outubro, vereador na Câmara de Moura - dizendo: "O futuro está à esquina".
Ficaram também na memória as palavras de Cláudio Torres, que reafirmou o empenho do Campo Arqueológico de Mértola no estreitamento de laços com os povos magrebinos, numa altura em que as portas que se foram abrindo estão agora a ser mediatizadas pelos piores motivos.
O evento terminou com um beberete, que incluía um tinto excelente, acompanhado por espetadas de tâmaras com rodelas de banana, entre outras iguarias de chorar por mais, que desapareceram num ápice.
A lua crescia ao lado do castelo e apesar da noite fria e ventosa soube bem ser embalado pelas ruas de Lisboa, no regresso a casa, com estórias à mistura e uma grande satisfação por poder ter estado ali e ter convivido com amigos com quem sabe sempre bem partilhar as pequenas grandes coisas do quotidiano. Obrigado Santiago!
(fotos de LFM)





