"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

sábado, fevereiro 04, 2006

Um Morábito em Aljustrel?




Em Novembro, aquando da deslocação de alguns associados da Aldraba para se preparar um Encontro daquela associação na vila mineira, que ocorrerá no início do próximo mês de Abril, o olhar deparou-se com uma construção semelhante a um morábito, acopulada à igreja matriz.
Como tenho deixado escrito, e no caso mais recente, em Janeiro, aquando de uma visita a Peniche, em que me deparei com um monumento destes, ensanduíchado por construções diversas, pode tratar-se de uma ermida, erguida a um santo homem do islão (sidi), que terá vivido no local, e seria um eremita, a quem os habitantes em redor iriam pedir conselhos, pois lhe reconheceriam uma postura de exemplar sabedoria.
Todavia, pode tratar-se apenas de uma reprodução, da arquitectura mudéjar (a arte assim chamada refere-se a construções executadas por mouros submetidos ao cristianismo, que não perderam as suas raízes culturais), que se estrutura em forma de cubo, com cúpula...
Mais uma vez, os arqueólogos podem pronunciar-se acerca do tema, que considero apaixonante.
(fotografias de LFM)

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Fernando Duarte

Conhecemo-nos há uma vida.
O Fernando desde muito novo tenta absorver de cada dia a essência. É perfeccionista, não gosta das coisas feitas em cima do joelho.
Estive com ele em Cacia, numa noite de risos, com a Paula, as três Cristinas. Belas lembranças de uma caminhada feliz pela Torreira, no parque de campismo do Porto. Em Alpedrinha.
Conhecemos melhor o Alentejo.
Fundámos associações e o João, sempre ao nosso lado, questionando, seguindo as pegadas dos pais...
O Fernando é daqueles amigos que são verdadeiramente irmãos. Tantos sábados e domingos a saborear as belas iguarias com que a Paula nos presenteia.
Tanta descoberta de patrimónios, a três...a quatro...
O Fernando não brinca em serviço e é o grande obreiro, com o Fernando Amaral e com o Duarte pai, do documentário que a Aldraba está a fazer sobre Jorge Rua de Carvalho.


Lembro-me de cortarmos em velocidade de cruzeiro um nevoeiro denso, depois de uma inesquecível festa em Vila de Frades e Vidigueira na rota do vinho novo. Que tabernas, que descobertas!
Recordo que na véspera de uma viagem para Cabo Verde adoeci e o Fernando ficou triste.
Mas pudemos estar há um ano juntos no sonho da formação de uma associação com um espírito fraterno, verdadeiramente novo, onde ele tem entusiasticamente participado.
Escrevi estas linhas só para dizer que o Fernando, como a Paula e o João são uma parte importante da minha família, e que um dia destes quero festejar o facto de andarmos por cá, às vezes em ruas tortas, por caminhos apertados, mas com vontade de partilhar sonhos e tornar o ar mais respirável com as nossas gargalhadas.
Abração.
Luís
(fotografias LFM: o Fernando Duarte a filmar o documentário, com o Jorge Rua perto)

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Silva Amaro: A Porta da Poesia



Conheço o poeta Francisco Silva Amaro, desde meados dos anos 90. Alpedrinha acolhia então o primeiro de sete encontros, onde o verso e o convívio, entre os que escrevem e os que lêem, passou a constituir um ritual que ano após ano, levou àquela terra, gente que nem sempre será mediática, embora tenha poesia com interesse para partilhar.
Natural de Juncal do Campo (Castelo Branco), Silva Amaro vive no Fundão há 32 anos. Através do seu livro "A Porta" lança um olhar inquieto e irónico sobre a realidade, que importa conhecer. Atente-se no poema da página 43:

a violência e o sexo
da tv é o nexo

a carga policial
é mezinha social

o nobel é nacional
a amália virtual

a ponte era aérea
no chão da tragédia

kosovo e timor
não são guerras d'amor

as torres gemeram
os deuses estremeceram

não se veste um fraque
para ir ao iraque

no calor da rua
arde a verdura

fabricamos princesas
num mundo às avessas.

(fotografia de Mónia Roxo e capa do livro de Diamantino Gonçalves)

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Lugares para o Encontro





Começo e termino com uma imagem da casa do Alentejo. No meio, duas outras imagens, do Ateneu. São duas jóias do património, de entre as várias que existem na Rua das Portas de Santo Antão: Coliseu, Sociedade de Geografia...
Mas estas duas que fotografei têm muito a ver comigo: em qualquer delas, fundei associações, em ambas escrevi para os respectivos orgãos de informação e vi publicados textos meus.
Sábado passado vivi momentos associativos estimulantes no Ateneu, depois com alguns amigos, fui petiscar e ajudar a esvaziar uns jarrinhos de tinto. Como costumo dizer: uma déli!
(fotos de LFM)

domingo, janeiro 29, 2006

Viva Mozart!


Nasceu na bela Salzburgo, Áustria, há 250 anos, no dia 27 de Janeiro. Wolfgang Amadeus Mozart é um dos compositores que mais oiço, desde que me habituei, na adolescência, a sintonizar a Antena 2 e a saborear os concertos para Jovens dirigidos e comentados por Leonard Bernstein. Dos concertos de piano (interpretados por Maria João Pires) ao Requiem, que oiço muitas vezes, Amadeus é um amigo de todos os dias.
Nos seus 35 anos de existência, Mozart escreveu, além de outras obras, mais de 600 composições musicais ( de entre elas 41 sinfonias, 27 concertos de piano, 16 óperas e 19 sonatas de piano).
Como é habitual nos domingos, estou sintonizado na Antena 2, a rádio clássica.
Talvez esta revelação em país futebolístico, machistóide de cordel, habituado a tosgas de mau humor e arroto pútrido, incomode alguns caniches, para os quais não passo de um oceano de "peneiras", pois alguns seres (humanos?) não toleram que os outros apreciem e defendam a qualidade, em vez da javardice improvisada à portuga, rotulando quem se afaste da sua postura cavalar, de snobes.
Deliciado, a acompanhar, enquanto escrevo, os acordes imortalizados por Wolfgang, aqui fica o recado para os Salieri que abundam em Portugal, embora para desgraça deles ao invés daquele, não possuam qualquer capacidade criativa.
Viva Mozart!
(foto de LFM: realizada no Santuário de Nª Sª dos Remédios, em Peniche. A mão é de José Alberto Franco, que toca no sinete habitualmente usado em cerimónias religiosas)

155 Dias de Visitas de Todos os Continentes


Em 28 de Agosto passado, pelas 23,45h, instalei no "Águas do Sul" um sistema que me permite saber quem são e de onde vêm os leitores.
Passados 5 meses, 29 Janeiro de 2006, às 15,43h, verifiquei que 78,43% (5821 visitantes) daqueles que espreitaram ou se detiveram na leitura do blogue vivem em Portugal. Segue-se o Brasil, com 8,58% (637 visitantes). Ao todo foram 59 países do planeta e um satélite, que por aqui passaram.
Além dos dois primeiros mencionados, o "Águas" foi visitado por: USA (209), França (160), Espanha (87), Canadá (56), Inglaterra (52), Tunísia-em 8º lugar com 51 visitas, Bélgica (43) e México (35).
Também foram recebidas visitas da Alemanha (32) Itália e Holanda, ambas com 22, Suíça e Marrocos cada um com 21, Suécia, com 11, Líbano, Japão e Singapura com 9 visitas de cada um destes países, Argentina, Austrália e Chile, com 8 visitantes em cada um, com 6 visitas o Perú, a Áustria, o Luxemburgo e a Dinamarca. Com 5 visitas a Polónia, Macau e Angola. Com 4 visitas, Egipto, Roménia e Noruega. Com 3 visitas, Argélia, Irão, Hungria e Finlândia. Com 2 visitas, Taiwan, Venezuela, Turquia e Moçambique.
Finalmente e com uma única espreitadela, Nicarágua, Hong Kong, Mónaco, Malásia, Israel, Colombia, República Dominicana, Satélite Provider, Índia, Iralanda, Palestina, Filipinas, Cuba, Paraguai, Coreia, Indonéisa, El Salvador, Porto Rico, Belize e Grécia.
São mais de 7 mil visitas (7.427), a uma média de 47 visitantes por dia.
Geograficamente, a maioria é da Europa (6313-85,04%), as Américas estão em segundo lugar (América do Sul-663, América do Norte 300 e América Central 6= 969), segue-se a África com 86 visitas, a Ásia com 47 e a Oceania com 8.
Parabéns aos leitores pela escolha. Um abraço amigo, ainda que virtual, a todas as pessoas do mundo que privilegiam a paz, a sabedoria e a fraternidade.
(foto de LFM: forte de Peniche)

Assembleia Geral da Aldraba










Decorreu na tarde de ontem, sábado 28 de Janeiro, a terceira Assembleia Geral da Aldraba. Esta sessão destinava-se a discutir e votar o relatório e contas. Não só foi aprovado por unanimidade pelas duas dezenas de associados presentes no magnífico salão do Ateneu Comercial de Lisboa que nos acolheu, como motivou por parte do associado João Coelho (ex-presidente da direcção da Casa de Pedrógão Grande, ex-membro da direcção da Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio e actual vereador da oposição no Executivo da sua terra natal) um voto de reconhecimento à actividade da direcção no primeiro ano da associação.
(fotografias de LFM)