"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Crítica à Moda do Castrim


A SIC, depois da chachada do Jura estreou com gritaria "a melhor telenovela de sempre feita em Portugal", "ao nível das melhores telenovelas brasileiras", etc.
Não acreditei, até porque o guião veio da Argentina, e a fonte é Alexandre Dumas e o Conde de Monte Cristo. Ou seja: os tratos de polé que um clássico sofre triturado pelo efeito xaropada.
Ontem, fiz zap enquanto não começava o filme sobre Che Guevara para espreitar o Compacto da primeira semana de Vingança, e ver se a Hora H estaria por perto e qual não é o meu espanto quando transmitem duas imagens extraordinárias da novela, em que primeiro Diogo Morgado está com a face esquerda desfigurada e logo a seguir, Maria Rueff opera o infeliz protagonista na face direita, que está visivelmente transfigurada.
Ainda não vi ninguém referir esta gaffe. Mas também no meio de um sistema que deturpa tudo, que promete paraísos e lança-nos no inferno, que mal fará ao mundo a caracterização de uma novela ter-se enganado colocando num episódio o actor esfacelado de um lado do rosto e no episódio seguinte mete o personagem esfacelado no lado oposto.
Somos os melhores em pantemineirice não haja dúvida...não é verdade, Mário?

1 comentário:

NM disse...

Ah ah ah...
Esta fez-me de imediato lembrar aqueles filmes que, regra geral, as televisões são pródigas em repetições atrás de repetições, quando o herói, acabado de rebolar, cair na sequência de uma explosão, ou depois de se atirar de um carro em alta velocidade, tudo em frenéticas sequências, se levanta com um ar imaculado, roupa limpa e cabelo aprumado, como se nada daquilo fosse alguma coisa de especial... extraordinário.
Sagaz a tua observação.
Abc