"Em verdade, vivo em tempos escuros!"
Bertolt Brecht "Poemas e Canções"
"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"
Decorria o Festival "Le Monde en Fête",na Rue des Trois Rois, organizado pela associação "Le Toit du Monde", onde participavam emigrantes de vários continentes, para lá dos portugueses - que nos receberam com agressividade, pois preferiam um rancho folclórico em vez de um poeta, que ainda por cima exaltava a hospitalidade, as diferenças e semelhanças de um povo do Norte de África. E um dos emigrantes, de forma muito ostensiva. recusou o vinho do Fundão dizendo: "Eu não bebo essa merda, eu só bebo whisky", talvez para desesperadamente passar a imagem que era moderno, tinha sucesso na vida ou qualquer aberração do género.
Fomos exemplarmente acolhidos pelos libaneses que depois de receberem a garrafa de vinho, nos ofereceram o primeiro copo e subiram ao palco para lerem poemas em árabe (recordo-me que a sua associação se designava "Une Nadie Arabe") o município local recebeu-nos com elegância e um representante leu poemas em francês e eu, versos do livro na minha língua-mãe.
A escola primária que acolhia meninos dos Palops ensinava a ler por um livro de Salazar e no restaurante "Chez Fernando", depois de um convívio inesquecível com sul americanos, ao jantar, uma gorda que cantava cantigas de Gina Maria (dos Serões para Trabalhadores da FNAT) meteu-me a manápula no bolso das calças quando eu ia a passar, para me provocar, sendo admoestada pelo proprietário.
Nesses dias pernoitei em casa de um Poeta, Michel Robakowski, que me autografara o seu livro "Lieux Nomades". Durante algum tempo correspondi-me com o senhor. Recentemente, através do Facebook o Poeta regressou, evocando esse tempo, pedindo-me amizade para prosseguirmos a caminhada de partilha artística.
É nestes momentos que dou graças ao Cosmos por a minha vida não ser vazia e ter tanta coisa para contar, à escala humana.
Michel RobaKowski é igualmente pintor e foi para mim uma honra ter-me encontrado no FB que serve exactamente para estes momentos mágicos.
Luís Filipe Maçarico (texto) Fotografias de MR e LFM
Reúne esta mostra mais de 450 objectos, entre manequins e fatos de cena, figurinos, pinturas e livros, tendo como personagem central o criador do Teatro Português, nascido entre 1460-1470 (Guimarães?), expondo vestuário concebido por Almada Negreiros. Há fotografias e cartazes, oriundos de todos os grupos que representaram Mestre Gil, da Comuna aos Bonecreiros, da Barraca à Companhia Robles Monteiro e do TEUC, do CENDREV de Évora ao Teatro Experimental de Cascais.Na primeira foto que se mostra, exibe-se um fato que sendo obra de arte pertence à Fundação Calouste Gulbenkian.
De terça a domingo é possível visitar a exposição, entre as 10 e as 13 e depois entre as 14 e as 18, sendo a última entrada às 17:30. A visita custa 5 €. Os antigos combatentes apresentando o cartão respectivo, como se trata de um museu nacional, não pagam. Suponho que há desconto para grupos. Esta quinta feira o Museu foi invadido por dezenas de estudantes adolescentes, que nos seus programas escolares certamente abordam a obra que reflecte a transição da idade média para a época renascentista. Recomendo vivamente!
Luís Filipe Maçarico (texto e fotos)
"Às vezes, menos um, é mais"!
De facto, para quê lamentar quem se coloca - sem motivos - contra nós?
LFM
Os dejectos caninos aumentaram, os donos dos animais de estimação deixaram de cumprir a obrigação comunitária de limpar o chão, após o seu cão defecar.
Dizer que a Câmara deveria actuar é criar inimigos. Há pessoas que quando ouvem a nossa crítica, se pudessem fuzilavam-nos com os olhos em fúria e respondem de forma agreste que o Município nada tem a ver com a sujidade, pois segundo elas, isso deve-se apenas às prácticas de gente sem escrúpulos, sem sentido cívico.
Como fui técnico auxiliar sanitário em Lisboa num tempo em que se investiu na sensibilização sanitária, considero que estas respostas demonstram raiva sectária e fanática, para não chamar ignorância, porque é possível -sempre- fazer melhor pelo bem estar dos outros!
Portugal dificilmente avança e enriquece com tanta mesquinhez, que repudio veementemente, pois nunca me verão acorrentado a ditames onde jamais me enquadrarei seja qual for o movimento ou o/a mandante dessas linhas de (des)orientação.
LFM (texto e foto)
Não tenho particular gosto por insistir em assuntos já mencionados, mas a verdade é que carros em cima do passeio é um costume que vai aumentando em Almada, a par dos dejectos caninos.
Não percebo o que as escolas de condução ensinam e não consigo processar a razão porque se deixam os passeios repletos de cócó de cão.
É evidente que estamos perante um retrocesso civilizacional.
Será que era assim no tempo dos calhambeques?
LFM
Nunca gostei da parte hipócrita que esta épocaa encobre. Se a fraternidaade fosse o lema em que cheguei a acreditar, outro seria o Mundo e não este onde António Guterres por ter compaixão, por ser cristão e defender a paz em Gaza é considerado pelos extremistas que julgam ser donos da verdade em Israel um inimigo da paz.
E os americanos, através daquela múmia que se arrasta, no intuito de mandar no mundo, vender armas e decidir a carne para canhão que é lançada nos conflitos que de um momento para o outro (lembrem-se do Afeganistão e daquela imagem dos fiéis servidores dos imperialistas agarrados ao último avião) deixam de interessar. Mas eu devia estar a falar do Natal e do exagero dos festejos começarem cada vez mais cedo, não era?
LFM (texto e fotografia)