No sábado, como foi hábito durante dois anos, entrei na Casa Amarela e mostrei aos professores, do Campo Arqueológico de Mértola e da Universidade do Algarve, tal com o companheiro de mestrado, Marco, a evolução do trabalho realizado nos últimos meses.
Os professores Cláudio, Santiago, Susana e Luís Filipe acompanharam-nos. Este último, por volta das 13h, abalou para Faro, de onde viera manhã cedo, conduzindo, debaixo de chuva intensa, para dirigir uma aula, pelas 14 e 30h.
Será que nenhum dos alunos ausentes pensou, que estas pessoas também trabalham, como eles?
Independentemente dos motivos que cada colega tinha, para não cumprir o combinado, chocou-me que sete não tenham aparecido, pois houve dois meses, para a maioria, - que não esteve, - sugerir outra data.
Estamos a falar de mestrandos que pagaram (durante dois anos) propinas, transportes, alojamento e alimentação fora de casa, e tiveram de ler muito, fazendo o sacrifício de permanecerem quase dois dias, a muitos quilómetros da família, alguns até com filhos pequenos.
Se podem ser considerados, como fazendo parte de uma "elite"... então, que não nos espante, por esta amostra, o facto das elites governativas serem aquilo que são, enquanto espelho de um povo!
Luís Filipe Maçarico



