"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

domingo, novembro 14, 2010

Dia Mundial dos Diabetes e o Tratamento Injusto dos Doentes Crónicos


Sexta feira passada, entrei na farmácia do meu bairro, onde me picaram o dedo, para saber como estava a glicémia.

Depois, fui a Campo de Ourique, ao consultório onde o meu médico me passa as receitas, no sentido de aceder à caixa de Janumet, para monitorizar a doença durante algum tempo.

Voltei com a receita à farmácia do meu bairro, para finalmente poder comprar o medicamento para os diabetes...

Mas, pensando melhor no assunto, confesso que fiquei revoltadíssimo, concluíndo que havia perdido uma manhã de folga, quando, sendo doente crónico, podia ter acedido ao medicamento, sem esta dificuldade absurda.
Hoje é dia mundial dos diabetes.
Em Portugal há perto de 1 milhão de cidadãos com esta doença...
Não percebo porque somos tratados, como se estivéssemos atrasados num século distante...

Luís Filipe Maçarico (texto e imagem)

segunda-feira, novembro 08, 2010

A Choldra e o Receio das Hienas























Quando a manifestação de sábado passado saiu do Marquês do Pombal, a tarde estava no seu auge de luz e saboreava-se essa luminosidade, como prenúncio das lutas futuras, que terão de ser vitoriosas, para honrar os nossos mortos, que durante gerações suportaram um mundo injusto, desigual e desumano, legando-nos, julgavam eles, menos peso para a nossa caminhada.

Os companheiros que assim se manifestam, ano após ano, por vezes no mês seguinte à anterior jornada de indignação, nunca deixam os governantes seguros.
Apesar de suas senhorias alegarem que são dotadas de poderes sobrenaturais, tendo uma disposição férrea, no sentido de não alterarem as suas decisões, altamente lesivas para quem trabalha.

Vai daí, choldra puxa choldra, e um pseudo "investigador" americanóide pôs-se a jeito, pois certamente recebeu uns cobres, para levar a cabo uma "pesquisa", que a comunicação social, nada arregimentada aos patrões do toucinheiro capitalismo tuga, se babou por divulgar.

Para dar um ar mais sério, até foi revelado que alunos da Universidade Nova estiveram a contar os manifestantes, usando fotos sortidas, tiradas de lado e do alto, de baixo e sabe-se lá de onde, para dar o esclarecedor resultado de apenas terem contado 8 a 10 mil manifestantes.

Muito depois das cinco, já a noite se desenrolava, chegavam ainda trabalhadores à Praça dos Restauradores.
Mas o grande indagador aí então apenas vislumbrou uns cinco mil participantes.

Como estive lá, lamento que este género de sondagens mereça o crédito da tal imprensa servindo os interesses daqueles que anseiam cada vez mais amarrar os que trabalham à miséria, à escravidão, à incerteza de um futuro assustador, para melhor poderem explorar os que têm de vender a força dos seus braços ou a criatividade do seu espírito, para aspirarem a ter uma vida com o mínimo de dignidade.
Aliás, em minha opinião, é mais um sintoma do receio das hienas. O banquete está ameaçado...

Luís Filipe Maçarico(texto e fotografias)

domingo, novembro 07, 2010

O Murro na Mesa e os Ventríloquos


O líder do partido fundado por Sá Carneiro, tem andado nos últimos dias numa roda viva, insistindo na necessidade (ao que parece já consagrada na Constituição) de se exigir responsabilidade civil e criminal, aos governantes que mentem e nunca são punidos, pelos sucessivos buracos orçamentais.
Fustigado pelos ventríloquos da governança, sempre prontos a limpar a honra do Condutieri, tentou acalmá-los dizendo que era pra valer a partir de agora, para este e para futuros governos.
Contudo, e porque não me parece justo, pela memória que guardo acerca do que fizeram de mal àqueles que trabalham, porque não incluir nesse diktat anteriores governos dos partidos alternadeiros, que há décadas nos vampirizam?
Exigir, só agora, responsabilidade civil e criminal dos governantes incompetentes, que prejudicam Portugal?
Olhe que não, olhe que não!!!
Quer-me parecer que é uma forma de fazer esquecer que também assinou o Orçamento que me vai roubar parte do salário, atacando ainda através de impostos sortidos a bolsa de quem trabalha...
Luís Filipe Maçarico (texto e fotografia)

sábado, novembro 06, 2010

Ecos de uma Enorme Revolta










A Função Pública manifestou-se esta tarde em Lisboa.
As imagens são esclarecedoras, não precisando de comentários.
Apenas uma palavra para definir o que os trabalhadores deste sector sentem, perante a opressão e precariedade com que o Governo Sócrates/PS está a ferir de morte a estabilidade e o equilíbrio do quotidiano de todos os trabalhadores portugueses: REVOLTA!*
*Indignação que alastra a toda a Sociedade, pois cortou nos abonos de família, mas nacionalizou bancos de especuladores, antigos governantes de governos cavaquistas. Talvez por isso, Sócrates nunca tenha sido demitido...

texto e fotos de Luís Filipe Maçarico

Contra a Desumanidade


A desumanidade dos governantes está a atingir limites de decência e dignidade.
Os valores pelos quais gerações lutaram, estão a ser trucidados.
São os nossos mortos que são desrespeitados pelas decisões de gente sem nível, que pratica tiro ao alvo aos direitos conquistados com muito sofrimento, atacando os que menos protecção têm.
Entretanto, vemos ouvimos e lemos que os bancos, não obstante a crise, têm lucros tubarónicos: mais de 4 milhões de euros por dia! e sem pagarem imposto.
Quanto à redução dos salários na função pública, deixo aqui o apelo para que o maior número de sindicatos entregue em todos os tribunais do país providências cautelares, pois ao contrário daquilo que Manuela Ferreira Leite disse na Assembleia da República, este orçamento (leia-se estes cortes) não é inevitável.
Os muitos milhares de funcionários públicos que estiveram hoje na Avenida da Liberdade, em Lisboa e nos Restauradores, vindos do Marquês de Pombal, disseram Não à política desastrosa de Sócrates que todos os dias nos empurra um pouco mais para o abismo, com a tímida assinatura de Passos Coelho e a envergonhada simpatia de Cavaco Silva, pois o Partido Socialista que está no Governo tem feito as maiores malfeitorias às classes menos privilegiadas da Sociedade, protegendo os ricos.
Não é por acaso que o actual primeiro ministro se veste num costureiro da Alta Sociedade nova Yorquina - qualquer capataz do Capitalismo que se preze, tem de ter boa apresentação, para agradar aos doninhos...
Texto e fotografia - recolhida hoje nos Restauradores - de Luís Filipe Maçarico

Três Décadas de Desenvolvimento Local






Festejam-se este fim de semana, em Mértola, três décadas bem sucedidas de desenvolvimento local, graças aos contributos decisivos da Associação de Defesa do Património de Mértola e do Campo Arqueológico de Mértola.
Estão de parabéns o professor Cláudio Torres e a equipa de investigadores ligada a este projecto, bem como Jorge Revez, o rosto da ADPM, por tudo o que trouxeram de bom para o Concelho, e não é pouco.
Basta pensar no que era Mértola antes da criação destes motores de desenvolvimento local.
A legítima ligação destes cidadãos à Política, levou por vezes à cegueira dos seus opositores, obliterando o que esses associativistas, com ideias diferentes, contribuíram, no seu percurso, para a melhoria da realidade mertolense.
Amigo de Mértola, respeitando todos os que desejam para uma terra que extasia o olhar e a alma, cumprimento estes mentores do progresso, alargando aos que têm o sonho de melhorar esse rincão mágico do Baixo Alentejo, com a sua entrega e acção.
Parabéns a todos!

Luís Filipe Maçarico (texto e fotos)

segunda-feira, novembro 01, 2010

Os Alternadeiros


São os "Ídolos", a "Operação Triunfo", Teixeira dos Santos, Passos Coelho, José Sócrates, Catrogas, Medinas Carreiras, novelas, telejornais, todos a dar-nos música e a fazer-nos vomitar. Todos disputando um protagonismo serôdio no quotidiano medíocre que somos obrigados a viver.
Já agora: Tanta gente a aplaudir Lula da Silva e quase ninguém a comentar aquela opinião desse "Grande Estadista" acerca da leitura, quando confessou que ler livro é chato...
Será a dona Dilma melhor que o senhor Lula?
Por cá, enquanto o povo não escolher uma verdadeira alterntiva aos alternadeiros do costume, vamos continuar a ter mais do mesmo, a não ser que...
Luís Filipe Maçarico