"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

domingo, fevereiro 28, 2010

Lançamento do Meu Livro "Jóias Imperceptíveis nas Portas de Lisboa"








Colegas e Amigas do trabalho, Antigos colegas do Sindicato dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Lisboa, Colegas de Escola, Companheiros do Associativismo encheram a sala da Fabula Urbis, para celebrar dois lançamentos de livros, um de Maria João Ferreira sobre os Restauradores e outro, de minha autoria, com fotos de António Brito e minhas, acerca de 14 portas das casas onde nasceram, viveram ou morreram personalidades da nossa cultura, como Agostinho da Silva, Amália, António Gedeão, Ary dos Santos, Camilo Castelo Branco, Conde Monsaraz, Carlos Botelho, Cesário Verde, Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, , Herculano, Mário Sá Carneiro e Sophia de Mello Breyner.
A tertúlia que se seguiu com o património e a identidade como ponto de partida motivou debate acalorado. Foi bom estar rodeado de gente fantástica, como a Fernanda Frazão (editora) e a Margarida Almeida Bastos (directora da colecção "Vicentes", onde se integram estes livrinhos de cordel com a chancela da Apenas Livros).

Texto de Luís Filipe Maçarico e Fotografias de António Brito

Quando a Chuva se Faz Poema sem Palavras


A chuva permanece no olhar, no pensamento, no sono, nas pegadas, na respiração, no sangue... dia após dia, entranha-se em tudo...
Partilho esta imagem, que recolhi na Marinha Grande, nos jardins do Museu do Vidro. É um poema que não precisa de palavras para falar de asas, sonho, encontro. Ou de solidão e lágrimas.
Cada um encontrará na fotografia a linguagem mais adequada para o seu sentir.
Luís Filipe Maçarico

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

A Madeira, a Fúria da Natureza e o Resultado da Má Política



Há uma semana parecia que o fim do Mundo chegara à Madeira.
Retenho, das imagens que vi, a brutalidade das águas, que arrastaram haveres e vidas, o caos, a perda, o imenso sofrimento que merece todo o meu respeito, mas também o fatídico resultado de uma atitude, essa sim lamentável, que os pato-bravos da construção e da política, trauliteira, ali como em todo todo o país, aprofundaram até à exaustão: hospitais, escolas, quartéis de bombeiros e habitações, construídos em cima do leito das ribeiras. Não aprendendo nada com calamidades anteriores.
Mas na mesma - gigantesca - onda de facturar, em nome do sacrossanto turismo, o senhor Alberto não consentiu a declaração de calamidade pública, para não afectar as excursões dos cámones, ao invés de pôr o seu povo acima de tudo.
Quando muita gente está numa de coitadinhismo, em vez de se falar nos erros cometidos, aqui fica uma nota dissonante.
Este vídeo tem dois anos e é muito claro. Não preciso de dizer mais nada. São técnicos e não políticos demagogos e populistas que falam.
Vejam e tirem as vossas conclusões.
Pergunto apenas:
Vamos continuar a desculpabilizar a má política da construção desalmada, que desrespeita todas as regras, do tubaronismo dos banqueiros (em tempo de crise os bancos tiveram lucros escandalosos) e da gestão ruinosa dos que deviam evitar estas calamidades, cujas consequências estamos a pagar, com congelamento de salários, custo de vida imparável, desemprego galopante, cuidados de saúde caros e fora dos grandes centros inacessível, reformas fracas, ameaçadas e tantas outras evidências quotidianas que afectam muitos portugueses?

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Malditos Sejam!


Acabo de escutar - o que infelizmente já intuía, depois de saber que a Espanha tinha subido de 65 para 67 anos a idade da reforma - que Portugal vai imitar o país vizinho em mais esta marca de escravatura.
Há vários anos atrás, governava Guterres, a idade da reforma era 55 anos. Sonhei esse momento, porque aquilo que desejava fazer ainda ia beneficiar aquilo que antigamente se chamava pátria e hoje considero um abutre esfaimado e decadente. Com Durão Barroso, a idade da reforma subiu para 60 anos, o que foi penoso de saber. Com este senhor, que faz o papel de primeiro ministro, como se estivesse em cima do palco de um salão paroquial, a idade aumentou mais cinco anos e é ainda com ele, segundo o Correio da Manhã, que o massacre se prolonga mais dois anos.
Não consigo guardar a repulsa que sinto por esta matilha diabólica, que não cessa de nos vampirizar. Malditos sejam!
LFM (palavras e imagem)

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

RECADO


Refugias-te no pomar do silêncio

mas deixaste a verdade entrar, qual matilha de lobos famintos

O teu segredo de frutos intactos

é agora um vazadouro de mentiras e cobardia

A noite já não pode encobrir a máscara carcomida

E do perfume que foste

resta uma palavra triste

por seres esta nuvem que paira sobre os meus sonhos.


Lisboa, 22-2-2010; 01:38h

LUÍS FILIPE MAÇARICO (palavras e imagem)

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

DIA 25 LANÇAMENTO DO NOVO LIVRO DE MINHA AUTORIA "JÓIAS IMPERCEPTÍVEIS EM PORTAS DE LISBOA"





No próximo dia 25 pelas 21:30h na Livraria Fabula Urbis, R. Augusto Rosa, nº 27, Margarida Almeida Bastos apresenta "Jóias Imperceptíveis em Portas de Lisboa. Aldrabas Batentes e Puxadores nas Casas de Catorze Personalidades da Cultura Portuguesa", de Luís Filipe Maçarico, com fotografias de António Brito e do autor.


Na mesma sessão, Maria João Pacheco Ferreira apresentará uma obra de sua autoria, intitulada: "A Praça e o Monumento dos Restauradores. Contributos para a sua História."


Trata-se de dois livros de cordel, que por serem sobre Lisboa, integram a colecção "Os Vicentes", da editora Apenas Livros.


quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Rosas ou Espinhos?


Os meses de Inverno desta temporada 2009/2010 ressuscitaram a chuva e o frio, que estavam arrecadados nas brumas da memória.
Os rostos andam carregados. E como se já não bastasse uma certa forma - porca - de fazer política, se quisermos lembrar as caricaturas, infelizmente tão actuais, de Rafael Bordalo Pinheiro, o próprio clima fez e faz caretas, obrigando a cancelar Carnavais e sonhos.
Mas como me dizem em todo o lado, isto há-de melhorar.
No "Público" de hoje, falando do actual Partido Socialista, Ana Benavente, diz que "confundiu-se modernização com "coisas" tecnológicas, confundiu-se desenvolvimento com exploração e desregulação dos direitos dos trabalhadores, confundiram-se direitos individuais com causas avulsas" (página 29) e Pedro Baptista, ex-deputado e membro da distrital do PS - Porto afirma que aquele partido "tem vivido numa ditadura do silêncio e agora, porque o líder tem um problema, carrega-se no botão e acciona-se o rebanho." E este dirigente acrescenta: Este não é o Partido Socialista Nacional Alemão" (página 6 do referido diário)
Enquanto o São Pedro, os Deuses, enfim, quem pode, derrama chuva e chuva e chuva sobre os caminhos do povo, vamos dizendo uns aos outros: isto não pode ficar assim, havemos de ver a luz ao fundo do túnel!
Esperemos então a Primavera, que em Abril de 1974 trouxe cravos, demasiado mansos.
Que trará desta vez no seu regaço? Rosas ou espinhos? Papoilas ou cardos?
Luís Filipe Maçarico (texto e fotografia)