"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

domingo, setembro 13, 2009

Da Funcheira a Mértola pela Estrada de Castro Verde

















Esta sexta feira foi a vez primeira que desci na estação da Funcheira. Com aulas a cargo do professor Christophe Picard, em Mértola, à minha espera, e depois de ter adormecido e ter perdido o comboio habitual, às 9 e 20 em Entrecampos, apanhei o Intercidades que vai para Faro e excepcionalmente tive boleia da amiga Ana Isabel, que é professora em Ourique.

Com a Ana Dias, o Rolando e a Ana Paula, chegámos às 17 e 30 à Residencial Oasis, passámos pelo café Guadiana, estivemos no Campo Arqueológico nas aulas, com a Marianita ainda cansadota mas já com sorriso no rosto, e, porque o "Tamuge" estava fechado, tivemos de recorrer a um restaurante da (má) concorrência, o "Boa Viagem", onde, por termos comido um bitoque, seco, - com dois bocados de carne espalmada, exíguos -, bebido um jarro de vinho, azeitonas, uns pedaços de queijo e presunto, pão e sobremesas, "arrotámos" cada um dos sete comensais presentes, 15 euros.

A ponte do Pomarão trouxe hordas de turistas, sobretudo espanhóis, a proximidade do Algarve tem atraído outros estrangeiros e então, os comerciantes de restauração acharam-se no direito de se desforrarem de anos de interioridade. Os preços subiram em flecha.

A qualidade, porém, não é equivalente - e por vezes, o atendimento, é feito com o empregado a tresandar a suor, e com cara de assombração, ou a empregada que se esquece daquilo que pedimos, porque sendo do leste é mais barata e não percebe bem português...

Mais que tudo, este fim de semana valeu pelo reencontro de alguns colegas, como o Rolando que esteve a dar aulas na Lourinhã, fomos até ao rio, conversámos até perto da uma da noite.

Sábado, a comezaina correu melhor: no Avenida, fomos muito bem servidos e comemos bem e não chegou a dez euros, com direito a plumas de luxo, saborosas, copiosas.

Regressámos via Castro Verde, pela renovada estrada, que durante anos era um lençol de buracos...e agora dá gosto percorrer, entre campos de gado e montes, rios secos, paisagens quase magrebinas, horizontes largos mas quase desérticos. O sul.

Voltámos à Funcheira, apanhámos de novo o comboio do Algarve, agora no retorno, rumo a Lisboa.
Obrigado, Ana Isabel Azevedo, pela companhia e disponibilidade, pela fraternidade e pela alegria que partilhaste!

Luís Filipe Maçarico (texto e imagens)

quinta-feira, setembro 10, 2009

OUTRAVEZ



Você foi o maior dos meus casos
De todos os abraços
O que eu nunca esqueci
Você foi, dos amores que eu tive
O mais complicado e o mais simples pra mim
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Você foi o melhor dos meus erros
A mais estranha história
Que alguém já escreveu
E é por essas e outras
Que a minha saudade faz lembrar
De tudo outra vez....
>>>>>>>
Você foi
A mentira sincera
Brincadeira mais séria que me aconteceu
Você foi
O caso mais antigo
O amor mais amigo que me apareceu
>>>>>>>
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim
Outra vez
>>>>>>>
Esqueci de tentar te esquecer
Resolvi te querer por querer
Decidi te lembrar quantas vezes eu tenha vontade
Sem nada perder
>>>>>>>
Você foi
Toda a felicidade
Você foi a maldade que só me fez bem
Você foi
O melhor dos meus planos
E o maior dos enganos que eu pude fazer
>>>>>>>
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim
>>>>>>>
Outra vez
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Letra de uma canção de Roberto Carlos

quarta-feira, setembro 09, 2009

Pequenas Coisas destes últimos dias de Verão




Este início de Setembro está quente, com noites agradáveis, enquanto os dias começam a minguar, pois anoitece mais cedo e o tempo menos luminoso aproxima-se.
Aproveito então a aragem morna e deixo a janela do quarto entreaberta para a brisa nocturna, enquanto durmo...

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Os debates entre os diversos adversários políticos têm-se sucedido, mais ao menos, em banho-maria, com excepção daquele que opôs Sócrates e Louçã. Não vi todos, mas o de hoje subverteu as águas mornas, navegadas pelos protagonistas dos encontros anteriores.

O chefe bloquista foi apanhado, como criança que escondeu o frasco da compota da avó, a propósito do programa eleitoral do BE, onde se preconiza o fim de todas as contas poupança (PPR) e da apresentação das continhas do médico, para efeito de IRS, em troca de saúde e educação gratuitas. Respondendo de forma evasiva deixou no ar dúvidas...que Sócrates não deixou escapar...Tudo somado, fiquei com a ideia que seria melhor viver noutra galáxia, porém, é aqui que tenho de viver. Como diria Jerry Lewis em "As Noites Loucas do Dr. Jekyl", "vocês já viram o tempo que temos de viver connosco mesmos?"

Enquanto puder, abrirei a janela, para entrar ar e saírem as más energias. Entretanto, não hesito, nem me perco: o meu voto é no PCP, em coligação com os Verdes e outros democratas.

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O Alentejo espera-me. Em Mértola recomeça o estudo.
Fim do segundo semestre do Mestrado Portugal Islâmico...com temperaturas altas.
Vou de brasa em brasa, neste lume de Setembro, campos fora, espreitando o futuro.
O amanhã tem de ser melhor, depois de tanta desilusão.
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NOTA: De madrugada, veio a breve tempestade: relâmpagos, trovões, vento e chuva. Prenúncio de Outono. Mas seja qual for a estação do ano, o sonho vai continuar, para enfrentar os dias sem luz...
LFM

terça-feira, setembro 08, 2009

Eufrázio Filipe e Flávio Gil: Duas Gerações de Escritores


Nos últimos dias, escrevi a dois poetas. Um, é da minha geração, escreve magistralmente e chama-se Eufrázio Filipe. Foi presidente da Câmara Municipal do Seixal durante vários mandatos, continua a ser poeta - lembro-o recebendo como eu, o testemunho de mestres como Manuel da Fonseca, José Gomes Ferreira e Armindo Rodrigues. Foi numa Festa do PCP no então designado Pavilhão dos Desportos, em Lisboa. A festa chamava-se "De Braço Dado" e quem me levou até àquele palco, foi o saudoso Mário Castrim.
"Amigo: Desculpa-me a ignorância, mas tens algum livro recente?
Lembro-me de ti, naquela magífica festa "De Braço Dado" no Pavilhão Carlos Lopes, que no final dos anos 70 ainda era Pavilhão dos Desportos...
Depois soube de ti pelas notícias que chegavam do Seixal, dos prodígios que foram realizados, o sonho (ou a Poesia) em movimento podia ter sido (bem, não sei se foi) o slogan desses dias certamente inesquecíveis...
Este poema tem uma beleza, uma energia, uma tecelagem de ondas e remos, de voo e silêncio, uma musicalidade de sílabas e anseios, que as palavras são muito pouco para dizerem essa magia, a forma como partilhas...Bem Hajas, Companheiro!"

Não resisto a divulgar o poema que Eufrázio Filipe tem no seu blogue MAR ARÁVEL:


A RASAR O VENTO


"Ainda não chovia
da ultima vez que raptei
o sinal que trazias nos olhos
Consentiste que fosse o ladrão
do teu olhar
mas tive que rasgar uma janela
por sobre as águas
Estavas num barco
caiado de branco
com palavras a arder
e eu perguntei-me
que fazer deste lume?
Aproximei-me e vi claramente
uma balsa sublimada
a rasar o vento
onde me transporto."


O outro poeta a quem escrevi, fez 19 anos no mês passado, usa a palavra no palco (é actor), canta o fado e também escreve poemas, embora ainda não tenha nenhum livro publicado.
Contudo, naquela idade, a poesia ainda traz a marca de influências várias. Por isso, escrevi-lhe estas palavras de estímulo:

"Bom dia, meu amigo:
Há muito que te digo que aquilo que escreves denota muita sensibilidade, uma alma poética, o virtuosismo inerente a quem desde muito novo sente uma natural vocação, que a vida e as vivências estimularam.
Li atentamente os teus textos, leio-os sempre regalado, deliciado, comentando: "Este rapaz tem arte!"
Mas o saber fazer, sendo essencial, não é decisivo.
O Mundo em que vivemos é competitivo, a criatividade renova-se, há uma constante fome de renovação.
Quero dizer com isto, que é necessário um segundo - importantíssimo - passo.
Criar, descobrir, a partir do que sabes fazer, do que bebeste de influências, a tua vereda singular.
Dizer o mesmo com outras formas, outras rimas, que não façam lembrar ninguém, que surpreendam.
Porque tu tens um percurso inconfundível.
Na poesia há esta exigência permanente.
Há dias descobri num site uma crítica à minha poesia, por parte de um anónimo, que escreveu: "Muito eugeniano." De facto, ninguém nasce sozinho. Mas há que caminhar num sentido mais nosso, com as influências todas que pudermos absorver. Não chega ser espontâneo, habilidoso, eficaz.
As palavras obrigam a uma luta incansável, para descobrir a maior intensidade e a melhor forma, para a mensagem chegar ao leitor com a carga necessária que o faça reflectir acerca desta passagem na Terra.
Vivendo neste tempo, a preocupação social, sobre as injustiças que nos rodeiam, torna-se um devir do poeta que não pode cingir-se, - sob pena de passar despercebido, - ao seu sofrimento amoroso, ao seu umbigo...
Seria muito injusto da minha parte incensar-te, sabendo que devo pedir-te mais.
Escrever bonitas rimas e textos românticos e dramáticos, que se ajustam a fados é um estilo, que remete para o século XIX... escrever depois de Ary, O'Neill, Eugénio, Sophia e tantos outros é o desafio.
Por favor tenta ler "O Poeta Faz-se Aos Dez Anos", de Maria Alberta Menères e perceberás melhor porque te digo isto tudo.
E perdoa por não ser efusivo e não te empurrar com coroas de louro para o abismo.
Acho que o meu papel, aliás, deve ser este: ser exigente, para que possas um dia seres melhor e seres tu. É claro que é uma opinião, entre muitas.
Perdoa a minha sinceridade, mas considero que não seria um amigo se, para ficar bem visto, calasse esta opinião, que pretendo construtiva, caso queiras fazer da Poesia uma das tuas janelas de respiração.
Com o abraço do amigo

LFM"


Transcrevo igualmente um texto, em prosa, que me foi enviado por este jovem amigo, de quem ouviremos falar mais, para lá do que já se fala, pois em "Piratada à Portuguesa", actuou ao lado de Carlos Cunha e Marina Mota, entre outros, dando boa réplica.

O nome: Flávio Gil.


PARDAIS DO OUTONO


"Levanto o olhar concentrado da página cinzenta do jornal onde o havia mergulhado e predisponho-me, por um instante, a olhar para o que me rodeia com uma atenção especial que veja para lá braços cansados que se arrastam no regresso a casa e encontre, descubra a harmonia do verde amarelado do quase Outono a beijar o azul do Céu que, agora, se enegrece mais cedo, enquanto sorrio à Lua precoce que surge no lugar do Sol do meio-dia que já passou!
Nos relvados em volta da esplanada onde estou, ainda há bancos que acolhem a idade que ali vai depositar histórias de uma vida inteira, em cada entardecer. Agora, neste fim de tarde de Sol e Lua, já há miúdos, no jardim… Uns, atravessam o jardim a correr até ao carro onde os espera o abraço mais terno que conhecem. Outros, ficam… e então, é vê-los crescer: num chuto, numa corrida, num grito que se repete e faz lembrar os pardais que anunciam as manhãs da Primavera! Mas é Outono, agora! São os pardais do Outono, que anunciam a vida!
Antes de voltar ao lugar preto e cinza, onde leio o mundo inteiro, em apenas alguns minutos, levanto mais o olhar… mais alto, mais longe!
Cedo a minha mesa à senhora que acaba de chegar e corro à procura do sentimento que me agita a memória!
Ainda não deixei este lugar e já me sinto noutro sítio, com mais cores, mais ruídos, mais coisas para descobrir… O mundo inteiro, não para ler, mas para descobrir!
Dou por mim, a sonhar… de olhos abertos, a sonhar! A sonhar com os dias em que saía de casa da avó a correr, na pressa de ser o primeiro a chegar à escola! Queria ser o primeiro, mesmo sabendo que não havia uma recompensa pela minha proeza! Mas eu não queria nada… Só queria tudo!
Queria ser um dos outros para juntos, corrermos, escondermo-nos, ganharmos, perdermos, brincarmos, brigarmos, chorarmos e rirmos… tanto! Rirmos tanto! E sorrirmos…
Era a magia do recreio… daquele momento em que cada um de nós era o que desejasse: um herói, um vilão, um cantor, um pai, ou uma mãe, um polícia, um bombeiro…
Um, dois, três, não salva ninguém!
A campainha anunciava o final da fantasia! Voltávamos à monotonia da sala de aula… à disciplina, ao rigor… ao sossego!
Voltávamos… mas a sorrir!
A sorrir, porque no dia seguinte, íamos desenhar o mundo outra vez… não lê-lo, mas desenhá-lo… este ou outro mundo, outra e outra vez!
Com outras personagens, outros protagonistas, outro argumento…
Era naquele lugar, que agora só existe na minha memória, que sonhávamos…
Agora, temos objectivos! Objectivos que umas vezes cumprimos e, outras, nem tanto!
Mas era tão bom, quando, no lugar dos objectivos, palavra que só dizemos depois de adultos, havia sonhos…
Era tão bom, viver no lugar dos sonhos! Dos sonhos que nos faziam sorrir, sendo apenas sonhos…
E, agora, sorrimos tão pouco!
Era tão bom viver, de novo, lugar dos sonhos!
Ser um pardal do Outono, anunciando a vida!!!"

Flávio Gil
Fotografia e Introdução aos textos: Luís Filipe Maçarico

segunda-feira, setembro 07, 2009

Multidões & Caniches


















Sítio de amigos e de companheiros de sonho, como o Mário do "Cheira -me a Revolução", do Mário Rui, da Aldraba (e do Fernando Duarte) sempre à hora - em ponto - na poncha da Madeira, da Salomé, da Graça Erika, do Elias, da Florinda e da Crisanta, com figuras da política ali, ao nosso lado, como o padre Edgar e Carlos Carvalhas, compartindo o prazer da 33ª Festa.
Festa do Avante que este ano homenageou Soeiro Pereira Gomes, o magnífico militante e autor de "Esteiros" e o incansável corso que recolheu pérolas e pérolas da nossa cultura musical, percorrendo o país, com Lopes Graça, recolha que foi fundamental para a EtnoMusicografia: Michel Giacometti.

Diz o Samuel no seu blogue que os jornais de hoje não se referem à avalanche de multidões que foi a Festa do Avante:
http://samuel-cantigueiro.blogspot.com/2009/09/gelatina-jornalistica.html

O que é que se espera quando a maior parte dos jornalistas se transformou numa matilha de caniches do doninho, à espera de alcavalas, pelos bons serviços prestados aos detentores de capital, fortunas, poderes, influências?

Também sabemos que se a Festa tivesse sido um fiasco eles estariam lá, escreveriam páginas de júbilo pela falência do comunismo, etc. Ou caso a convivência fraterna se transformasse numa arruaça, de preferência com feridos, eles iriam farejar sangue...
Mas não foi assim. Como Ary dos Santos escreveu "Cada vez seremos mais" e os Poetas nunca se enganam...

Para que conste, aqui ficam algumas imagens deste domingo na Festa do Avante, que mostram uma parte dos milhares que assistiram ao Comício e aos inúmeros momentos artísticos e de convívio, pois os meus meios de reportagem são limitados. Mesmo assim, parece-me pertinente o resultado deste olhar: alegria, juventude, energia muito criativa para garantir um futuro melhor.

Luís Filipe Maçarico (texto e imgens)

domingo, setembro 06, 2009

Avante, Camarada, Avante!














Uma Festa com cabeçudos, artesanato genuíno, gastronomia das regiões portuguesas de Norte a Sul, espectáculos como aquele que vi no Auditório 1º de Maio com "Voces del Sur", chilenos que vivem na Escócia), a Bienal - exposição de Artes Plásticas, onde encontrei a Vanda, o Francisco Colaço, o Bartolomeu e demais amigos, o Pavilhão Central, onde escutei José Barata Moura a dissecar Marx, tendo o prazer, com a Cristina, o Jorge, o José Alberto e a Maria Eugénia, no espaço do Palco 25 de Abril de escutar Vitorino e os Cantadores do Redondo. Cantámos o Hino da Maria da Fonte, "Menina estás à janela", "Perguntei ao Vento", "Vou-me embora, vou partir, mas tenho esperança" e provámos rojões, vinho verde e jesuítas, em Santo Tirso e bebemos poncha na Madeira...
Não há festa como esta, de facto. É a Festa do Avante, onde reencontramos amigos e sabores, canções e memórias, futuro e sonhos, pelos quais lutamos e lutaremos até morrer, pois enquanto houver seres humanos, tratados como mercadoria, despedidos, a passar dificuldades, não podemos descansar.
Avante, camarada, avante, junta a tua à nossa voz...
Texto e fotografias de Luís Filipe Maçarico

quarta-feira, setembro 02, 2009

PROGRAMA DA FESTA DOS CHOCALHOS 2009 EM ALPEDRINHA NOS DIAS 18, 19 E 20 SETEMBRO




Acabei de conhecer o Programa do Festival dos Caminhos da Transumância, ou Festa dos Chocalhos como é popularmente conhecida e que se realiza em Alpedrinha no terceiro fim de semana deste mês.
Destaco o Concerto dos Al-Baraka, que conheci em Mértola, no Festival Islâmico. Actuarão na primeira noite no Largo do Chafariz, às 22h. Teresa Salgueiro, na noite de sábado, no mesmo local, pelas 22:30 e nesse dia (sábado 19 pelas 18:30 na Capela do Leão, a apresentação do livro de poemas "Cadernos de Areia" e do "Caderno Temático da Aldraba sobre Aldrabas e Batentes, ambos de minha autoria.
Espero ver-vos por lá!
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PROGRAMA
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"A transumância uniu, desde sempre, geografias e paisagens, costumes e gentes. Hoje, essa pluralidade, mais do que relembrar as sociedades passadas, assume um valor patrimonial de excelência.
Património colectivo que este evento cultural pretende revivificar com um alargado conjunto de iniciativas, cruzando a música pastoril, os produtos locais com as paisagens, a realidade com os sonhos.
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18 Setembro
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19h00 Abertura Oficial Ruas de Alpedrinha
Desfile com os Zabumbas de Alpedrinha, Pifaradas de Álvaro, Grupo de Gaitas de Foles "Transumância", Grupo de Gaitas de Foles "Os Carriços", Grupo "Tok'avacalhar", Grupo de Bombos do Alcaide, Acordeonistas, Grupo"Foles da Beira", “Ovelha Negra”(inserido no Festival Étnico)
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21H00 Animação de rua pelos grupos participantes no desfile Ruas de Alpedrinha
Actuação da Tuna Académica Largo Padre Santiago
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21H30 Foles da Beira Largo da Igreja
Grupo de Musica Popular da Casa do Povo Largo da Fontainha
Foles da Beira Capela do Leão
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22H00 Concerto - Gnawa Al-Baraka Largo do Chafariz
Grupo de Música Tradicional de Marrocos (Inserido no Festival Étnico 2009)
Grupo de Fados Largo do Salão Paroquial
Acordeonista "Sertório" Capela do Leão
Cottas Club Externato Santiago F. Beira Rua dos Valadares
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22H30 Foles da Beira Largo da Fontainha
Grupo de Musica Popular da Escola Secundária do Fundão Largo da Igreja
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23H30 Concerto – Dazkarieh Largo do Chafariz
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Dazkarieh é uma banda de rock e de música tradicional formada em Lisboa em 1999. Partiram da ideia de criar música tendo como inspiração várias culturas do mundo. Cedo cresceram, tornando-se num dos mais activos e originais projectos da música portuguesa, ao aliarem instrumentos de várias proveniências (gaita de foles galega, acordeão, flauta transversal, tin whistles irlandeses, percussão africana, percussão árabe, baixo e guitarra) e vocalizações numa língua imaginária, criada pelo próprio grupo, com o objectivo de tratarem a voz como um instrumento autónomo e equiparável aos outros.
Vasco Ribeiro Casais - Nyckelharpa, bouzouki, gaitas-de-foles, flauta
Luís Peixoto – Bouzouki, bandolim, cavaquinho, sanfona
Joana Negrão – Voz, gaita-de-foles, adufe, pandeireta
André Silva - Bateria
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Acordeonista "Sertório" Largo do Pelourinho
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24H00 Grupo de Fados Rua dos Valadares
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19 de Setembro
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11H00 Arruada pelos chocalheiros de Vila Verde de Ficalho Ruas de Alpedrinha
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15h00 Festa da Lã Alpedrinha
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Carda-se e feltra-se um tapete de feltro ao som dos cantares do Alentejo,com o Grupo Coral Feminino do Alentejo e a Academia Sénior do Fundão.(Integrada no Festival Escrita na Paisagem) – Colecção B
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16H30 Lançamento do livro "Monte da Touca" de Francisco Belo Nogueira Capela do Leão
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18H00Animação de Rua Ruas de Alpedrinha
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Desfile dos Zabumbas de Alpedrinha, Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra, Pifaradas de Álvaro, Grupo de Gaitas de Foles "Transumância", Grupo de Bombos de São Sebastião do Barco, Grupo de Gaitas de Foles "Os Carriços", Grupo "Tok'avakalhar", Grupo de Bombos do Alcaide, Acordeonistas, Tuna Académica, Fanfarra Sácabuxa e ainda com os “Ovelha Negra”(inserido no Festival Étnico)
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18H30 Lançamento do livro de poesia "Cadernos de Areia" de Luis Maçarico e dos Cadernos Temáticos da Aldraba Capela do Leão
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21H00 Animação de rua pelos grupos participantes no desfile Ruas de Alpedrinha
Concerto – Danae Largo do Chafariz
((())))
Danae, ao longo dos últimos anos, foi à procura de sons, imagens, palavras, histórias que conseguiu modular em melodias próprias com as referências mais variadas.
A música torna-se, sob este ponto de vista, uma prática aberta que encontra na troca de experiências uma mais valia para a produção de um trabalho sem rótulos.
As letras e as músicas, da autoria da Danae, inserem-se dentro de um campo de possibilidades criativas de difícil “ajuste” num estilo definido.
O novo projecto musical nasce após a redacção quotidiana de pequenas histórias escritas e vividas. O novo trabalho “ CAFUCA”, vai ser ter lançado em Março deste ano e conta com um formato musical simples mas que não vai deixar ninguém indiferente pela originalidade dos instrumentos envolvidos e pela riqueza e diversidade de sons e influências.
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Actuação do Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra Largo da Igreja
Tuna Académica Largo do Externato
Acordeonista "Sertório" Largo do Salão Paroquial
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21H30 Grupo de Fados do Fundão Largo da Fontainha
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22H00 Grupo de Bombos de São Sebastião do Barco Largo da Igreja
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22H30 Concerto ”Matriz” - Tereza Salgueiro com Lusitânia Ensemble Largo do Chafariz
((())))
“Matriz é o nome que escolhi para apresentar este projecto em que pretendo partilhar convosco uma experiência musical que nos levará através do tempo e do espaço, tendo como fio condutor as palavras, os sons, as melodias e ritmos de vários autores, épocas e regiões de Portugal.”
“Recuando até ao Século XIII, construiu-se um percurso que visita as cortes palacianas e a tradição dos trovadores, mergulhando na expressão popular mais profunda, que se estende pelo Fado e interpreta autores contemporâneos, em busca da origem, da fonte, da Matriz.”
“Centrou-se a procura naquilo que se mantém e se desenvolve, no próprio respirar dos tempos - a chave e evocação de um universo de costumes, de histórias contadas, de formas de pensar e sentir, de desejos e sonhos, esboços de um carácter português.”
“É para mim uma honra e alegria imensas poder contar com um elenco de músicos extraordinários, reunidos por Jorge Varrecoso Gonçalves – Director Musical do Lusitânia Ensemble – e dispostos a acompanhar-me nesta aventura de levar esta Matriz aos palcos de muitos lugares.” Tereza Salgueiro
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Acordeonista "Sertório" Largo da Fontainha

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23H30 Acordeonista "Sertório" Rua dos Valadares

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24H00 Grupo de Fados do Fundão Largo do Salão Paroquial
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00H30 Concerto – Olivetree Largo da Fontainha
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Olivetreedance é uma “ode” aos sons da terra e vem dar ênfase à música de dança produzida apenas com instrumentos acústicos: Didgeridoo, bateria e percussão.
Produzem ideias simples em contextos rítmicos complexos que recordam inspirações vindas do Amor da Fonte Suprema, para ouvirmos e dançar em harmonia nesta Nova Era e elevarmos a nossa consciência contribuindo para o equilíbrio do nosso Planeta e da Humanidade.
Com elas vamos ao reencontro dos valores reais do "ser humano", a Paz, a Harmonia, o Amor, a Compaixão, a Liberdade, a Verdade, a Criatividade e sobretudo a Sintonia com a Natureza…
A experiência expandida de Olivetreedance serve-se da mistura que bombeia Renato Oliveira no didgeridoo percussivo com uma disposição grande da percussão tribal de Tito Silva (congas, djembe, Krin, Berinbau, etc) ao qual se junta a influência contemporânea do kik do Pedro Vasconcelos na bateria, numa linguagem frenética cheia de figuras de estilo bem ao jeito das máquinas da actualidade.
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20 de Setembro
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08H00 Caminhada com rebanho Fundão (Praça do Município)
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10H30 Arruada pelos Chocalheiros de Vila Verde de Ficalho Ruas de Alpedrinha

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15h00 Lançamento do Livro " Histórias de um Tapete" Alpedrinha
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O livro “Histórias de um tapete” é contado, ele mesmo sobre um tapete de feltro, pela contadora de histórias Joaninha de Almeida (Integrado no Festival Escrita na Paisagem) – Colecção B
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16h00 Histórias de Chão – Hora do conto Alpedrinha
Duas histórias sobre o feltro, uma que retrata a produção de um tapete de feltro artesanal e outra que recorre ao mito de Noé e da sua Arca, com a autoria de Regina Guimarães e com ilustrações de Dina Piçarra e Regina Guimarães.
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17H00 Desfile Ruas de Alpedrinha
Desfile dos Chocalheiros de Vila Verde de Ficalho, Zabumbas de Alpedrinha, Grupo de Bombos da Junta de Freguesia do Fundão, Grupo de Bombos de Vale de Prazeres, Grupo de Bombos das Donas, Grupo de Bombos do Souto da Casa, Grupo de Bombos Toca a Bombar, Grupo de Gaitas de Foles "Os Carriços", Grupo de Chocalhos da Bouça, Rancho da Alegria dos Enxames, Acordeonistas, Grupo "Foles da Beira"
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18H00 Animação de rua pelos grupos participantes no desfile. Ruas de Alpedrinha
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21H00 Ruas de Alpedrinha Animação de rua pelos grupos participantes no desfile
Actuação do Rancho da Alegria dos Enxames Largo da Igreja
Actuação do Grupo "Foles da Beira" Largo da Fontainha
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21H30 Actuação do Grupo "Foles da Beira" Largo do Salão Paroquial
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22H00 Actuação do Rancho da Alegria dos Enxames Largo da Fontainha
Actuação do Grupo "Foles da Beira" Rua dos Valadares
Concerto Clássico Igreja Matriz

BOA FESTA PARA TODOS!