"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

sábado, julho 11, 2009

Os Quatro Primeiros da Lista CDU de Prazeres





1 - Margarida Passinhas
2 - Odete Roque
3 - Luís Maçarico
4 - Fátima Sá

Fotografias de LFM e de AB

quinta-feira, julho 09, 2009

Apresentação dos Candidatos da CDU à Freguesia dos Prazeres na Tapada das Necessidades Sábado 11 pelas 15 horas




No cenário natural da Tapada das Necessidades, com a beleza e a frescura inerentes, serão apresentados os candidatos à Freguesia de Prazeres, em Lisboa.
O PCP e o Partido Ecologista Os Verdes, na anterior campanha (intercalar) para a autarquia de Lisboa, comprometeram-se a promover a salvaguarda do vasto património ambiental e histórico da Tapada, ouvindo o Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades e transmitindo os seus anseios no Executivo Municipal, contribuindo para o acordo estabelecido entre a CML e o Ministério da Agricultura, assinado em Outubro de 2008.
Verifica-se no entanto que o abandono persiste e as malfeitorias continuaram, nomeadamente com sete camiões que invadiram o espaço há alguns dias, a propósito (e despropósito) de filmagens, supomos que publicitárias, provavelmente sem contrapartidas para aquele lugar tão carenciado de uma intevenção que o torne mais agradável e acessível, pois os buracos dos acessos e as estátuas e edifícios abalroados são o actual cartão de visita.
É muito mais vasto, todavia, o programa de actuação da CDU, nomeadamente a nível social, nesta e em todas as freguesias onde a voz dos comunistas se faz ouvir.
Sábado dia 11 pelas 15 horas, apresente também as suas razões para desejar que haja uma mudança na Câmara Municipal de Lisboa.
Com paninhos quentes e promessas que não se cumprem, já sabemos o resultado.
Votem em todo o país naqueles cujo trabalho se traduz em obras e acções que servem a Comunidade.

LFM (texto e fotos)

terça-feira, julho 07, 2009

Desejos de Terra, Manhãs de Mar (poema para uma tarde de Julho)





procuras os meus olhos
nas estrelas mas
ainda estou aqui


procuras os meus lábios
nos sonhos mas eu
sou real

nas entrelinhas
em segredo,
procuras-me

procuras aquelas noites
em bocas e corpos
que não te satisfazem

porém

nunca me encontrarás
fora de mim.
sabes como sou vulcão
como sou mel
basta dizeres a palavra
mágica.
basta escreveres o nome
do fogo
que nasce
na sede de um abraço,
para saberes de mim
com o rigor das sílabas
e a meiguice da luz.

o sabor da tua língua, guardo-o
ainda. Aquela noite de Abril
não se apagou...

...Mas outras bocas
me desinquietam,
outros rios me chamam...

Juro que não envelhecerei
a lamentar o teu silêncio.

Recusaste o céu,
onde sempre fecundei
desejos de terra
manhãs de mar.

Tenho asas,
vou renascer!

Luís Filipe Maçarico (poema e fotos - da Mina de S. Domingos, Mértola)


Lisboa, 7-7-2009; 15:27

O Perigo de Pensar




Sonhar é Resistir!

Luís Filipe Maçarico (frase e fotos)

segunda-feira, julho 06, 2009

Intoxicação Geral




Há pouco, liguei a RTP Um, a SIC...e tive de desligar!
Na RDP, os repórteres "desportivos", num crescendo de urros, anunciavam não sei quê... 100 mil parvos a vitoriarem o vómito da moda.
Na TSF, a mesma pobreza mental.
Intoxicação Geral.

Felizmente que existe a Antena 2.
Pus-me a saborear jazz e deixo aqui estas imagens do Alentejo, captadas no sábado passado. Viva o silêncio!
É uma forma de mostrar que estou contra estas maiorias, estes unanimismos do arroto grunhido, que em parte têm levado outros ícones ao estrelato. Falo por exemplo de Sócrates e Durão Barroso, craques de outros futebóis em que a baliza somos nós... Venha o diabo e escolha...

Pelo menos já somos três: além de mim, um amigo, algures no país, que também não vai nestas palhaçadas, partilhou a sua desolação, mais a fan que levou com uma patada do ídolo.
Aposto que ela nunca mais vai poder ouvir falar nele ou vê-lo...

Mas o tipo até podia não ter cultura, não saber falar, e ter umas quantas falhas...é humano errar!

Porém, tenho vergonha que um português famoso agrida admiradoras e nada faça, sequer em prol das crianças da sua terra natal, sujeitas a tantas privações (não acredito que depois do filme "Até Amanhã, Mário" os problemas nele apontados tenham cessado).

O tal Cristiano, de nome, mostra à saciedade a mesquinhês de gentalha que só sabe esbanjar milhões, sem nada fazer para minorar o sofrimento alheio, que afinal é dever de quem tem muito e já foi pobre.

Luís Filipe Maçarico (texto e fotos)

A Aldraba visitou Carnaxide










A Associação do Espaço e Património Cultural, Aldraba, realizou mais um Encontro - desta feita em Carnaxide, com o sugestivo lema: "Do Verso ao Solidó", pois os poetas Tomás Ribeiro e Cesário Verde (e o escritor Camilo Castelo Branco) foram recordados, na sua passagem por Carnaxide.
Conduzidos pelo senhor João Carvalho, visitou-se a Igreja de S. Romão, Mãe d Água, a Senhora da Rocha. Saboreou-se num restaurante local, gastronomia bem portuguesa. E tentou-se visitar a Casa de Cesário Verde, transformada em creche, dirigida por uma ordem de religiosas, a clínica onde Camilo tentou recuperar da visão e a Filarmónica de Carnaxide, cujo percurso de quase 150 anos foi relatado pelo seu vice-presidente Coimbra.
As imagens de alguns momentos aqui ficam, documentando mais uma iniciativa da Aldraba, que teve a participação de um número considerável de jovens e o agrado dos que resolveram passar um domingo em Carnaxide.
No final, João Coelho disse um poema de Cesário (lera um excerto do autor do "Mensageiro de Fez" e do "D. Jaime" junto ao banco de pedra onde Camilo se sentava), Manuela Sacarrão leu Tomás Ribeiro e Luís Ferreira e Rosa Dias apresentaram versos da sua lavra
Bem Hajam a todos.
Luís Filipe Maçarico (texto e fotos)

domingo, julho 05, 2009

Museu do Contrabando de Santana de Cambas






Recomendo uma passagem por Santana de Cambas, aldeia do concelho de Mértola, sede de uma freguesia da raia, onde foi inaugurado no passado dia 10 de Junho o Museu do Contrabando local, fruto do empenho de José Rodrigues, autarca eleito pela CDU, que se candidatou a projectos comunitários, grande via para realizar sonhos.

O tempo em que as pessoas, para sobreviverem, arriscavam a vida, transportando sacos de café e as implicações que isso teve no dia a dia das populações, está bem vincado no espaço do Museu (instalado num dos postos onde a Guarda Fiscal exerceu o seu controle policial e punitivo).
Para o futuro fica o legado de um homem, que assim, de uma forma muito digna, homenageia o seu povo, os antepassados, uma identidade.

Este património identitário pode ser desvendado, sempre que um homem quiser, no livro "Memórias do Contrabando em Santana de Cambas" (na Biblioteca Nacional) ou solicitando a chave para consumar a visita. E boa fruição desta História que precisa de ser contada e só é possível graças ao trabalho de uma equipa brilhante - Miguel Rego e Manuel Passinhas assinam esta mostra, absolutamente indispensável para reflectir acerca de quem somos e de onde vimos.

Luís Filipe Maçarico (texto e fotos)