"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

terça-feira, janeiro 15, 2008

Um Poema de José Filipe Rodrigues: As Pontes Que Ardem ao Entardecer


Conheci-o através de amigos comuns, o Manuel e a Maria Amélia, e Évora é a grande ponte entre o Filipe que está na América e este Filipe que permanece em Lisboa.
Regularmente, como as ondas do mar, os poemas dele visitam-me. Hoje, partilho convosco estas palavras cheias de sentido poético e que são um bálsamo de esperança num universo de malfeitorias. É o sentimento de um coração português a palpitar por esse mundo e mundo.
As pontes que ardem ao entardecer

deixam-nos muito distantes

do outro lado, da outra margem,

e de muitos ideais e sentidos

para viver e já vividos.

Do lado de cá, nesta margem,

ainda existem caminhos e viagens

por percorrer e desbravar.

As pontes que ardem ao entardecer

nunca foram nem serão o fim,

porque na margem do lado de cá

ainda há quem cuide do jardim

e invente as flores que não há.
Poema e imagem: José Filipe Rodrigues

domingo, janeiro 13, 2008

Na Luz Efémera


As palavras
cada vez doem mais
À força de as querer
Mais claras.

Na luz efémera
Seco os sentidos
Semeando
Silêncio,
Eternidade.

Não, não havia música
Apenas saudade...

foto (Nave do Barão, Loulé) e poema (do livro ''Caligrafia do Silêncio) LFM

sábado, janeiro 12, 2008

Em Silves com Eduardo e Janica





Em Silves, com Eduardo e Janica os dias passam serenos.
BEM HAJAM, AMIGOS.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Regresso à Clandestinidade


Saboreamos ainda numas baiúcas secretas comidinhas de antanho - hoje foi bacalhau com grão - vinhoca de boa cepa, bagacito de truz! Mas não partilharei, recuso-me a divulgar onde foi essa reunião gastronómica.
Convidaram-me para uma matança de porco. Clandestinamente aviso os amigos, também desafiados a participar, mas não anunciarei em que lugar e quando será esse reviver de uma tradição ancestral em terras que porventura seriam visitadas para punição implacável dos semi-deuses socráticos que se julgam donos da verdade, se eu metesse a boca no trombone.
Em nome da lei, da autoridade, da higiene, eles andam por aí . Depois do fumo, das colheres de pau e das bolas de berlim, há-de vir a taxa para gordos e o tratamento obrigatório para emagrecer.
Por estas e por outras é que decidi o regresso à clandestinidade. É mais seguro, para preservar a parte ainda não devassada da minha intimidade.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Ser Solidário



No Congresso de Loures das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, fui apanhado durante um momento de descontracção pelas companheiras funcionárias da então FPCCR, actual CPCCRD.
Partilho essa memória de algo que ninguém me pode roubar: o prazer de ser solidário e de caminhar inteiro junto de outras pessoas voluntárias que constroem oásis de cultura e resistência no marasmo do quotidiano subordinado cada vez mais a deveres impostos por governantes para quem os direitos são para ser espezinhados.
No dia em que deixar de ser solidário, enlouqueci ou morri, porque eu sou este.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Sinais do Nosso Tempo: Entregues aos Bichos

Enquanto o Papa afirma que a globalização "é uma névoa que cega as nações", dificultando um mundo justo e solidário, o cardeal patriarca de Lisboa, perante o aumento da pobreza em Portugal, considera que o maior drama da sociedade actual é o afastamento de Deus.
Quão controversos são os caminhos da Igreja actual!
Oiço na Antena 1 que os dirigentes europeus fogem do referendo à constituição, derrotada pelos povos mas reciclada em tratado de Lisboa, porque expôr o documento em votação popular seria perigoso e leio no Público que Sócrates cedeu (será verdade?) a essas pressões.
Que democratas são estes?
Texto e foto ( argola de pedra para atar animais - Nave do Barão, Loulé) de LFM

terça-feira, janeiro 08, 2008

UM PROJECTO QUE ORIGINOU UM BLOGUE

Jorge Cabral é o mentor.
Diz ele '' Tivemos como ponto de partida a Tunísia, país no Norte de África que é muito mais do que os complexos turísticos em moda na Europa. A Tunísia tem uma cultura forte e tradições ricas, que se expressam na literatura, nas artes plásticas e na música, entre outras. Um universo criativo capaz de inspirar uma míriade de outras expressões culturais em todo o mundo, nomeadamente em Portugal.
Minha Lua, Nossa Lua espelha essa realidade, o quotidiano dos tunisinos, o dia-a-dia da pessoa comum, as suas vivências e os seus espaços.
Os momentos registados durante duas viagens ao sul da Tunísia deram o mote para a longa caminhada que é este projecto. O objectivo principal é a experimentação, a partilha, a comunhão ou simplesmente a convivência entre a fotografia, o teatro, o multimédia, a literatura e todas as formas de arte e de expressão necessárias para comunicarmos as nossas ideias.
Não é pretensão inventar nada de novo, mas sim beber tudo o que nos rodeia, deixar-nos contagiar pelo que nos emociona, utilizar todas as formas de arte para criar algo nosso, transmitir o nosso olhar e revelar quem somos.
A Tunísia e os momentos vividos a Sul foram transportados para o espaço da criação e serão levados para onde houver pessoas receptivas a viajar connosco.
Não se trata de um retrato de um país, através de várias formas de expressão artística, mas sim do nosso olhar sobre a vida na Tunísia. Pretendemos expressar o mundo por via da arte.

Do trabalho de criação resultou uma exposição de fotografia, uma instalação multimédia e uma peça de teatro, direccionada especialmente ao público infantil. O projecto foi desenvolvidos por artistas profissionais da área da fotografia e do teatro, aos quais se juntaram poetas, artistas plásticos, historiadores e antropólogos, entre outros, que participarão no espaço palavras do deserto, partilhando conhecimentos, conversas, poemas, experiências…''

Foto-jornalista e actor, Jorge Cabral idealizou o projecto ''minha lua, nossa lua''. Eu vou colaborar...
Está tudo no blogue
http://minhaluanossalua.blogspot.com/2008/01/apresentao.html