
Conheci-o através de amigos comuns, o Manuel e a Maria Amélia, e Évora é a grande ponte entre o Filipe que está na América e este Filipe que permanece em Lisboa.
Regularmente, como as ondas do mar, os poemas dele visitam-me. Hoje, partilho convosco estas palavras cheias de sentido poético e que são um bálsamo de esperança num universo de malfeitorias. É o sentimento de um coração português a palpitar por esse mundo e mundo.
As pontes que ardem ao entardecer
deixam-nos muito distantes
do outro lado, da outra margem,
e de muitos ideais e sentidos
para viver e já vividos.
Do lado de cá, nesta margem,
ainda existem caminhos e viagens
por percorrer e desbravar.
As pontes que ardem ao entardecer
nunca foram nem serão o fim,
porque na margem do lado de cá
ainda há quem cuide do jardim
e invente as flores que não há.
deixam-nos muito distantes
do outro lado, da outra margem,
e de muitos ideais e sentidos
para viver e já vividos.
Do lado de cá, nesta margem,
ainda existem caminhos e viagens
por percorrer e desbravar.
As pontes que ardem ao entardecer
nunca foram nem serão o fim,
porque na margem do lado de cá
ainda há quem cuide do jardim
e invente as flores que não há.
Poema e imagem: José Filipe Rodrigues








