"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

terça-feira, agosto 15, 2006

Dois Aniversários


Directamente de casa da Ana, com quem faço desde 16 de Agosto de 2005 o blogue APARIÇÃO 69, festejo esta deliciosa ideia que nos nasceu dentro de água, com leitores fiéis e participativos. A orgia anunciada nos posts daquela instituição foi entretanto adiada, devido a uma gastroenterite da minha partenaire.
Entretanto, dia 16 de Agosto é também dia de celebrar o nascimento de alguém que gostava de irreverência e que me ajudou a crescer como pessoa. Obrigado, Artur Bual!
(fotografia de Ana Fonseca)

segunda-feira, agosto 07, 2006

Pra Não Dizer Que Não Falei de Flores




O fogo chegou às portas de Santarém e ameaçou casas, informava a locutora da Antena 1 em pleno noticiário de ontem, ao fim da tarde.
Governo e jornais andaram "a brincar com o fogo", deitando foguetes à falta de propaganda sobre mais emprego e melhor qualidade de vida para os portugueses, por este ano, com as medidas que Suas Excelências tinham tomado estar previsto que a ordem seria restabelecida durante a época de incêndios. Suas Excelências tinham decretado que este deveria ser o verão em que, depois de muitos anos de inferno, íamos atingir o paraíso.
Como sempre hão-de aguardar até à última para decidir se devem pedir reforços à UE ou se é melhor não chatear as Excelências amigas...
Baseando-me no que ouvi na rádio, há bocado, entre a meia-noite e as 19 e 30 desta segunda feira dia 7 de Agosto de 2006 tinham acontecido mais de 400 incêndios. A culpa, disse alguém, era do vento Leste. Já agora, da União Soviética, do Gonçalvismo e quem sabe se Che Guevara também não terá culpas no cartório...
Ainda hoje os níveis do ozono atingiram limites perigosos para a saúde em várias localidades e ninguém toma medidas para a circulação automóvel, leia-se um dos produtores de poluição, ser controlada.

Entretanto, troncos duma árvore caiem durante um piquenique, em cima de pessoas que fizeram uma longa viagem para a Morte, em Sintra, na frondosa Sintra exaltada por Lord Byron. Hoje mesmo outros troncos de outra árvore na mesma Sintra desabaram sobre um carro, causando estragos.Pergunto-me para que servem certas empresas municipais. Leio no site http://www.parquesdesintra.pt/ptmissao.html que "A Parques de Sintra, Monte da Lua (PSML) foi criada em 2 de Setembro de 2000 (decreto lei 215/2000, de 2 de Setembro), na sequência da classificação pela UNESCO da Paisagem Cultural de Sintra como Património da Humanidade e dos compromissos assumidos com a gestão integrada da zona: Recuperação, Preservação, Beneficiação, Divulgação do património classificado.
Nesse sentido, constituem objectivos programáticos da Sociedade a salvaguarda e valorização do património natural e edificado à sua guarda, designadamente através de um conjunto de acções de conservação e divulgação que visam dotar o Parque da Pena, o Parque de Monserrate, o Convento dos Capuchos e o Castelo dos Mouros de melhores condições de acolhimento ao público, permitindo a fruição e o conhecimento de um Património Natural e Cultural de excelência."
Passaram quase meia dúzia de anos. As notícias que tenho lido na imprensa acerca desta empresa resumem-se à disputa entre políticos locais para conseguir um lugar na administração da referida empresa. Caiem agora árvores. Ficam muitas interrogações. Quem puder que responda, que eu só pergunto porquê?
E para não dizerem que não falei de flores, lembro aquela canção com letra de Geraldo Vandré, que há muitos anos no Alto da Ajuda, Simone e Chico Buarque de Holanda cantaram com milhares de portugueses, que eu acredito que apesar de tanta lavagem ao cérebro também se interrogue como eu...

"Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantado e seguindo a canção

Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Pelos campos a fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão

Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição:
De morrer pela pátria e viver sem razão

Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer..."

Texto e fotografias (Tapada das Necessidades) de LFM

domingo, agosto 06, 2006

Moita dos Ferreiros: Um Dia Memorável Com Gente Que Ama o Associativismo e o Teatro de Amadores
















Ontem, quase toda a direcção mais a comissão de festas do Centenário do Grupo Dramático e Escolar "Os Combatentes" , encontrou-se na Moita dos Ferreiros, na casa da presidente Lurdes Pinheiro e do José Pedro Pinheiro (anterior tesoureiro, e actual membro da mesa da Assembleia Geral) para partilhar um dia memorável de convívio.
Aparte as deliciosas febras e a boa sardinhada e o belo do tintol, mais a impecável hospitalidade do simpático casal, o que me surpreendeu foi o facto de o Marinho, o Vítor, a dona Fernanda Correia, a Ana Correia, o Carlos, o Júlio, o próprio Zé Pedro e o Flávio saberem de cor diversos papéis da revista que a colectividade estreou este Verão, proporcionando-se uma representação hilariante da qual se dá conta para quem estiver interessado em reinvindicar que estes amigos saiam dos bastidores e pisem também o palco com uma versatilidade que pede meças aos actores que ajudaram a criar as personagens entretanto revisitadas na Moita dos Ferreiros, em casa da Lurdes e do Zé Pedro, entre sardinhas e febras, sangria e passeios ao moinho...
Ficou-me entretanto na lembrança um desabafo do Zé Pinheiro: "Enquanto houver guerras no Mundo não consigo ser totalmente feliz!"
Legendas das fotografias:
Foto 1-Sob um sol tórrido, Marinho e Correia conduzem a tarefa do churrasco;
Foto 2- os anfitriões Lurdes e Zé Pedro Pinheiro, depois de "baptizados" com uma mangueirada do Vítor...
Foto 3- o grupo à entrada da sede das colectividades da Moita dos Ferreiros, um verdadeiro palácio do associativismo local.
Fotos 4 e 5-Flávio e Fernanda, duas gerações, a mesma dedicação à Comunidade.
Fotos 6 e 7- dois instantâneos da ida ao moinho da Moita dos Ferreiros (Ana e Fernanda Correia, muito bem dispostas dançam com Júlio um quadro da revista, que decoraram)
Fotos 8, 9, 10 e 11- aspectos da alucinante representação, que fez rir a bom rir todos os presentes.
Fotos 12, 13 e 14-
Marinho representa uma cena que decorre entre dois quadros da revista "Isto É Que Vai Uma Crise!" Repare-se na mímica deste dirigente dos "Combatentes", habituado a trabalhar nos bastidores, morador nas imediações da colectividade, que cresceu com uma série de amigos que hoje estão na comissão de festas ou são associados. Com eles a colectividade e o teatro podem ter uma boa esperança...
(fotos e textos de LFM)

terça-feira, agosto 01, 2006

ÁGUAS DO SUL NASCEU HÁ DOIS ANOS


No dia 1 de Agosto de 2004 começou esta aventura, com poemas sobre o Alentejo e a Beira Baixa.
As asas permitiram trazer fotografias de diversos sítios, além das ofertas e da digitalização de algumas imagens antigas, que amigos nos ajudaram a aprontar para poder usar aqui, como é o caso desta imagem (LFM:Florença)
As visitas têm sido estimulantes e ainda que poucos comentem, o Águas é visto anualmente por milhares de cibernautas de todo o Mundo.
Hoje, ao assinalar a data, deixo uma palavra de PAZ e de SABEDORIA para os que governam o planeta e o país onde vivemos. É que neste momento não posso deixar de pensar nas imagens que nos bombardeiam em televisões e jornais, acerca dos que sofrem no LÍBANO, IRAQUE e PALESTINA, fugindo ou enfrentando a Morte.
Ficou-me na ideia o que José Rodrigues dos Santos disse no telejornal das oito (que vi enquanto aguardava o enfermeiro Tavares que nas últimas duas semanas tem tratado da unha do dedo grande do meu pé esquerdo, que decidiu entrar pela carne dentro) a propósito de cidadãos libaneses que preferiam morrer nas suas casas em Beirute em vez de mendigar comida e vida nos campos de refugiados.
O meu pensamento vai também, nesta hora, para todos os que em Portugal não têm emprego e como eu já estão nos "entas", vivendo angústias e pesadelos. É com o coração atento a todos os seres humanos que sofrem que assinalo dois anos de intervenção.
E é assim que quero continuar.

sexta-feira, julho 28, 2006

Maria João Pires


Nas suas mãos mágicas
os pássaros e as oliveiras de Belgais
floriram como sonatas e sorrisos
de criança. Neste país não há lugar
para asas, versos, sonatas sem dor.
Mastiga-se a máscara o tédio
a merda de termos de ser poucochinho
senão a inveja senão o governo senão
pede-se desculpa à vida por se estar vivo
e agradece-se a todas as Nossas Senhoras
a finta, o jogo, a taça, o golo!
Neste país o lugar das pessoas sensíveis
é o exílio é viver inadaptado entre urros
arrotos e muitas bandeiras a forrar amiséria
de ser português. Neste armazém de ignorantes
à espera da novela seguinte
do escândalo seguinte,
do acidente que se segue,
os governantes maltratam
os bancos engordam
a mediocridade subiu ao trono.
No coração frágil da pianista
há palavras que não podem morrer
Foge sim, porque a respiração
tornou-se insuportável. É preciso voar
resistir e respirar. Recomeçar
noutro país, noutra terra, noutro lugar.

28-7-2006
(poema de Luís Filipe Maçarico; fotografia recolhida na Web)

segunda-feira, julho 24, 2006

O Povo do Líbano precisa da nossa Solidariedade


Texto recebido por e-mail do Tribunal Iraque:
"Israel está a destruir o Líbano. Os resultados estão à vista. Perto de 300 mortos libaneses em onze dias. Quase um milhão de refugiados sem água, sem comida, sem abrigo. Infraestruturas e vias de comunicação destruídas nos primeiros raides, aprisionando centenas de milhares de pessoas nas zonas de combate. Áreas residenciais repetidamente bombardeadas. Fábricas e equipamentos económicos arrasados.
Falar em poupar a população é mera propaganda. Os israelitas repetem no Líbano a operação "Choque e pavor" com que os EUA iniciaram o assalto ao Iraque em 2003. A escola é comum. Trata-se de uma agressão unilateral, pura e simples, de Israel ao Líbano em violação de tudo o que é direito internacional; ao mesmo tempo que prossegue o morticínio dos palestinianos de Gaza. É um massacre em duas frentes, só entendido no quadro de impunidade de que Israel tem gozado sob protecção dos EUA.
A consonância é total entre as acções israelitas e a postura norte-americana: recusa de cessar-fogo antes de o arrasamento do Líbano estar completo; Esta guerra não é separável da situação geral no Médio Oriente, em que avultam as dificuldades dos EUA no Iraque e no Afeganistão. EUA e Israel actuam de modo concertado, dividindo tarefas, alargando a área de conflito e fabricando pretextos para fulminar os países e regimes que lhes são hostis.
Na lógica global, sem limites, sem lei, da "guerra infinita" - dita "contra o terrorismo" - o ataque de Israel ao Líbano entronca, de forma aberta, na linha de actuação do imperialismo norte-americano e anuncia um agravamento da situação mundial.
O Tribunal-Iraque apela à população portuguesa para repudiar por todos os meios estas acções criminosas e para participar nos actos públicos que vão ter lugar."
"Isto é que é terrorismo!" (palavras de uma portuguesa residente no Líbano, TVI, 16 de Julho)
Entretanto na página 7 do "Público" de hoje lê-se:
"D. Januário Torgal Ferreira e Rui Vilar juntam-se a dirigentes do PCP e do Bloco num apelo ao fim da violência"
Outros subscritores do manifesto: Eduardo Lourenço, Maria Velho da Costa, José Mattoso, Luís Miguel Cintra e Frei Bento Domingues.

Dia 26, 4.ª feira, vou estar na Concentração em Lisboa, às 18:30 horas, frente à embaixada de Israel (Rua António Enes 16, ao Saldanha), pelo fim dos massacres no Líbano e Palestina.
(fotografia de entre muitas enviadas por mail, por Magda Fonseca, a quem agradeço)

sábado, julho 22, 2006

A Mão na Aldraba



De mão em mão, a aldraba anuncia o melhor e o menos bom.
Sem o trabalho criativo da mão, a aldraba não poderia vibrar, como sucede nas portas de certos prédios em determinadas ruas de várias urbes...
É assim também com as mãos de Margarida Alves e do signatário, co-autores dos posts do blogue da Aldraba-Associação do Espaço e Património Popular: http://aaldraba.blogspot.com
Fundamental é o trabalho das mãos de dois Fernandos: Amaral & Duarte, que produzem o site da mesma associação: http://www.aldraba.org.pt/
Neste tempo de calores e de ócios (para quem pode gozar férias) dêem uma espreitadela aos dois espaços electrónicos que quatro mãos desenvolvem, a par de muito trabalho real e sucessivo. Ontem mesmo, a Aldraba fez o seu primeiro jantar-tertúlia em torno do património regionalista, na Casa das Beiras e prepara-se afincadamente o segundo número do boletim, bem como o primeiro Caderno Temático...
(fotografias: a mão de LFM numa aldraba minúscula do ATL do Palácio das Necessidades, Lisboa, e a mão de São Baleizão numa aldraba de Lagos, fotografadas por LFM)

segunda-feira, julho 17, 2006

Dias Tranquilos- Memória de Uma Manhã que o Mundial de Futebol impediu






O ano passado -25 de junho-a objectiva de Mário Sousa (que hoje inaugurou uma exposição de fotografias de sua autoria) captou estas imagens, de um percurso em torno do património invisível, pelas ruas antigas da cidade de Montemor-o-Novo.
Buscávamos aldrabas, batentes, martelos de porta, espelhos de fechadura e toda uma linguagem simbólica que estes artefactos têm para nos contar.
O grupo integrava 21 pessoas muito interessadas e não fora o mundial de futebol, este ano, o 1 de Julho poderia ter sido também festivo.
O número de inscritos, no passeio programado para este ano, foi escasso e sendo assim ficou para 2007, pela Primavera, a hipótese de se visitar uma oficina de ferreiro e redescobrir uma parte das centenas de utensílios que Montemor-o-Novo ainda guarda nas suas portas e continuam a servir para anunciar visitas e intrusos. Talvez nessa altura já existam postais com fotografias de aldrabas e batentes...

domingo, julho 16, 2006

Beirute


Beirute está debaixo de fogo. Gente como eu e o/a leitor/a uma vez mais é varrida deste mundo num abrir e fechar de olhos pelo exército de um Estado que nasceu, na sequência do holocausto.
Não vou repetir o que todos os comentadores estão neste momento a dizer. Apenas que como cidadão deste planeta me sinto solidário e impotente para com o povo inocente do Líbano e pessoas como ZIZOU, tunisino de Jerba a viver em Beirute.
Há dias no msn Iskander, tunisino que vive em Madrid contava-me que tinha ido a França ao casamento de um amigo com uma francesa e que o padre (casaram-se numa cerimónia católica, numa igreja) desafiou o noivo para se ler, durante a cerimónia, passagens do Corão acerca do matrimónio. Foi Iskander quem leu o Corão, na igreja e partilhou esse evento, emocionado, no seu blogue, louvando a tolerância do padre.
Sabemos porém, por todos os sinais que nos chegam diariamente, que o mundo está a ficar um lugar cada vez mais violento e intolerante, perigoso.
Esta noite sou libanês, iraquiano, palestiniano...solidário com o sofrimento que não consigo imaginar, de tão insuportável que deve ser, uma vez que os árabes destes territórios enfrentam desde há anos constantes ataques ao essencial da vida humana.
E não há lágrima real ou metafórica que compense o que falta.
Restará uma esperança ténue, deste terrível pesadelo acabar como começou... Inch'Allah!
(texto e foto de LFM: Março 2006, Café da medina de Tunis)

quinta-feira, julho 13, 2006

Tradição e Originalidade nos Mastros de Odeceixe






Este ano, o vento de Junho ameaçou os mastros que algumas mulheres idealizaram e ergueram em Odeceixe. Porém, se este facto em si já é de louvar, registe-se a curiosidade da utilização do plástico e do algodão, enquanto materiais de decoração que produziram um efeito visual atraente.
Parabéns às mestras, fazedoras de um encanto, que pelas ruas da simpática localidade, partilharam sabedoria e beleza.
A verdadeira sereia de Odeceixe foi realizada numa arrecadação, sendo depois revelada publicamente, para deleite de todos os que apreciam a criatividade popular.
Os adoradores do sol e do mar tiveram mais um motivo para se sentirem felizes com a escolha de Odeceixe para as suas férias de Junho, longe do bulício algarvio das multidões que buscam litorais de ilusão.
Um grande aplauso para as mulheres de Odeceixe pela sua dedicação e talento.
(fotos de LFM: Junho 2006

quarta-feira, julho 12, 2006

BECHIR KOUNIALI




No seu atelier de Houmt Souk, na ilha de Jerba, Béchir Kouniali autografou pinturas que eu trouxe no regresso das diversas viagens. Todos os meus amigos (ou quase) têm uma serigrafia deste artista que nas suas telas nos transporta para o tempo dos prodígios, quando a ilha não tinha sido descoberta pelo betão e por multidões de turistas que só têm meia hora para fazerem um tudo que eu não atingi em várias viagens realizadas para aquele ponto do Mundo.
Gostava de o ver um dia, também no Festival Islâmico de Mértola. Quem sabe?
BIOGRAFIA DE BECHIR KOUNIALI
Béchir KOUNIALI

Nascido em Djerba em 1938
1957-1961 Escola das Belas Artes de Tunis
1961 Ilustrador na Sociedade Nacional de edição e difusão
1962-1993 Encarregado do ensino de educação artística
1965-1972 Encarregado da criação e conservação do Museu das Artes e Tradições Populares de Djerba
1969-1972 Encarregado da Promoção Artesanal na Sociedade de Mise en Valeur do SuL
1972 Abertura do atelier galeria em Djerba


EXPOSIÇÕES
1976 FARNHAM (Inglaterra)
1978 SIDI BOU SAID
1980 BERLIN
1981 GENEVE (Palácio das Nações Unidas)
1984 TUNIS (Galeria Ettaswir)
1986 NICE (Méridien)
1987 SALMMBO (Galeria Aïn)
HELMSTEDT (Alemanha)
1988 TUNIS (Galeria Des Arts)
1989 SALOMMBO (Galeria Aïn
1990 DOUALA et YAOUNDE(Camarões)
1991 SALOMMBO (Galeria Aïn)
GENEVE (Palácio das Nações Unidas)
1992 DOUALA et YAOUDE
SALAMMBO (Galeria Aïn)
TUNIS (Galeria Medina)
QUIMPER (Galeria René MADEC)
1993 SIDI BOU SAID (Galeria Cherif)
1995 PERTH (Austrália)

(Fotos de LFM: Março de 2006)

Fervença

QUE CALOR CALOR CALOR CALOR CALOR CALOR CALOR CALOR QUE

terça-feira, julho 11, 2006

Revista nos "Combatentes": "Isto É Que Vai Uma Crise!"




Estreou-se ontem, no Grupo Dramático e Escolar "Os Combatentes" que este ano faz cem anos de actividade em prol da cultura, do desporto e do convívio, a revista à portuguesa do novo grupo cénico "ISTO É QUE VAI UMA CRISE".
Pelo desempenho hilariante e de grande talento, salientam-se Maria Cardoso, (inexcedível na interpretação de figuras populares) Teresa Balbi (muito bem na homenagem a Amália), Hugo Silva (com uma excelente desenvoltura em palco e uma expressão mímica notável), Flávio Silva (uma revelação promissora)Orlando Neves (com a tarimba dos Pregões de Lisboa e dos pais, velhas glórias dos pergaminhos do teatro da colectividade)e uma pleiade de intérpretes e bailarinas que pisam o palco com a sábia orientação do encenador Paulo Vasco.O guarda-roupa belíssimo é uma mistura do acervo do Maria Vitória e da Academia de Santo Amaro.
Podem assistir a este magnífico espectáculo às sextas-feiras e sábados a partir das 21h30m na Rua do Possolo, 7 a 9. Se gostam de rir e de ver teatro não percam esta oportunidade!
(reportagem fotográfica de Manuel José Graça da Silva)

segunda-feira, julho 10, 2006

Murfacém: com um brilhozinho nos olhos e um imaginário popular que une pessoas de todas as idades em torno de um Património Emblemático






José Luís Martins é dirigente da Associação de Moradores de Murfacém e Cova. Segundo ele, Murfacém, que tem cerca de 80 habitantes, se não for a colectividade e o "Museu",além das pessoas, não tem mais nada.
Durante décadas, o Museu de Etnografia Árabe (Quem o criou? Quem expôs aqueles objectos daquela maneira e o que são?))esteve encerrado.
José Luís conta que:"Fomos criados sempre a visitar o Museu e agora aquilo que a gente viu não queremos ver abandonado e degradado.Quando eu era miúdo nós íamos para ali sentados no chão ou num banquinho para desenhar aquilo. Nós íamos desenhar o Museu.Chegou a uma altura que era quase por olho...e depois a professora explicava -nos o que era aquilo..."
Ontem passei por lá e estive à conversa com gente muito motivada para preservar o património, pois sabe que ele é emblemático para a terra. No espaço há uma exposição de alguns materiais supostamente encontrados em escavações: azulejos, vestuário, armas,com interesse, que merece ser estudado, mas sem retirar à população esse espólio que parece dizer tanto ao seu imaginário popular...
Sem querer alinhar em polémicas que não me dizem respeito, assinalo uma vontade firme de valorizar a terra, que é rara em meios populacionais como se constata ali.
Na realidade, jovens e idosos alinham pelo mesmo ideal: Murfacém tem um património importante que não lhe deve ser retirado pelos grandes centros, mas devolvido e condignamente investigado e exposto, servindo de chamariz aos amantes destas coisas.
O passado árabe, as minas de água, as passagens subterrâneas, que supostamente existem no subsolo e ligam Murfacém aos Capuchos e à Trafaria são estórias que se escutam com frequência quando se convive com estas pessoas.
Ontem, foi ouro sobre azul ter comigo fotografias e um texto que é resultado de uma investigação acerca dos Morábitos em Portugal e na Tunísia.
Partilhei com eles o que sei. Retribuíram com um brilhozinho nos olhos, alguma efabulação e a esperança de verem Murfacém no mapa das lendas de mouros e mouras encantados...quem sabe se um dia não haverá por ali uma festa reinventada, com esse imaginário popular como motivação e motor do desenvolvimento local?
(texto LFM; fotos:Ana Fonseca)

quinta-feira, julho 06, 2006

A VERDADE


(...)
"Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raíz-
Ter por vida a sepultura.

Eras sobre eras se somem
No tempo que em eras vem.
Ser descontente é ser homem.
Que as forças cegas se domem
Pela visão que a alma tem!

(...)
Grécia,Roma,Cristandade,
Europa-os quatro se vão
Para onde vai toda a idade.
Quem vem viver a verdade
Que morreu D. Sebastião?

Fernando Pessoa (excertos do poema "O Quinto Império", in "Mensagem")

(fotografia de LFM; Lagos: escultura de Cutileiro, 1ª metade dos anos 70; Junho 2006)

quarta-feira, julho 05, 2006

CAMPEÕES DO FUTEBOL DE RUA


Quem conhece os atletas para-olímpicos que tão bons desempenhos conseguiram representando o país onde nasceram? Quem fala da equipa portuguesa que disputou duas finais de troféus respeitantes ao Campeonato do Mundo de Futebol de Rua?
Em Setembro, de 24 a 30, em Cape Town na África do Sul, convivendo com outros jogadores, pondo em prática os ensinamentos de João Barnabé (o primeiro treinador de Figo no Sporting) e de Eduardo Reis, treinador adjunto, eles lá estarão defendendo as cores de Portugal e o fair play.
Para eles neste dia em que as atenções estão viradas para o futebol milionário, desejo a melhor sorte para encher de energia positiva a alma daqueles que não têm a possibilidade de comprar casas de férias no Algarve, de aparecerem em capas de revista, de serem notícia diária na comunicação social, abrindo telejornais, intervindo na rádio.
Como em tudo na vida, no futebol também há diferenças...
(fotografia de Alexandre Vaz, com agradecimento a Eduardo Reis pela partilha da imagem e das informações que muito me sensibilizaram)

Poema

Quem são? Gente onde a
terra em brasa germina
para florir nos olhos de fogo

passam como nuvens
parecem a impetuosa
corrente de um rio
ansioso por chegar à foz,
mas que se perde
na aridez dos caminhos
da sede.

(excerto de um poema de LFM, escrito em Tozeur, em 30-12-2000; fotografia de JORGE CABRAL)

segunda-feira, julho 03, 2006

De Passagem...


Sinto a fragilidade de quem está de passagem
Para trás ficou a leveza de não saber...

(palavras e fotografia- Monsanto-de LFM)

domingo, julho 02, 2006

Parabéns da Tunísia


Chegaram da Tunísia no final da tarde de ontem estas duas mensagens:
"Felicitacions chapeau portugal" (Mabrouk, 1 de Julho de 2006-18:48:40)
"Felicitation mon ami por la victoire de notre equipe favouri de cet eliminatoire de l'world coup! Ici on supporte le portugal! Pays d'amis et de proximité culturel...!Oh (Salem, 1-7-06- 19:17:02)
CHOCKRAN RUIAH!!!